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quarta-feira, 17 de maio de 2017

A que pastor devo obedecer?




Sua dúvida está relacionada ao versículo em Heb 13:17 "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil"



 base no contexto das palavras do escritor aos Hebreus, que chama a nossa atenção para a responsabilidade de um pastor, bem como para o compromisso que cada crente tem diante dele, quero, neste dia, 2º domingo de junho, dia do pastor, falar de maneira bem prática, um pouco a respeito de algumas atitudes que podem, em linhas gerais, traduzir a força da expressão bíblica:“lembrai-vos dos vossos pastores”



Valorizando seu trabalho

Um dos fatores motivadores do trabalho é o reconhecimento. Quem é que não gostaria de ser reconhecido quando está cumprindo sua tarefa? Não há como desistir de uma missão, ou ser malsucedido, se alguém valoriza o que vem sendo realizado com desvelo e amor.

Eu, por exemplo, sinto-me feliz quando sei que aquilo que estou fazendo tem o reconhecimento da minha família, da minha igreja, dos meus amigos, dos meus pais, etc. Agora, criticar ou desprezar o que alguém faz com amor e dedicação é uma afronta a qualquer pessoa.

Talvez o pastor seja a pessoa que mais receba críticas. Geralmente, tudo que acontece na igreja é culpa do pastor. Seu trabalho é complicado e muitas vezes mal-entendido. Por exemplo: se alguém vai bem no casamento, o pastor é o responsável; se os cônjuges brigam e estão separados, o pastor é o culpado. Se o filho está em casa e obedece aos pais, o pastor tem participação nesse processo; se ele não fica em casa e nem está na igreja, o pastor falhou no seu papel.

O pastor pode fazer noventa e nove coisas corretas, boas e dignas de aplausos. Mas se ele falha num único detalhe, isso é motivo para que alguém desmanche seu trabalho com críticas e desprezo. E como há pastores que sofrem em virtude desses procedimentos... Situações que tinham tudo para ter um final feliz, acabaram com um fim desastroso, tão somente porque alguém não reconheceu o que fora feito ao longo dos anos.

É hora de parar com certas atitudes destruidoras e valorizar mais os nossos pastores, dando-lhes todo apreço necessário. É preciso caminhar lado a lado desses homens de Deus, lembrando sempre que eles não são perfeitos, mas sujeitos às paixões e sofrimentos humanos, Tg 5: 17.


          Demonstrando amor e carinho

    Amor é uma palavra que faz bem a todos. A Bíblia está repleta de mandamentos sobre o amor. Deus é amor, 1 Jo 4: 8. Em se tratando de demonstrar amor ao próximo, existem muitas maneiras de se fazer isso. Leia Lucas 10: 25-37.

Quando a Bíblia diz que “Deus amou o mundo de tal maneira”, afirma que Deus provou seu amor, dando (enviando) seu único filho para sofrer e morrer por todos, Jo 3: 16. Ele não apenas amou, mas demonstrou seu verdadeiro amor através da ação: “...deu o seu filho único...”.

O pastor é uma pessoa como qualquer outra. Ele é um ser dotado de sentimentos e emoções, e que precisa de amor e atenção. Muitos chegam a pensar que ele é, humanamente falando, uma pessoa completa e realizada. É bom lembrar que o pastor tem também seus momentos de solidão e sofrimento. Os problemas diários que uma igreja enfrenta podem refletir duramente na vida desse homem de Deus. Se ele não possuir uma estrutura física, psicológica e espiritual à altura, jamais suportará as lutas e desafios do ministério.

É por isso que a igreja precisa lembrar de seu pastor em oração, intercessão e amor, para que ele se sinta sustentado e amado pelo rebanho. Não de maneira teórica, mas de forma real, prática e transparente. Como é louvável a atitude de certos membros que procuram cercar seu pastor e sua família com atitudes que demonstram carinho. Quantos que têm a satisfação de convidar o pastor para almoçar em sua casa, dar-lhe um presente no dia de seu aniversário, convidar seus filhos para fazer um passeio, etc. Existem mil e uma maneiras de demonstrar que o pastor é uma pessoa amada e querida.


Sendo submisso e respeitoso

Talvez aqui esteja a tônica da expressão “lembrai-vos dos vossos pastores”, porque nesse contexto o escritor fala de maneira clara da autoridade espiritual que o pastor exerce sobre os cristãos, assim como da obediência e submissão da igreja aos líderes espirituais: “Obedecei a vossos guias, e submetei-vos a eles”.

É bem verdade que ser pastor é um privilégio muito grande, mas, ao mesmo tempo, implica responsabilidade diante de Deus: “Eles velam por vossas almas, como quem há de prestar contas”. Quer dizer: os crentes terão de prestar contas a Deus diante do Tribunal de Cristo, 2Co 5: 10, após o arrebatamento da igreja, mas os pastores terão de prestar contas mais do que os outros, por terem assumido tão sublime missão – o ministério. Por isso, cada pastor deve levar a sério sua missão, e não fazer de qualquer maneira a obra do Senhor, Jr 48: 10.

Ser submisso é uma tarefa de cada crente e não parece tão fácil assim. Mas é este o ponto forte na vida do cristão que cumpre com alegria este mandamento, ou seja, à semelhança de um filho que ama e obedece, com prazer, ao pai.

Alguém disse que o que Deus mais requer de nós é a obediência. Concordo, porque entendo que na obediência estão implícitas todas as demais características cristãs, tais como: humildade, amor, paciência, perdão, alegria, bondade, fé, etc.

Portanto, uma das melhores maneiras de um cristão dar a destra ao seu pastor é demonstrar-se pronto em submissão ao trabalho do Senhor. Ver o pastor como um pai espiritual que trabalhou para que a palavra o alcançasse é um ato de reconhecimento que glorifica a Deus. Pense nisso e seja sempre um crente obediente e pronto para oferecer sua destra de companheirismo no trabalho da Igreja.


Concluindo

Gostaria de que as igrejas reconhecessem o valor de seu pastor, dando-lhe a honra devida, Rm 13: 7, e levantassem mãos santas ao Senhor em oração por todos os pastores e suas famílias. Quero sugerir a todos que, nesse dia festivo, deem presentes ao seu pastor e comemorem esse dia com gratidão e louvores ao Senhor. Mas, acima de tudo, deem a ele muito mais amor e consideração, reconheçam o valor de seu trabalho, sendo submissos e respeitosos.

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terça-feira, 16 de maio de 2017

A finalidade de demonstrar a importância da missão cristã para a sociedade contemporânea




A finalidade de demonstrar a importância da missão cristã para a sociedade contemporânea. É notório que o egoísmo, o humanismo, a falta de fé, de amor, tem destruído muitas vidas. Mas, fundamentados na certeza de que a missão é de Deus, que é Ele quem opera tudo em todos, cabe aos cristãos serem fiéis cooperadores na expansão da missão de Deus no mundo, no firme propósito de salvação da humanidade e transformação de todos. Serão observados alguns conceitos para uma melhor compreensão do que seja missão, a importância da missão cristã para a sociedade contemporânea, o quão importante é a missão de Deus, a missão primitiva e a contribuição da missão para salvar uma comunidade pervertida.

            Aponta para Deus como o agente principal da missão e o Espírito Santo agindo em favor dos pecadores, convencendo-os do pecado do juízo e da justiça, colocando na mente e no coração humano a compreensão da palavra de Deus e o amor dEle para com toda humanidade.

            A missão cristã é de suma importância para a sociedade em geral, em todos os âmbitos da vida, seja físico ou espiritual. A missão é fundamentada na Palavra do Senhor, que é de total confiabilidade, não tem como dar errado, pois faz parte do plano da promessa de Deus de salvar a todos que dependam dEle e confessem que Jesus Cristo é o único que pode conceder o perdão e a salvação, por meio do evento de cruz, morte e ressurreição que será alcançado a Graça de Deus.

            Como cristãos já reconciliados com o pai, devemos obedecer ao chamado e proclamar o Evangelho e apresentar Jesus aos que ainda não o conhece. Dessa forma, o plano da promessa se cumpre cada dia. A ira de Deus é contra o pecado, não contra o homem. Todo homem, por mais perverso que seja, pode ser liberto e salvo pela ação de Deus. Para tanto, os cristãos devem lançar a semente a tempo e fora de tempo. Fazer missões é uma ordem e foi o próprio Jesus quem disse: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho “a toda criatura”. (Mc 16:15).

            Então como citado anteriormente, Missões surgem no prisma religioso voltado a distinguir a ética do cristianismo, tendo em vista os povos não alcançados, ou seja, não cristãos. O princípio é o de ensinamento que Cristo doutrinou, e pela doutrina das epístolas apostólicas, levando em conta a ordem da grande comissão de Jesus Cristo ordenando a seus discípulos a irem ao Mundo inteiro. Destarte, quando fala de missões não poderá jamais limitar em obra espiritual; a fronteira sempre se rompe quando os enviados se defrontam com as adversidades sociais; econômicas; e biológicas. Os enviados sempre atuam de forma firme, tentando mudar o quadro por completo, para que haja missões têm a necessidade desta comunidade ser estável, ou seja, uma comunidade formada e culturalmente sólida (Cultura Regional), sempre haverá locais que os trabalhos se implantarão com maior propriedade do que em outras sociedades, devido infelicidades diversas. Quando é delineado o pensamento missionário este não propende somente a pregação do Evangelho de Jesus, mas a melhora social, cultural, biológica e psicológica desta comunidade.
            Nas Escrituras demonstra uma essência missionária, ou do apotegma missionário no ministério do Apóstolo Paulo, que ousou a levar o evangelho aos gentios (Povos de outras nações), ir além de fronteiras. A história biográfica do Apóstolo Paulo acaba servindo de referência as formas e maneira de cumprir a comissão do Senhor. As viagens expressam grande importância para o aforisma missionário. A etimologia da palavra apóstolo significa enviado. Então, não há apóstolo parado, ele precisa ir, os apóstolos não são os bispos, presbíteros ou pastores que são sedentários. As viagens apostólicas produzem trabalhos e resultados para o Reino de Deus, em almas e em qualidade de vida para os que receberam os apóstolos, ou seja, os missionários, que foi o estabelecimento de igrejas em diversas cidades do Império Romano. O que é demonstrado nas viagens paulinas que estas não apenas abriram igrejas, mas as doutrinou e as ensinou a viverem de maneira digna e justa. Atuando, também na vida psicobiosocial das pessoas, mudando lugares e governos.
            O Apóstolo São Paulo viveu intensamente este ministério, e sua paga humana foi dores, lamentos, perseguições, açoites etc., todavia, estas viagens se tornaram a razão para o ensino doutrinário, ou seja, teologia de fato.

Porque eis que eu convoco todas as famílias dos reinos do norte, diz o Senhor; e virão, e cada um porá o seu trono à entrada das portas de Jerusalém, e contra todos os seus muros em redor, e contra todas as cidades de Judá.
E eu pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram diante das obras das suas mãos.
Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles.
(J
eremias 1:15-17

sexta-feira, 17 de março de 2017

[PVE] Pecado Imperdoável: o que é este terrível pecado?












Colocando todos os textos numa balança, a passagem que fala sobre o pecado imperdoável é a que consegue fazer-nos sentir mais culpa em toda a Bíblia.


Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir. (Mateus 12:32)


Isso é suficiente para chamar a atenção tanto do libertino quanto do escrupuloso. Eu imagino quantos de nós preferem pular esta passagem. Como no assassinato de Kennedy ou no 11 de Setembro, nós conseguimos lembrar do dia em que nós encontramos essa passagem problemática pela primeira vez. A maioria de nós pôde seguir em frente e focar em outras partes mais suaves para a consciência na Bíblia. Mas sempre fica aquela pergunta toda vez que encontramos Mateus 12 – “Este sou eu?”.


Para outros, esta passagem se tornou uma coisa pegajosa, talvez uma assombração. O “Este sou eu?” deixou de ser uma pergunta para virar uma confissão, “Este sou eu.” Se houver qualquer dúvida, a simples leitura da passagem pode trazer um pensamento fugaz que diz algo desagradável sobre o Espírito Santo. Lá está, se você não tinha cometido o pecado imperdoável antes, você acabou de fazer isso agora. Claro, você não quis dizer isso – ou será que quis? Parece até com o resultado comum de “Não pense em elefantes cor-de-rosa.” O elefante aparece magicamente. De qualquer forma, o pensamento blasfemo emergiu e você se sente condenado.


A lista daqueles que são assombrados por este medo é bem comprida.


O consolo oferecido por amigos bem-intencionados já é bem conhecido: se você pensa que cometeu o pecado imperdoável e se sente miserável a respeito disso, então você não cometeu. Já que você se sente mal a respeito disso, então você não é culpado desse pecado, portanto, não se preocupe. Apenas aqueles que não se importam é que são potencialmente culpados. Esta resposta realmente faz sentido no contexto maior da passagem. O problema é que ela funciona para aqueles que só ficam presos nesse texto temporariamente e provavelmente já seguiram em frente de qualquer forma. Para aqueles que estão profundamente atribulados, o conselho no mínimo precisa de mais substância.


Então o que fazemos com essa passagem? Aqui há alguns recursos.
O contexto imediato da passagem.


Os fariseus tinham acabado de testemunhar Jesus curando um homem possesso por um demônio que estava cego e mudo. Outros que testemunharam esta demonstração de poder tiveram uma resposta apropriada. “E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? ” (12:23). Os fariseus, no entanto, continuavam com o coração endurecido, “Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” Esta era a segunda vez que eles diziam algo assim (conforme Mateus 9:34). Sem dúvida, eles estavam comprometidos em seu desprezo por Jesus. O pecado imperdoável é claro: é blasfemar ou falar contra o Espírito Santo, e blasfêmia, nesta situação, significa atribuir o poder do Espírito Santo às obras de Satanás.


Então, se você quer fazer um primeiro passo na aplicação desta passagem, leia a história do milagre de Jesus. Você acredita que Jesus conseguiu realizar o milagre por causa de um alinhamento com o próprio Satanás? Não preste atenção em dúvidas passageiras. Os fariseus não tinham dúvida. Você verdadeiramente acredita, de coração, que Jesus fez este milagre com o poder de Satanás? Não, você não acredita nisso. Tal pessoa não estaria lendo nada a respeito do pecado imperdoável.


Isso é um início, mas ainda é uma passagem difícil de interpretar. Para podermos desenhar conclusões mais precisas desta passagem, eu vou juntar alguns princípios gerais que são ou óbvios nas Escrituras ou claros no próprio texto. Então, como faríamos com qualquer texto difícil, para conseguir mais ajuda eu vou considerar como o contexto maior, tanto no Evangelho de Mateus como na Bíblia em geral, dá suporte e refina estes princípios.


Primeiro, a passagem é a respeito dos líderes do povo. A Bíblia claramente coloca os líderes em um padrão diferente porque seus pecados têm consequências maiores. Moisés foi o primeiro exemplo de um líder levado a um padrão mais alto, e houve muitos exemplos depois dele (conforme Ezequiel 34 e Jeremias 23). Tiago escreve “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.”(3:1). Se você não é um líder oficial de uma igreja, esta passagem não é primariamente direcionada a você.


Segundo, a passagem é sobre líderes de coração endurecido que não são tocados pelo que Jesus disse e estão determinados a minar seu ministério. Se você tem uma consciência (e você tem) você pode facilmente encontrar episódios de coração endurecido na sua vida, o que faz com que você novamente pense que esta passagem está falando sobre você. Mas o endurecimento de coração dos fariseus é agressivo. Ele inclui resistir à obra do Espírito (Atos 7:51), falar blasfêmias contra o Senhor e influenciar outros a fazerem o mesmo. Você não tem uma estratégia intencional de derrubar a fé de outras pessoas. Seus pensamentos condenatórios, no máximo, são temporários. Eles ficam presos na sua mente quando você preferia que eles simplesmente passassem.


A passagem, então, não está mesmo falando de você. Tudo o que Jesus disse é verdade, é claro, mas há muitas passagens que são endereçadas a pessoas específicas nas Escrituras que não são palavras de Deus para você em particular. Mas essa passagem ainda pode nos prender. A pergunta recorrente é esta: é possível que alguns pecados não possam ser perdoados? Esta é, de fato, A pergunta preocupante. Para respondê-la, vamos precisar considerar o contexto maior.
O contexto geral do Evangelho de Mateus.


No Evangelho de Mateus, dois temas são relevantes para esta passagem: o conflito com os líderes judeus e o perdão de pecados.


Quando se trata dos líderes, Mateus não tem nada de bom para dizer. No início, João Batista confronta os líderes como “raça de víboras” (3:7). A briga de João não era com todas as pessoas. Ele focava nos líderes. Mais tarde, Jesus novamente faz uma distinção entre os líderes e o povo. O povo era caracterizado como ovelha perdida (9:36), mas os líderes – os fariseus e saduceus – eram os pastores enganosos, opressivos e egoístas. Ao longo de Mateus, as linhas da batalha vão sendo desenhadas, e os líderes continuam firmes em sua oposição a Jesus. Sem exceção, todas as menções dos líderes em Mateus são negativas. O Evangelho de Mateus chega a uma conclusão com sete “ais” de Jesus direcionados aos líderes (23), as parábolas de Jesus, que são acusações veladas aos líderes (25), e o estratagema dos líderes para encobrir qualquer evidência da ressurreição (28:11-15).


Dada esta ênfase de Mateus neste antagonismo, você fica com a impressão de que uma pessoa comum não ficaria sob a carga do pecado imperdoável. Esta impressão se encaixa no conteúdo do Evangelho. A carga é contra os líderes que estavam firmemente engajados em sua blasfêmia e oposição. Eles não estavam lutando contra pensamentos passageiros a respeito de elefantes cor-de-rosa. Ao contrário, sua blasfêmia vinha com um pacote que incluía um comprometimento de todo o coração a levar as pessoas para longe de Jesus. De todo o coração. E antagonistas ‘de todo o coração’ não se importam com o que Jesus diz.


O outro tema relevante em Mateus é o perdão dos pecados. “e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (1:21). É assim que começa o Evangelho. Em vez de dizer a um paralítico que ele estava curado, Jesus escolheu dizer “Seus pecados estão perdoados” (9:2). Desta forma ele proclamou que tinha autoridade para perdoar pecados. Mateus fecha seu Evangelho de uma forma parecida com a que começou. Imediatamente antes do Getsêmani, Jesus revelou o significado mais profundo da Páscoa quando disse “isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.” (26:28). Perdão de pecados é o coração do Evangelho de Mateus, como também é o coração das Escrituras. Não há nada de mesquinho na oferta de perdão que Jesus faz.


Quando você pede perdão, Deus perdoa. Isso é fundamental para o evangelho de Cristo. Então como esta clara verdade ajuda neste texto?


Jesus disse que haveria perdão para palavras ditas contra ele. Então porque ele diria que não haveria perdão para os pecados contra o Espírito? Parece que há algo de singular acontecendo aqui. Jesus normalmente não leva os insultos e acusações blasfemas pessoalmente (Lucas 23:33, 1 Pedro 2:23-24). Ele resolveu viver na dependência de seu Pai e do poder do Espírito (Lucas 4:14). Quando ele tomou uma posição, foi em nome do Pai (João 2:14-17) e, neste caso, em nome do Espírito Santo. Jesus estava consciente de que seus milagres eram uma consequência do poder do Espírito trabalhando nele (Lucas 5:17). Então, para ele, os Fariseus eram, em última instância, contrários ao Espírito.


Jesus estava mesmo dizendo “Vocês podem mexer comigo, ao menos neste momento da história, mas não é pra brincar nem com o Pai nem com o Espírito”? Ele estava dizendo pelo menos isso. Ele estava falando de blasfêmia persistente em vez de um momento blasfemo? Sim. Ele estava dizendo que, uma vez que os líderes não tinham nenhuma inclinação para pedir perdão, eles não receberiam perdão algum? Sim.


O contexto maior da Bíblia como um todo confirma estas direções, e nós descobrimos, como esperávamos, que as palavras de Jesus expressam o já bastante conhecido ensino do Antigo Testamento.
O contexto do restante das Escrituras.


O precedente óbvio é o Faraó do Êxodo. Como os fariseus, ele viu sinais milagrosos do Senhor e se recusou a acreditar.


Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. (Êxodo 4:21)


Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito. (Êxodo 8:19)


Endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. (Êxodo 14:4)


A interação entre o Faraó endurecendo seu coração e Deus endurecendo o coração de Faraó tem mantido os intérpretes ocupados, mas pelo menos podemos dizer que o processo foi uma decisão mútua. Faraó não estava queimando de desejo de ouvir ao Senhor. Em vez disso, ele estava comprometido com a glória do Egito e os propósitos de Deus não serviam para ele.


Agora Jesus, o “Moisés” maior e verdadeiro libertador, veio com sinais milagrosos, e a história se repete. A dureza do coração de Faraó antecipou os corações dos Fariseus. Ele não queria deixar o povo livre de seu cativeiro; os Fariseus não queriam libertar o povo para a liberdade que Jesus estava dando. O opressor foi primeiro o Egito, depois Roma, mas ambos estavam prefigurando o cativeiro do pecado e da morte. Apesar da oposição, Deus vai libertar seu povo, e a resistência dos líderes a esta liberação vai apenas dar mais glória ao resgate efetuado por Deus. Nenhum poder humano pode conter o livramento final alcançado por Jesus. Esta é a verdadeira mensagem contida na interação entre Jesus e os Fariseus: Deus endurece os líderes de coração endurecido e liberta o povo. O exemplo foi no Egito; com Jesus é a coisa em si. Quando você localizar a si mesmo na passagem, localize-se entre os que são libertos.


Isso transforma completamente aquela nossa interpretação condenatória de “Este sou eu?”. Com esta história maior em vista, quando líderes endurecem seus corações e se distanciam do perdão dos pecados, e quando eles tentam influenciar outros a fazerem o mesmo, algo está prestes a acontecer. Estes eventos acontecem logo antes da glória de Deus ser mostrada para o mundo. Libertação está a caminho. A oposição dos fariseus é um sinal de que Deus está prestes a agir de forma decisiva.


Estamos agora no lado mais distante desta libertação. Jesus foi para a cruz e ressuscitou dos mortos. Agora não há hada que possa te manter longe do perdão dos pecados. A Ceia do Senhor, que nos assegura perdão dos pecados e plena comunhão com o próprio Deus, substitui a refeição da Páscoa. Alegria, e não condenação, é a ordem do dia. Ainda assim, esta libertação acontece no meio da história e não no final. No final, não haverá mais pecado, mas por enquanto, depois que Jesus foi para a cruz mas antes do retorno dele para dar um fim à injustíca, ao pecado e à morte, nós estamos todos familiarizados com o pecado. Para ser mais preciso, à medida que crescemos no conhecimento de Deus, nós vemos em nossas vidas mais pecados do que em qualquer outro tempo. O pecado pode não ser aparente em nossas ações externas, mas o Espírito Santo nos ajuda a ver que todas as nossas boas obras são, de fato, contaminadas com segundas intenções. Esta percepção pode não ser agradável no começo, mas ela não existe para nos levar ao desespero. Ao contrário, somente pecadores podem conhecer a beleza do perdão. Somente pecadores podem amar assim (Lucas 7:47)
Conclusões.


Junte todo este material, e nós podemos tirar estas conclusões.


1. Os líderes do povo estão claramente em vista. Mateus não tem nada de bom para dizer sobre os líderes. A linguagem severa de seu Evangelho é sempre direcionada contra os líderes, não contra o povo. As pessoas comuns nunca foram os destinatários de tais castigos. Por exemplo, Pedro, quando não era ainda um líder, negou Jesus, o que certamente foi uma forma de blasfêmia, mas ele foi completamente perdoado. Em contraste, os fariseus não apenas endureceram seus corações, mas também tentaram liderar as pessoas para longe de Jesus. Uma coisa é se afastar de Jesus. Outra coisa é afastar as pessoas dele.


2. O pecado imperdoável é “arrogante”. Ele não é o resultado de pensamentos intrusivos ou compulsivos que nós preferiríamos restringir ou apagar. Ele vem de um coração que despreza a Cristo tanto em palavras quanto em atos. Essa arrogância não é um pensamento passageiro. É um desafio firme e constante. Se você vacila na sua fé, mas não está ativamente levando as pessoas para longe de Cristo, esta passagem não está falando com você.


3. Os fariseus são um sinal. Eles são os faraós do Novo Testamento e simbolizam a oposição do mundo às obras de Deus. No caso do Faraó, a narrativa diz que sua dureza não foi somente “imposta” nele pelo Senhor. Faraó estava mais do que disposto a endurecer seu próprio coração; e Deus cooperou dando a Faraó o que ele quis.


4. Os fariseus são um aviso. É difícil identificar como se parece o pecado imperdoável hoje. Esta única interseção do ministério terreno de Jesus, milagres, e uma liderança judaica recalcitrante, torna uma aplicação pessoal desta passagem algo desafiador. Nós podemos aplicar a passagem a líderes da igreja que caíram em pecado, mas a maioria não leva outros intencionalmente ao mesmo pecado, e muitos se arrependem. Estes não se encaixariam no padrão do pecado imperdoável. O caso mais claro poderiam ser os teólogos e pregadores que negam a divindade de Jesus, seu sacrifício expiatório e ressurreição, e tentam influenciar outras pessoas a fazerem o mesmo. Uma aplicação é certeira. Os fariseus e outros líderes são sinais e avisos para nós. Receba o encorajamento do evangelho com frequência, e acredite na verdade das Escrituras.


5. Deus perdoa aqueles que vão até ele. Onde quer que haja alguém se voltando para Cristo em arrependimento, sempre há perdão. Não há nenhum caso nas Escrituras de alguém que sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu, mas não foi perdoado. Nenhum. Nem sequer um.


6. Se você ainda luta com o medo de ter cometido o pecado imperdoável, deixe a sua igreja te ajudar. Se você fez uma profissão de fé pública, e se você continua contando com a aprovação da sua igreja, então leve o julgamento de sua igreja a sério. Deus trabalha por meio do seu povo. Se seus líderes conhecem você e não disciplinaram você, conforte-se sob a supervisão deles e acredite neles quando eles disserem que você não cometeu este pecado. Além disso, não se esqueça de tomar a Ceia do Senhor. A questão 81 do Catecismo de Heidelberg pergunta “Quem deve vir à mesa do Senhor? Aqueles que estão realmente descontentes consigo mesmo por causa de seus pecados.” Isso se aplica a você.





Por: Edward T. Welch. Website: ccef.org


Tradução: Daniel TC, iPródigo








domingo, 23 de outubro de 2016

Levando a Paz e a Esperança



Texto: Romanos 15:13 Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo. 

O Discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. Disse: 

- “Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".

A maior dificuldade deste sonho não é a conjunção do ato criatório de Deus, pois todos derivaram do mesmo barro (Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? Romanos 9:21), mas, sim  do afastamento do homem de Deus, quando este preferiu ouvir a antiga serpente (Gên. 3), e se distanciando de Seu criador pelos seus atos de pecado e crueldade (Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Isaías 59:2). Então, o sonho de fraternidade, igualdade e liberdade entre os homens naturais não é possível, logo, o homem carnal não discerne o que é espiritual (1 Coríntios 2:14), que todos são iguais perante Deus (Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos. Colossenses 3:11). Desta forma, a paz que o Mundo deseja é impossível de ser alcançada por meios humanos, haja vista, que o coração está corrompido em si mesmo (Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus... Romanos 3:23); longe da PAZ e da ESPERANÇA almejada para a sua vida, que em outrora era vivida no Édem (Gên. 2).
Nos últimos tempos, ler o jornal se tornou uma experiência entristecedora e revoltante. Só tem desgraça: bombardeios em Gaza, conflitos com separatistas na Ucrânia, o brutal avanço do Estado Islâmico no Iraque e na Síria... Às vezes parece que o mundo inteiro está em guerra.
Mas o pior é que, de acordo com especialistas, isso é verdade. De 162 países estudados pelo IEP (Institute for Economics and Peace's), apenas 11 não estão envolvidos em nenhum tipo de guerra. As Escrituras anunciam que haveriam tempos de grandes guerras (E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. Marcos 13:7). Vivemos em tempos difíceis para pregação do evangelho, e não pelas guerras, mas porque o evangelho destes tempos trabalhosos deviriam ser cheios de ternura e de ternas misericórdias; destarte, o ser humano dos últimos temos são inverso disto como relata São Paulo:

(Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
2 Timóteo 3:1-5 )

No texto inicial (Romanos 15:13 Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo.), é demonstrado que o cristão deve ter esperança; deve ser cheio de alegria; e ser superabundante pelo Espírito Santo, não por si mesmo, mas, por Aquele que chamou para realizar a boa obra necessária para o Mundo (Romanos 12:2 E não sedes conformados com este mundo, mas sedes transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus). Há uma extrema necessidade da obra missionária ampliar os seus paradigmas, para que ao pregar o evangelho, não esqueça de mudar a sociedade a onde está inserido, logo o cristão é enviado ao Mundo como Cristo foi enviado (João 20:21), e o nosso Senhor deixou o exemplo a ser seguido, e o simplificou em duas parábolas quais seriam a obrigação da Igreja neste Mundo (Lucas 10:30-37 O Bom Samaritano; Mateus 25:32-45 O grande Julgamento), sendo assim levaria paz, esperança e alegria as nações da Terra, e não seria algo temporário, mas que excederia todo entendimento (Filipense 4:7).
O Reino de Deus são os braços de Deus estendidos a humanidade perdida em ódios e guerras. Estes braços são os dos missionários espalhados por todo o Mundo, em cada um destes países em guerra, em pobreza extrema há um Bom Samaritano que para, para auxiliar ao pobre moribundo desconhecido a beira do caminho (Luc. 10:30), mesmo que outros julguem que não há necessidade de ajudá-lo; contudo, este para limpar suas feridas interrompe a sua trajetória para ajudá-lo (Luc. 10:34) e ainda investiu numa vida que não conhecia (Luc. 10:35). Assim também em (Mateus 25:32-45) no Grande Julgamento é demonstrado que a verdadeira igreja é a igreja que cuida dos que precisam, os missionários levam a salvação e consolo aos desesperançosos deste Mundo, ou seja, os pequeninos (Mateus 25:45-16).
Para levar a Paz e a Esperança o missionário devera está revestido com aquilo que Deus lhe deu; para que o missionário possa levar paz e esperança para os que necessitam, este tem de andar revestido como eleito de Deus (Colossenses 3:12: Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade). Quando compreendemos tal caminho, o caminho da misericórdia, seremos santos, pois levaremos santidade; teremos bondade, pois levaremos a bondade de Deus; seremos humildes, porque seremos totalmente dependentes dele; mansos de maneira que não retribuiremos o mal com mal; e, longânimes, seremos, porque a nossa esperança é eterna. O missionário tem, por necessidade, que ser misericordioso (Lucas 6:36: Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai). Esta ordem é uma ordem de amor e de total entrega (1ª João 3:16: Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos). Ter a misericórdia em nosso viver é amar sem reservas, é dar a vida, se preciso, para salvar poucos e levar a igualdade; fraternidade; e liberdade que o Mundo não conhece.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Os cristãos na Coreia do Norte


Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro. (Romanos 8:36)
Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).
A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.
“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento. “Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”
Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.
Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.
Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.
Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.
As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.
Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.
O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.
Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

Templos abertos, mas vazios

Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.
Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com   prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.
A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.
Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”.Com informações de Christian Today

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Deus Proverá o Cordeiro Para Si


       
     Como pode ser compreendida a vontade de Deus? Compreender Deus, só é possível pela revelação de Deus à humanidade, esta revelação não é apenas para que a humanidade venha obter o conhecimento teórico do Senhor, mas, sim para obter o conhecimento de si mesma. Nas Santas Escrituras são mencionadas vários episódios que Deus ao se revelar mostra a peculiaridade do ser humano e, traz a este o conhecimento de suas incertezas e inseguranças, ao fazer isto o ser humano é confrontado com a sua necessidade de Deus, e aprende o grande propósito de Deus para a sua vida.

 

            No livro do Gênese é explicado o início de tudo; inclusive do princípio do propósito de Deus para a salvação da humanidade decaída e, é declarado de forma clara que a humanidade só compreenderia este propósito quando a mesma vivesse este propósito. A revelação é dada de maneira empírica, movendo o ser em si mesmo para que este alce o valor do saber divino. Este valor quando entendido resultará no absorver da mente de Deus, isto irá trazer uma expectativa pelo cumprir de Deus em sua vida. Deus demonstra isto no monte Moriá, donde a história é um drama de um pai e de seu filho, que foram confrontados com um pedido arrasador, e o pai foi provado a oferecer seu filho ao sacrifício. Um pedido dorido, um único filho da mulher amada, fruto de um milagre, Deus o pediu em sacrifício (Gn. 22: 2  Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.).

 

            Abraão é chocado com os sentimentos mais diversos naquele momento, se era para o seu filho morrer, para que então Deus lhe proporcionara a alegria de tê-lo em idade avançada? Abraão escolhe se libertar de si mesmo e obedece a Deus, acorda pela manhã e vai cortar o lenho para o sacrifício (Gn. 22. 3 ¶ Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado), um pai rachando o madeiro para o sacrifício do seu próprio filho, em cada lenha partida era como coração sendo partido, um coração partido de dor e desespero.

 

            Um olhar de longe e uma esperança de salvação, mas chegando ao terceiro dia foi Abraão a sentir o prenuncio da dor que chegaria um dia ser a dor de Deus (Gn. 22: 4  Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe.), um lugar de onde Deus apontaria o propósito para a vida do pecador. Naquele dia a Bíblia nos conta uma das histórias mais dramáticas do Antigo Testamento. O pai demonstra sua esperança em aguardar um grande livramento do Grande Deus Altíssimo quando pede aos seus servos para os aguardá-los (Gn. 22: 5  Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós.), apesar de ter o mandado do Senhor em holocausto de seu filho ele cria na esperança de Salvação de Seu Deus. Pondo em andar cresce a dor, mas, contudo, também cresce a fé (Gn. 22: 6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos.), a expectativa de um homem levando seu filho ao sacrifício, aumenta mediante a pergunta de seu filho (Gn 22: 7  Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?), Abraão reporta a única resposta possível para os que creem em um Deus de livramento (Gn 22: 8  Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.). Ali no lugar que Deus marcou para um encontro de grande importância não apenas para Abraão, mas para toda humanidade; então Abraão faz apenas que lhe resta ergue a mão para sacrificar o seu próprio filho (Gn. 22: 10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho.).

 

            Naquele dia as vidas de um homem e de um rapaz estavam prestes a mudar e, um grande propósito estava a ser anunciado aos que precisavam. Uma intervenção é anunciada a aquele que creu (Gn. 22: 11 ¶ Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 12  Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.), que palavras de alívio as almas de um pai e de um filho. A Bíblia relata que o filho escapou e o cordeiro foi imolado em seu lugar (Gn. 22:13 Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.), Deus proveu o sacrifício para a libertação de seu filho.

 

            No Moría Deus aponta que sem sangue, sem entrega não a libertação (Hebreus 9:22  Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.), remissão esta que aconteceria mais adiante, em um sacrifício de graça amor (Efésios 2:5  e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, Efésios 5:2  e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.), sem nenhum questionamento foi Cristo morrer no lugar do filho do homem (Isaías 53:7  Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.), , um sacrifício vivo e vicário para salvar a todos que creram em seu nome, este imolar inaudito preparado antes de tudo existir (1 Pedro 1:19-20  mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,  conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós), aqui o cordeiro se livrou e o Filho de Deus foi quem se ofereceu a morte para salvar a humanidade caída.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Fé e Obras



Texto: São Tiago 2:14-26

O caráter da resposta propõe que São Tiago está respondendo a uma pergunta feita concernente a fé e as obras. São Tiago tenta então afirmar de forma pastoral que tanto uma como a outra devem serem feitas (Tiago 2:26 Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.), apesar desta epístola não falar do nome de Jesus os ensinamentos de Cristo é notório (Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Mateus 5:44), os salvos fazem boas obras, pois tem o caráter cristão, logo, a Fé sem obras é morta.

Na visão de São Tiago não coloca a Obra como ponte de Salvação, mas diz que aqueles que não a praticam, não poderiam ter sidos justificados (Tiago 2:24), pois, não nasceram de novo; e, o que nasce de novo tem a mesma preocupação de Jesus Cristo (
Mateus 14:14-21). Na visão do evangelho de Jesus não há apenas a mensagem espiritual de poder e salvação, mas há também a mensagem de caridade, misericórdia e amor fraternal; que é desprezada pela igreja. Uma Fé que é egoísta, que não se preocupa com o próximo ela é identifica a Fé dos demônios em Cristo Jesus (Tiago 2:19). Os demônios creem em Cristo mais nunca serão alcançados por uma fé transformadora, continuaram a serem malignos. Assim, entende que é uma fé morta, é o tipo de fé que diz (E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí Tiago 2:15,16).

Assim o cristianismo tem o que chamamos de obras de misericórdia, a onde o cristão convertido demonstra o seu novo nascimento. Estas ações expressam condescendência, e são, portanto, deverão ser realizadas por cristãos a medida que possível “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” (Mateus 5:7). Eles também são obrigados por uma questão de obediência ao segundo dos dois grandes mandamentos: "(….)Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22:39). Em Mateus 25:34-46, Jesus insiste na necessidade de observar as seis primeiras obras de misericórdia corporais.


Ser cristão é ter a natureza de Cristo, e procurar sempre transformar o Mundo pela renovação de sua mente (Rom. 12:1-2). A igreja precisa mudar a sua cosmovisão, e absorver que ela é o sal da terra, de modo se o sal não tiver gosto de nada serve (Mateus 5:13), o que a igreja está fazendo, como aquela que muda o Mundo? O Mundo continua em trevas de dores morais e sociais, precisamos ser novamente a Luz do Mundo (Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:16).