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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

AS QUALIFICAÇÕES PARA A COMUNHÃO COM DEUS


SALMO 15


Este breve poema expressa sucintamente os ideais que o salmista acreditava que Deus esperaria da parte dos Seus hóspedes. O caráter irrepreensível, assim retratado, é medido apenas pela conduta pessoal e social; isto é, o padrão é puramente ético. Todavia, infere-se nos seus versos que o homem descrito teme a YHVH. Uma descrição em termos similares acha-se em (Salmos 24:3-5. Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem poderá entrar no seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos. Ele receberá bênçãos do Senhor, e Deus, o seu Salvador lhe fará justiça) e em (Isaías 33:14-16. Em Sião os pecadores estão aterrorizados; o tremor se apodera dos ímpios: "Quem de nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem de nós pode conviver com a chama eterna? "Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará). (Cfr. Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor.Lucas 1:6; Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Lucas 2:25; Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus. Atos 10:2; mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo. Atos 10:35; Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14)

Os versos 1(Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte? Salmos 15:1) e 5b (...Quem assim procede nunca será abalado! Salmos 15:5b) apresentam o tema do poema, isto é, a aspiração mais alta do homem piedoso. Por um lado, consiste em ter liberdade de acesso à presença de Deus, tipificada pelo Seu tabernáculo ou tenda (o emblema tradicional da Sua presença entre as exigências da vida peregrina), e pelo Seu santo monte ou Monte de Sião (o símbolo histórico do Seu propósito efetivo entre as vicissitudes da política nacional). Por outro lado, consiste em ter uma segurança duradoura no meio das circunstâncias aparentemente casuais de modo que, como homem justo, ele nunca seja movido pela malícia urdida pelos obreiros do mal.




>Sl-15.2

a) Conduta pessoal (2-3)

No aspecto positivo, ele é irrepreensível na forma de vida (Cfr. Esta é a história da família de Noé: Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus. Gênesis 6:9; Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus Todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro. Gênesis 17:1), sustentando ativamente um procedimento reto em todas as transações, inteiramente livre da duplicidade, porque o seu coração está posto na verdade. Negativamente, ele não difama (3); o verbo hebraico significa deambular como um contador de histórias; isto é, grosseiro e falho de cortesia na fala. Tem todo o cuidado em evitar a mera murmuração (cfr. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada. 1 Timóteo 4:2; Rejeite, porém, as fábulas profanas de velhas e exercite-se na piedade. 1 Timóteo 4:7; Além disso, aprendem a ficar ociosas, andando de casa em casa; e não se tornam apenas ociosas, mas também fofoqueiras e indiscretas, falando coisas que não devem. 1 Timóteo 5:13), nunca tirando vantagem de um semelhante seu (3b), cuidadoso em não entristecer os seus amigos por meio de conversas idiotas e destituídas de tato a respeito de coisas que praticaram e que desde então lamentam (3c).

>Sl-15.4

b) Conduta social (4-5)

Novamente são apresentadas características pessoais positivas do caráter ideal. Em virtude de haver dois caminhos na vida, ele tem o cuidado em avaliar as pessoas antes pelos seus padrões de moral do que por quaisquer outros fatores. Ele reprova energicamente um companheiro por falta de humildade perante Deus (Cfr. [cântico dos degraus, de Davi] SENHOR, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim. Salmos 131:1) e respeita qualquer homem que honra o Senhor. Réprobo (4) a palavra hebraica é derivada de um verbo que significa "rejeitar". O aspecto negativo é sublinhado a seguir. Se ele estiver encarregado de um dever, ou aceitar com juramento uma obrigação moral, que mais tarde se lhe afigura penosa e custosa, não abdica da sua responsabilidade porque a palavra falada, de um voto, é uma coisa sagrada (Cfr. Então todos os príncipes disseram a toda a congregação: Nós juramos-lhes pelo SENHOR Deus de Israel, pelo que não lhes podemos tocar.  Josué 9:19); Ele nem oprime os outros nem reclama quando os negócios se voltam contra si (Cfr. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Mateus 18:27-30) e não terá coisa alguma a ver com a corrupção da justiça pelo suborno, muito menos se o móbil parece prejudicar a parte inocente. Usura, isto é, emprestar com juros e mais particularmente juros elevados. (Cfr. Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo. Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse.  Levítico 25:36-37; O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre. Provérbios 28:8). Peitas significam aqui "suborno". Nunca será abalado (5); isto é, desfrutarão de segurança, tranqüilidade e estabilidade. Notar o contraste (Pois diz lá no seu íntimo; Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá. Salmos 10.6).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ESBOÇO DUMA SOCIEDADE CORRUPTA



SALMO 14

Esta descrição de homens degenerados e injustos refere-se primariamente à humanidade como um todo e não meramente a um período de extrema decadência moral em Israel. Isto é confirmado pelo uso dos três primeiros versículos em (Romanos 3:10-12 Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só). O Salmo foi escrito de novo, anos mais tarde, e reaparece como (Sl 53), de modo que a alusão ao cativeiro, no (Salmos 14:7 Oh, se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel), dificilmente pode referir-se ao exílio. A frase hebraica traduzida por fizer voltar os cativos do (7) pode também ser traduzida por "restaurar a fortuna de". Como em Jó 42.10. Podia aplicar-se ao período do poder de Absalão ou a uma ocasião de grande desgraça. O poema adota alternadamente o ponto de vista da Terra e do Céu.

a) A iniqüidade dos homens (1)

Néscio ou "louco" (Ao vil nunca mais se chamará liberal; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. Isaías 32:5); isto é, um homem inteiramente indiferente perante os padrões morais da lei e que adota diariamente, como princípio pessoal, a crença de que a divindade não se preocupa, em nada, com as diferenças entre o comportamento dos homens. Tais pessoas não podem viver senão uma vida dissoluta e serem incapazes de "fazer o bem".

>Sl-14.2

b) O inquérito e o veredicto de Deus (2-4)

A questão dos padrões fundamentais da conduta moral é levantada, sem cessar, pelo Senhor. Ele está meticulosamente preocupado acerca das ações dos homens e é rápido em notar qualquer que entende; isto é qualquer homem que rejeita a falsidade da premissa do louco. A diagnose do (Salmos 14:3 Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.) não pode ser fornecida pelo homem ímpio porque ele tem repudiado a bondade objetiva, a justiça e a verdade. De fato, esta é a primeira característica de tais homens; todos se têm extraviado de uma vida reta e se têm tornado corruptos na sua natureza (Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniqüidade como a água? Jó 15:16). Pelo que, sem exceção todos são obreiros do mal; não há quem faça o bem (3). Não terão conhecimento os obreiros de iniqüidade? (4). Isto pode traduzir-se: "não saberão os obreiros da iniqüidade?"; isto é, estas coisas não permanecerão ocultas daqueles que roubam o povo de Deus tão naturalmente como comem pão. Sem dúvida que o exemplo padrão encontra-se em (Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos dos moabitas apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã. Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até que o teu povo houvesse passado, ó SENHOR, até que passasse este povo que adquiriste. Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. O SENHOR reinará eterna e perpetuamente; Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar. Êxodo 15:15-19).

>Sl-14.5

c) O temor ali se manifesta sobre os ímpios (5-6)

Quer, "onde o julgamento se exerce" (como por exemplo, no Mar Vermelho, À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.  Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: "Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito." Êxodo 14:24-25), ou simplesmente "se acharam em grande pavor". Todavia, Deus sempre está com os poucos homens justos se a sua preservação final é o seu conforto e esperança mesmo quando Ele está oculto dos olhos dos néscios (Diz o tolo em seu coração: "Deus não existe". Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem. Salmos 14:1). Em situações reais, homens ímpios podem abertamente ridicularizar os avisos dados pelos justos e escarnecer do seu conselho, isto é, a sua dependência de Deus (Notar o contraste com 1.a.): contudo, Deus é o refúgio secreto dos retos (Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hebreus 11:7).

>Sl-14.7

d) Uma oração clamando por bênção divina (7)

Este último versículo pode ser uma adição posterior ao salmo, para o tornar próprio para uso público por parte de adoradores devotos no templo. Expressa os anseios profundos de todas as pessoas piedosas, pela manifestação do reino de Deus. (2 Tessalonicenses 1:5-10. Elas dão prova do justo juízo de Deus, que deseja que vocês sejam considerados dignos do seu Reino, pelo qual vocês também estão sofrendo. É justo da parte de Deus retribuir com tribulação aos que lhes causam tribulação, e dar alívio a vocês, que estão sendo atribulados, e a nós também. Isso acontecerá quando o Senhor Jesus for revelado lá do céu, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder. Isso acontecerá no dia em que ele vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos os que creram, inclusive vocês que creram em nosso testemunho; Apocalipse 22:20. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: "Sim, venho em breve! " Amém. Vem, Senhor Jesus!).

Arrependendo-se para alcançar a vida eterna



Texto: Lucas 24: 44-49

Introdução

A chance do ser humano está no arrependimento. Este ato é uma graça evangélica (E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho. Zacarias 12:10) anunciado pela palavra de Deus para perdão dos pecados (E lhes disse: "Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Lucas 24:46-47).

Devido ao arrependimento, o ser humano vê e sente o seu estado pecaminoso; e diante da imundícia este sente nojo dos seus atos pecaminosos, e compreende que estes pecados são perigosos para sua vida e tenta diretamente contra a sua natureza. Por esta ação o pecador abandona a vida de pecado e volta-se para Deus (Porque, quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estares puro neste negócio. 2 Coríntios 7:11), assim este se propõem a andar com Deus em todas suas veredas e cumprir seus mandamentos (E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Lucas 1:6), pois logo se tornam justos perante a Deus.

Assim cabe aos que professam a Jesus Cristo como Senhor, conhecerem que quanto aos fundamentos, o genuíno arrependimento evangélico, por parte do pecador, descansa num genuíno arrependimento pessoal, e de seus próprios feitos pecaminosos; e numa genuína apreensão da misericórdia de Deus em Cristo.

1)      Os Fundamentos do Arrependimento

A Bíblia expressa que “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. João 3:19-21”, só o ser humano que alcança a iluminação Espiritual percebe e aprecia a santidade de Deus como revelada igualmente a Santidade de Deus na lei e no evangelho (Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20; Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:5-6), destarte o ser humano reconhece toda sua pecaminosidade de sua própria natureza e conduta. Assim o ser humano compreenderá que Deus é justo, como sempre foi.

De modo, que o arrependimento produzirá três tipos de consciência: a consciência de culpa, isto é, expondo a punição merecida, como sendo oposta à justiça de Deus (Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos; de sorte que és justificado em falares, e inculpável em julgares. Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concedeu minha mãe. Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma. Salmos 51:4-6; Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Salmos 51:9); a consciência procedente a esta é de compreensão da sua corrupção, como sendo oposta à santidade de Deus (Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concedeu minha mãe. Salmos 51:5; Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Salmos 51:7; Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Salmos 51:10); e a consciência de desamparo (Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Salmos 51:11).

2)      As bases do arrependimento

Só haverá verdadeiro arrependimento quando a preciosa luz de Deus penetrar em ti. Pois a consciência debilitada (Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus Romanos 3:23) ecoa a lei de Deus e não pode ser apaziguada por nenhuma outra propiciação senão por aquela exigida pela própria justiça divina (Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. Tito 3:5-7); e até que isso seja feito numa confiante aplicação dos méritos de Cristo, ou a indiferença entorpecerá ou o remorso atormentará sua alma.

O arrependimento leva o pecador para o amor de Deus, que o protege da sua própria ira, haja vista, que Deus fora de Cristo é “fogo consumidor”, e o medo inextinguível de sua ira repele a alma (Porque o nosso Deus é um fogo consumidor. Hebreus 12:29) .

O senso da espantosa bondade de Deus, aos nossos olhos, na dádiva de seu Filho, e de nossa ingrata retribuição a ela, é o mais poderoso meio de conduzir a alma ao genuíno arrependimento do pecado quando cometido contra Deus. (Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.  Romanos 7:18-25).

Conclusão:

Concluímos que tudo isto pode ser visto na vida daqueles que verdadeiramente se arrependeram. Nas Escrituras Santas; vemos exemplos de conversões que balizam este pensamento (Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Salmos 51:1; Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Salmos 130:4), os que se arrependem tem de Deus: a Sua Misericórdia; a Sua Benignidade; o Seu Perdão. Recebas isto hoje em sua vida, para que possas alcançar a vida eterna.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DESÂNIMO E ABATIMENTO MUDADOS EM CONFIANÇA


SALMO 13

Enquanto que o Salmo 12 era um lamento por causa da degeneração da sociedade, o Sl 13 é um grito pessoal e lancinante. A forma como principia é caracterizada por frustração tediosa e paciência cansada. Mas o simples ato do apelar para Deus estimula a esperança do salmista de modo que a parte final é marcada por uma apreciação alegre do trabalho e do propósito de Deus na sua vida. O Salmo divide-se em três partes: O apelo em quatro aspecto; Um temor em quatro aspectos; e uma certeza em quatro aspecto.

a) O apelo em quatro aspectos (1-2)

As palavras até quando... para sempre? constituem uma pergunta em que a esperança e o desespero se perseguem mutuamente no círculo fechado do momento em que a pressão é sentida. (Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?
Salmos 74:10; Até quando, SENHOR? Acaso te indignarás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo? Salmos 79:5; Até quando, SENHOR? Acaso te esconderás para sempre? Arderá a tua ira como fogo?  Salmos 89:46
). Os quatro aspectos do sofrimento são: solidão, porque Deus está esquecido dele; vergonha, porque parecendo que Deus não cuida dele transmite-lhe o sentimento da sua insignificância; desespero, porque ele é deixado aos seus próprios recursos, tão pobres para iludir os planos dos seus inimigos; injustiça, porque os seus inimigos têm a vantagem e estão exaltados, enquanto que aquele que busca viver retamente como diante do Senhor acha-se abatido e destituído de poder.

>Sl-13.3

b) Um temor em quatro aspectos (3-4)

Alumia os meus olhos (3); isto é, "revigoram". (Porém Jônatas não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo, e estendeu a ponta da vara que tinha na mão, e a molhou no favo de mel; e, tornando a mão à boca, aclararam-se os seus olhos.  1 Samuel 14:27). Este é um apelo positivo entre expressões negativas. Atenta (olha ou contempla). O apelo direto: "atenta em mim, ouve-me, ó Senhor, meu Deus" -expressa o temor de que Deus não responderá a menos que seja solicitado a fazê-lo. O salmista vê-se constrangido a clamar a Deus, não só porque lhe é doloroso julgar-se negligenciado por Deus, mas também para que a morte não venha sobre si de uma forma tão inexorável como o seu próximo sono, para que os seus inimigos não sejam finalmente triunfantes sobre ele, e para que os mesmos não tenham motivo para se regozijar em virtude de finalmente ele ser removido da sociedade humana. Estes temores são obviamente paralelos aos quatro aspectos de dor nos vers. 1-2: solidão; vergonha; desespero; e injustiça.

>Sl-13.5

c) Uma certeza em quatro aspectos (5-6)

A encarar aquilo de que a sua alma está tão intensamente privada, achando-se numa posição mesmo contrária é ressaltar pela fé para uma experiência de satisfação os apelos impulsivos e as reflexões sóbrias dos versos 1-4 não representam a atitude fundamental e a disposição do seu coração. Mas eu (5); isto é, "quanto a mim confio em ti". "O meu coração se alegrará... cantarei" (5-6). O seu desânimo dá lugar à confiança na medida em que a sua fé se firma nos quatro característicos do Senhor: a sua misericórdia para com os homens (Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia.
Salmos 116:5
), a sua intervenção libertadora, a sua prontidão em dar aquilo que verdadeiramente encanta os homens (Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas. Salmos 70:5), e a sua bondade abundante exatamente para o homem que tem estado sem repouso (Proferirão abundantemente a memória da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça.
Salmos 145:7
). Esta esperança irreprimível, sempre clarificada e cristalizada pela oração, é uma das características constantes do Saltério (Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.  1 Coríntios 15:19Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu . Hebreus 6:18-19). 

domingo, 30 de setembro de 2012

Percebendo pelo poder de Deus: a natureza da verdadeira força e a Glória de Deus


II Co. 4. 4-7...nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.  Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.  Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.  Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.

Introdução:

Nesta epístola é apresentado um habito da humanidade, o de “julgar o livro pela capa”. A igreja de Corinto parece ter cedido à impressão imediata: que seria por aspecto, por aparência, por normas mundanas de sucesso. Hoje este perigo assola os cristãos modernos, pois muitos começam acreditar em sua própria notoriedade, em sua própria glória, ou ainda, crer que o sucesso é eterno.

Corinto era estimulada humanamente a ser desta forma. Esta cidade situava-se na principal rota marítima de Roma para o oriente, isto a transformara em uma importante cidade da Grécia. Fazendo-a valorizar o poder do dinheiro e glória em si mesma.

Esta Igreja foi fundada por Paulo como é relatado no livro de Atos dos Apóstolos, contudo após um tempo o apóstolo segue a fundar outras Igrejas. Num determinado tempo Paulo recebe notícia perturbadora concernente a esta Igreja. Destarte a isto, escreve a primeira epistola a esta igreja. O apóstolo retorna a segunda vez a Corinto, esta visita é chamada de “visita dolorosa”, este nome expressa os resultados desanimadores como nos é relatado (II Co. 2:1 Portanto, para não entristecê-los de novo, eu resolvi não ir ver vocês.). Julgando pela aparência o apostolo Paulo fracassou, mediante a este fracasso, deixa a cidade desencorajado e, escreve a “carta severa” que é mencionada em (II Co 2:4; 7:8-9), esta carta foi perdia. Contudo, quando é lido 2 Coríntios  notamos que a “Carta Severa” produziu bons frutos, e que renovou o apóstolo a retornar a Corinto para compartilhar sua alegria.

Entretanto, Corinto ainda tinha pessoas que estavam seguindo pregadores mais excelentes do que Paulo (no aspecto humano), que são denominados de “mais excelentes apóstolos” (II Co. 11:5; 12:11). Esses mestres, impressionantes no exterior, contrapõem ao exterior canhestro de Paulo. Sendo assim Paulo escreve segunda coríntios, que relata primeiro as coisas óbvias, e depois o que só poderá ser percebido pelo poder de Deus.


I) A aparência enganadora


a) A aparente força

A igreja de Corinto era engodada por “mestres que se transfiguraram em apóstolos” (II Co 11:13).  Estes eram pregadores profissionais abarcados de jargões de efeito, postura arrogante, verdadeiros profissionais que nada se parecia com o velho Paulo, que era obcecado em anunciar o evangelho; gastando a sua vida de um lado ao outro, apregoando a salvação em Cristo. Os “Excelentes Apóstolos”, denominados jocosamente por Paulo, produziam magníficas cartas de recomendação colocando-os acima de qualquer suspeita (II Co 3:1). Tais produziam elogios sobre si mesmos (II Co 10:12), homens que se vangloriavam em sua própria força.

Esta epístola foi escrita no primeiro século e, relata a vaidade humana de gloriar-se em si mesma, da mesma forma que é comum hoje no século 21. O apóstolo Paulo pode se referir a se “gloriar segundo a carne” (II Co 11:18), porque se gloriar é intemporal, ou seja, só Deus pode se Gloriar.


b) A aparente fraqueza

O mundo real é cheio de fraquezas humanas, e de dificuldades inevitáveis, motivo por que Paulo fala de forma enfática de seus gemidos nesse corpo debilitante (II Co. 5: 2-4 Por isso gememos enquanto vivemos nesta casa de agora, pois gostaríamos de nos mudarmos já para a nossa nova casa no céu. Aquela casa será o nosso corpo celestial, e, quando nos vestirmos com ele, não ficaremos sem corpo.  Gememos aflitos enquanto vivemos nesta barraca, que é o nosso corpo. Isso não é porque queiramos ficar livres do nosso corpo terreno; o que desejamos é receber o corpo celestial para que a vida faça com que o que é mortal desapareça). Neste mundo sempre a igreja irá precisar de um Deus que lhe console (II Co 1:4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus).


b.1) O Pobre, e sua aparente fraqueza

O mundo sempre teve pobres, pessoas que literalmente necessitam do amor do próximo para sobreviver, tais são considerados aparentemente fracos. Nos capítulos 8 e 9 de sua segunda epístola aos coríntios, Paulo expressa sua preocupações com os pobres de Jerusalém, e conclama os irmãos da Turquia e Grécia a participarem de coletas para ajudar os menos afortunados de Jerusalém e, faz referencia à pobreza dos irmãos da Macedônia que ajudaram na coleta.
1. Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; 2.  porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. 3.  Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4.  pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. (II Co. 8: 1-4)

As aparentes fraquezas da pobreza dos macedônios não o impediram de darem uma ajuda abundante aos necessitados.


b.2) Paulo, e sua aparente fraqueza

O apostolo Paulo ao contrário dos que se vangloriavam e se colocavam em estado de perfeição absoluta, reconhecia o seu estado de aparente fraqueza. Logo no primeiro capítulo ele declara (II Co. 1:8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida). Mais adiante no quarto capítulo da mesma epístola, Paulo lança mão de palavras desesperada em relação a si (II Co. 4:8-10 Em tudo somos atribulados... perplexos...abatidos... e trazendo sempre por    toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso Corpo...), mais à frente no versículo (17) Paulo refere a esta lista como sua “tribulação”. A declaração de Paulo nada  aprecia com as dos Hiper Apóstolos, no capítulo 7:5 diz: “Porque, mesmo quando  chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combate, temores por dentro” , não há segredo da fraqueza humana em Paulo.

Paulo, era fraco corporalmente pois foi surrado (II Co 11:24) e a sua reputação estava em frangalho pois sofreu prisões, perseguições e difamações (II Co. 6:4-8); e ainda  tinha um sofrimento que lhe atribuía o perpétuo estado de fraqueza, descrito como um “espinho na carne” (II Co 12:7-8). Entretanto, Paulo era o que representava melhor a Cristo e não os “Hiper Apóstolos”. O aparente fraco Paulo declara em (II Co 5:20a De sorte que somos embaixadores da parte de  Cristo, como se Deus por nós rogasse...), Deus escolheu o fraco Paulo em vez dos fortes aos seus próprios olhos. Mas será que Deus escolheria um vaso fraco, em vez de um forte?


b.3) Deus, e sua aparente fraqueza

Parece absurdo a conjectura de uma aparente fraqueza de Deus, todavia Paulo chocou os leitores com algumas declarações quando compartilha as suas provações. Logo no primeiro capítulo é expresso “Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte (II Co. 1:9a)”,  uma frase tão obscura, mas que é reescrita com algumas modificações no quarto capítulo (II Co 4:10a levando sempre no corpo o morrer de Jesus...), que emana a compreensão, de que Paulo carrega em seu corpo a exposição da morte de Jesus para que todos vejam. É imprescindível responder a pergunta: Por quem e, para quê, Paulo foi enviado? Paulo foi enviado por Cristo, para ser seu representante e anunciar as Boas Novas de salvação. Representar a Cristo é representar a “mansidão e benignidade de Cristo (II Co 10:1)”, isto quer dizer que deve seguir a aparente fraqueza de Deus (II Co 8:9 pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos) .

Cristo se fez pobre (II Co 8:9). Ele sofreu por todos (II Co 1:5). Ele morreu por todos (II Co 5:14). Ele foi crucificado em fraqueza (II Co 13:4 Porque, de fato, foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos, com ele, para vós outros pelo poder de Deus.). Paulo afirma que ele expõe isto em seu próprio corpo.

Este Deus aparentemente fraco, fortalece toda a humanidade que crer, por esta ser, co-participante em seus sofrimentos.


II) O poder de Deus nos tornando perceptivo

O mundo é compreendido mediante o poder de Deus que cura a cegueira que o diabo coloca nos olhos da humanidade para que não resplandeça a luz da glória de Deus (II Co 4: 4), é impossível compreender a verdadeira força e a glória de Deus se não for por fé (II Co 5:7 visto que andamos por fé e não pelo que vemos.). Este poder faz com que os que estão em Cristo enxergue que nas aparentes fraquezas se revelam o poder e a Glória, como naquele Cristo, que morre em fraqueza ressuscitou em glória (II Co 5:16 Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo). Quando o poder de Deus é derramado, é demonstrado que a guerra espiritual não é vencida segundo a fortaleza da carne, mas sim, segundo o poder de Deus (II Co 10:3-4  Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne.  Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas...), isto ocorre, pois o poder de Deus nos torna perceptivo a natureza da verdadeira força e da Glória de Deus.

a)      Percebendo a natureza da verdadeira força

A verdadeira força não procederá da ausência de tribulação, mas sim no compreender que usará tais tribulações para a glória do nome dEle (II Co 1:4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus), a verdadeira força esta na compreensão do Deus que ressuscita os mortos (II Co 1:9-10), e permanecer em pé em meio às dores pela fé em Deus (II Co 1:24), o  cristão não é suficiente em si mesmo, mas no Deus que lhe salvou.

O cristianismo é o ato do fraco confiar em Cristo, então todo cristão é fraco, pois ele depende exclusivamente de Deus para vencer a sua batalha.  Quando alguém reconhece ser fraco, Deus o fortalece (II Co. 12:10  Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte). Esta certeza  de Paulo deve-se a compreensão de que se ele  vence os percalços desta vida, vence mediante a glória de Deus em sua vida (II Co 10:17 Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor). A verdadeira  força vem do Senhor!!!

b)      Percebendo a Glória de Deus

A glória de Deus  é a realidade intrínseca e, a manifestação exterior do poder e do caráter de Deus. Esta glória, e poder é manifesta através de todos que vivem de acordo com o evangelho de Deus (II Co 3: 18  E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito).

Deus quer que os que se aproximam dEle, se lancem em seus braços, e se tornem dependentes do seu poder mesmo que estes sejam frágeis como vaso de barro (II Co 4:7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós), isto para sabermos que  a glória de Deus se manifesta nos simples de coração. Esse  é o ponto desta epístola.

Conclusão

A aparente fraqueza torna fortaleza quando o cristão compreende que Jesus morreu por ele (II Co 5:14-15  Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.), ao viver para Deus, somo inseridos em sua força e em sua Glória. E será ouvida de Deus a minha graça te basta (II Co 12: 9  Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo),  pois é esta graça a virtude do poder e da Glória de Deus em   Cristo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A MENTIRA CONTRA A VERDADE


SALMO 12


Embora este Salmo pertença ao vasto grupo dos lamentos perante o sucesso dos que praticam o mal (por exemplo Sl 7; 10; 17; 25; 37), o tema respectivo é mais especializado do que o de alguns. A atividade dos ímpios é primariamente sentida pelos inocentes e pelos piedosos como se desenvolvendo no domínio da fala, isto é, uma falsificação e perversão do dom divino da linguagem. Pelo que a intervenção de Deus deve ser não só por meio de atos, mas também por palavras. O poema expressa a pureza real da palavra de Deus em oposição às plausíveis reivindicações de lábios vãos.

>Sl-12.8

a) A tendência social (1,8)

O primeiro e os últimos versos oferecem um esboço da corrupção contemporânea da sociedade em que homens indignos e baixos ocupam posições de influência e de poder, de tal modo que a impiedade é abertamente aprovada enquanto os homens retos, de fé piedosa, são forçados a sair da vida pública.

>Sl-12.2

b) A língua lisonjeira e enganosa (2-4)

A comunicação entre os homens está crivada de falsidade, lisonja, duplicidade, e vaidade de discursos (cfr. Tg 3.5-10 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede à bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim). O Senhor cortará (3). Melhor, "Que o Senhor corte...". O auge do orgulho humano é atingido quando os homens forjam a linguagem numa arma de tal forma poderosa que a publicidade enganosa parece invencível (4).

>Sl-12.5

c) A verdade sublime (5-6)

Embora os homens vãos e vis desdenhem do homem pobre que clama a Deus, o seu desprezo é tão destituído de fundamento como o seu orgulho. A verdade é que Deus está absolutamente consciente da opressão dos fiéis e intervirá no devido momento para nos trazer a segurança. Aquele para quem eles assopram (5). Como prata refinada em forno (6). Esta imagem de um cadinho do qual a prata plenamente refinada é vazada em modelos postos em terra, é uma ilustração adequada da pureza, valor e aplicabilidade, às necessidades terrenas, da palavra divina rapidamente revelada e preservada para sempre. Noutros lugares, no Velho Testamento, o processo de refinação é quase sempre aplicado aos filhos de Deus que são purificados na fornalha da aflição.( Cfr. Ez 22.17-22 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, a casa de Israel se tornou para mim em escórias; todos eles são bronze, e estanho, e ferro, e chumbo no meio do forno; em escórias de prata se tornaram. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Pois que todos vós vos tornastes em escórias, por isso eis que eu vos ajuntarei no meio de Jerusalém. Como se ajuntam a prata, e o bronze, e o ferro, e o chumbo, e o estanho, no meio do forno, para assoprar o fogo sobre eles, a fim de se fundirem, assim vos ajuntarei na minha ira e no meu furor, e ali vos deixarei e fundirei. E congregar-vos-ei, e assoprarei sobre vós o fogo do meu furor; e sereis fundidos no meio dela. Como se funde a prata no meio do forno, assim sereis fundidos no meio dela; e sabereis que eu, o SENHOR, derramei o meu furor sobre vós;   Malaquias 3:3E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça).

>Sl-12.7

d) Confiança plena (7)

A palavra de Deus que foi aclamada tão fervorosamente (6) é agora apropriada pelo coração movido de confiança. Porque Deus é bom (5) e a Sua palavra verdadeira, pode-se confiar inteiramente no fato de que Ele guardará em segurança os piedosos mesmo no meio de uma geração perversa e torcida. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não se esqueças quem tu és, mesmo que nada te lembre



Texto Bíblico: Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale, e que os ossos estavam muito secos. Ele me perguntou: "Filho do homem, esses ossos poderão tornar a viver?" Eu respondi: "Ó Soberano Senhor, só tu o sabes". Ezequiel 37:2-3 (NVI) Tradução do autor (E Ele disse-me: o homem pode reviver esses ossos, e disse ao Senhor Deus tu sabes. V.3 Allepo Codex)
Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim. Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. (Lamentações 3:19-23 RCF)
Então disse YHVH a Josué: Eis que entreguei na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos ilustres em valor. Vós todos os homens de guerra rodeareis a cidade, contornando-a uma vez. Assim fareis por seis dias. (Josué 6:2-3 SBB)

Introdução:

Não se esqueças quem tu és, mesmo que nada te lembre. É um título que exprime um ensinamento para todo o ser  humano; o de não se prostrar  mediante as adversidades  do momento.

Este entendimento será passado mediante a três trechos da Bíblia que remetem aos períodos históricos de Israel, donde dois permeiam o mesmo sofrer e um antagônico, num período de glórias e vitórias.

O primeiro trecho é o de Ezequiel. Que foi chamado ao ministério profético provavelmente em julho de 593 a. C., e continuou seu ministério por 22 anos até receber o seu último oráculo em abril de 571 a. C. (Ezequiel 29:17). Seu ministério coincide com o período mais tenebroso de Jerusalém e, antecede em 7 anos a destruição desta cidade em 586 a. C., continuado 15 anos depois desta data. O “Vale de ossos secos” é a sexagésima segunda profecia deste livro que demonstra em símbolos proféticos o estado de opróbrio de Israel. O segundo trecho é o de Lamentações donde o nome em hebraico é uma interrogação ‘eykah (Como...!). Este livro é anônimo, entretanto é atribuído pela tradição rabínica a Jeremias. Jeremias foi testemunha ocular do juízo divino contra Jerusalém e, o Livro de Lamentações relata de modo pungente o censo avassalador daquela perca, com ávida tristeza. O terceiro trecho é do livro denominado Josué. Este livro leva o nome de seu protagonista, Josué, um líder glorioso num período glorioso; segundo achados arqueológicos coloca esta narrativa em torno de 1.250 a. C., data de invasão da cidade de Canaã, que é um período de vitórias e de expansão da nação de Israel.

A  observância da história de Israel sempre proporcionará ensinamentos concernentes ao poder e da soberania de Deus, e mostra para todos que crêem em Deus o seu amor, sua fidelidade e a sua salvação.

1)      Momentos deploráveis do viver

A história do povo Judeu é marcada pela grande presença de Deus, mas também é marcada pela dor de percas terríveis. Em Ezequiel no capítulo 37:2 fala do estado lastimável em que toda nação ficou depois da ultima invasão da Babilônia em 586 a. C., no dia 14 de agosto de 586 a. C., a cidade e o Templo foram queimados. O glorioso povo de Deus, foi reduzido a ossos ressecados, que nada lembrava a gloria do passado, apenas dor e lamento.

No livro de Lamentações é demonstrado pela dor do escritor o sentimento de uma nação (Lamentações 2:19. Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas), não havia esperança pois em todas as esferas, esta nação estava sendo oprimida.

Como ocorreu com nesta nação, em momentos diversos na vida acontece com seres humanos, por razões diversas são colocados em momentos de grandes dores. Estas dores e lamentos tiram a vida, mesmo que estejam estes ainda vivos (Lamentações 3:6. Fez-me morar nas trevas como os mortos do tempo antigo).

Ossos ressecados expressam em símbolo profético que estes não teriam mais chances de serem ressuscitados, por não terem mais os seus corpos, nenhum outro profeta na  Bíblia teve uma experiência assim (Tradução do autor Ezequiel 37:3. E Ele disse-me: o homem pode reviver esses ossos, e disse ao Senhor Deus tu sabes. Allepo Codex), todavia a resposta de Ezequiel é contundente “Senhor Deus tu sabes”, só a plena confiança em Deus poderia resultar num grande milagre (Deuteronômio 32:39. Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão.),  a resposta final viria de Deus para acabar com uma situação tão calamitosa.

2)      Em momentos deploráveis não se esquecer de Deus

Esta nação esqueceu de quem eles eram, a quem eles serviam (Jeremias 3:21 Nos lugares altos se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel; porquanto perverteram o seu caminho, e se esqueceram do SENHOR seu Deus), desta feita esqueceram quem eram, e pensavam ser apenas uma nação sem vida (Lamentações 5:3. Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.). Estes miseráveis na verdade era a mesma nação poderosa do livro de Josué.

Em Lamentações 3:21 está escrito “Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança”, em momentos deploráveis deverá remeter os pensamentos naquilo que fará resgatar a sua verdadeira identidade, mesmo que este pensamento seja contrário a tudo que é de real no momento de seu viver (Lamentações 3:19-20. Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim.). Mesmo que estejas como em uma cova e, se seus inimigos lhe apedrejem, nunca deverás esquecer de Deus (Lamentações 3:52-58. Aqueles que, sem motivo, eram meus inimigos caçaram-me como a um passarinho. Procuraram fazer minha vida acabar na cova e me jogaram pedras; as águas me encobriram a cabeça, e cheguei a pensar que o fim de tudo tinha chegado. Clamei pelo teu nome, Senhor, das profundezas da cova. Tu ouviste o meu clamor: "Não feches os teus ouvidos aos meus gritos de socorro". Tu te aproximaste quando a ti clamei, e disseste: "Não tenha medo". Senhor, tu assumiste a minha causa; e redimiste a minha vida.), ao não esquecer de Deus, poderás clamar a Ele e este lhe responderá, e restaurará a sua identidade.

Ao restaurar a sua identidade Deus lhe mostrará quem tu és na presença dEle, e te ensinará que embora estejas em tristezas, Ele tem por ti amorosa fidelidade (Lamentações 3:32. Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível.) e, que o seu amor e a sua misericórdia renovam-se sempre (Lamentações 3:22-23. Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!). E assim saberás que a sua porção vem do Senhor, e a sua espera está nEle (Lamentações 3:24-26. Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranqüilo pela salvação do Senhor).

3)      Cerques a cidade pois o Senhor lhe restaurou com seu espírito

Aquele povo destruído seria restaurado pelo o Espírito de Deus como está escrito em Ezequiel 37: 1-14, e de osso secos reergueria como um exército forte, Deus os tirou da sepultura (Ezequiel 37:12. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.), estes mortos, sem esperança eram o povo de Deus, a nação da  que tinha a promessa de Deus (Deuteronômio 7:6. Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra.). Assim também é em sua vida, você é escolhido de Deus, erga-te e tome posse da promessa que Deus lhe prometeu; não tema, Deus é contigo! (Josué 1:9. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares)

Deus tornou a suscitar a coragem daquele povo, para  fazer as mesmas maravilhas do passado. E mostraria a eles que não haveria muralhas que pudessem detê-los era só ouvir e obedecer à voz do Senhor, e seguir doravante em busca de sua vitória, que as muralhas ruiriam ao  chão (Josué 6:2-3 SBB. Então disse YHVH a Josué: Eis que entreguei na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos ilustres em valor. Vós todos os homens de guerra rodeareis a cidade, contornando-a uma vez. Assim fareis por seis dias). Deus fará ruir as muralhas que te impede de entrar na terra da promessa, e todos verão que Deus é contigo creia.

Conclusão

Como na história de Israel, que o Senhor Deus, lembrou-os de quem eram, assim será também na vida de indivíduos que compõe a historiografia da humanidade, com suas histórias anônimas. Não a para Deus diferenças em seu agir; o seu poder foi manifesto para salvar a nação escolhida e, hoje o seu poder será usado para salvar todos os seus escolhidos no Mundo inteiro.

As angustias do tempo moderno tiram a vida de pessoas, sonhos e a alegria de viver. Entretanto, Deus não quer que se esqueças de quem tu és, mesmo que nada te lembre que és mais do que um vencedor (Romanos 8:37. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.).

Não esqueças jamais que Deus te amou primeiro (1 João 4:19. Nós amamos, porque ele nos amou primeiro), e pelo seu amor lhe concedeu a vitória em Cristo Jesus, o nome sobre todo o nome (Filipenses 2:9. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.), então siga! E vença, no nome de Jesus!