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sábado, 26 de dezembro de 2015

A Nova Cidade

Apocalipse 22:1-2


Toda a humanidade tem em seu coração um anseio de habitar em um lugar de paz, alegria, segurança etc... Mas, todos nós sabemos que neste mundo é impossível encontrarmos um local como este, haja vista, que habitamos num Mundo a onde o seu sistema é corrompido (I João 5:19). Contudo, aqueles que estão em Deus esperam um lugar a onde tudo que fez parte deste Mundo, deixou de existir; a onde tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17). Em um anseio fora deste Mundo corrupto e corruptor. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo... (Filipenses 3:20).
                Esta é a Nova Cidade única e exclusiva; singular em sua majestade e glória, pois, foi fundada, edificada e projetada, pelo próprio Deus (Sal. 51:18), tanto muros e Templo serão o próprio Deus. Haja vista, que seus muros serão salvação, e suas portas, a glória de Deus (Isa. 60:18). O próprio nome da cidade é O SENHOR ESTÁ AQUI (Eze. 48:35). Neste lugar não haverá trevas, apesar de não existir o Sol e a Lua, pois, a luz será próprio cordeiro (Ap. 21: 10-11, 23), um lugar a onde a Glória de Deus a preencherá por completo (E eu mesmo serei para ela um muro de fogo ao seu redor’, declara o Senhor, ‘e dentro dela serei a sua glória’. Zac. 2:5). Nesta cidade, e somente ali, Deus se mostrará como Ele é. Isto é, todos e tudo que ali existirá, existirá em plenitude; neste lugar, toda a criação se voltará para Deus (Rom. 8:17-23).
                Então, quando se lê em Apocalipse 22:1-2 “Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. De cada lado do rio estava a árvore da vida, que dá doze colheitas, dando fruto todos os meses. As folhas da árvore servem para a cura das nações.” É a restauração do elemento básico do Édem, a saber intimidade com Deus; e isto então fará o ser humano desfrutar da vida que vêm de Deus eternamente (1), e do acesso eterno às benção de Deus que havia sido bloqueada após a queda (Pois Deus colocou todos sob a desobediência, para exercer misericórdia para com todos. Romanos 11:32), ou seja, quando o homem pecou foi imputado a este a carência da graça de Deus (Rom. 3:23).

                Destarte, a Nova Cidade é a expressão da regeneração de toda a criação (1 Pedro 1:3) pela obra de Jesus Cristo na Cruz do Calvário (Efés. 2:13-16), para os que escolheram por meio da eleição, a crucificarem si mesmos perdendo as suas vidas, em vez de salvá-las (Lucas 17:33). Estes são os que atenderam o chamado de sua eleição e vivem dignos de sua vocação (Gálatas  5:16-26). Uma promessa para todos que vivem buscando a serem a imagem e semelhança de Jesus Cristo (Prov. 4:18); prontamente, ficarão de fora desta cidade os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira (Apoc. 22:15). Então, vos afirmo que para entrares na Cidade Santa deverás entender que quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos (Efésios 4:22), para que venha a habitar com o Senhor, num lugar sublime.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

AS SETE TROMBETAS



 AS SETE TROMBETAS Ap 8.6-11.19

Como os sete selos caem em dois grupos de quatro e de três, assim as sete trombetas se dividem, as primeiras quatro tendo reminiscências distintas das pragas egípcias, na ocasião do êxodo. Em Ap 15.3, a segunda vinda é tacitamente comparada com o êxodo (os redimidos cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro); assim, aqui essa redenção é proclamada por semelhantes pragas sobre os ímpios. Note-se, outrossim, que o uso escatológico da trombeta remonta ao soar da trombeta na ocasião da teofania no Sinal (Êx 19.13-20). Para exemplos do uso da trombeta nesse último dia, ver Jl 2.1, 1Co 15.52, 1Ts 4.16.

>Ap-8.7

a) A primeira trombeta (Ap 8.7)

A primeira trombeta afeta um terço da terra; cfr. a praga de saraiva e fogo, em Êx 9.25. Toda a erva verde foi queimada, isto é, na terça parte da terra afetada; os gafanhotos de Ap 9.4 são proibidos de danificar a erva da terra, que não existiria se este juízo fosse universal.

>Ap-8.8

b) A segunda trombeta (Ap 8.8-9)

A segunda trombeta afeta um terço do mar. Como o Nilo foi transformado em sangue, na primeira praga egípcia (Êx 7.20-21), assim a terça parte do mar aqui.

>Ap-8.10

c) A terceira trombeta (Ap 8.10-11)

A terceira trombeta faz com que um terço da água doce se torne amarga, e assim continua a ideia da praga anterior; cfr. Ap 16.3-7. Desde que a estrela que caiu, ao soar da quinta trombeta (Ap 9.1), é um ser angélico, é possível que Absinto (11) seja também um anjo. Para as águas amargas, comparar Jr 9.15; Jr 23.15.

>Ap-8.12

d) A quarta trombeta (Ap 8.12)

A quarta trombeta escurece a terça parte do céu. Em vez de "e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite" (versão revista e corrigida), ler com a versão Boaírica, "não brilhasse a terça parte deles durante o dia e de igual modo durante a noite". Isto corresponde até certa medida à praga egípcia das trevas (Êx 10.21-23).

>Ap-8.13

Ai (13) agora se repete três vezes pelo anjo, porque as últimas três pragas são particularmente penosas e se intitulam o primeiro, o segundo e o terceiro ais. Eles se dirigem aos que habitam sobre a terra, isto é, o mundo não cristão em distinção da Igreja.
Ap-9.1

e) A quinta trombeta (Ap 9.1-12)

A quinta trombeta introduz uma praga de gafanhotos demoníacos. O fato que a estrela vista por João jaz "caída na terra" não exige que seja um anjo "caído". O movimento é narrado simplesmente para mostrar que a "estrela" veio desde o céu até a terra para abrir o abismo, onde habitavam as hordas demoníacas. Nuvens como o fumo de uma grande fornalha (2) lembrariam os leitores de João dos vulcões que eles haviam visto, mas elas têm por finalidade antes deixar a impressão de uma nuvem de gafanhotos que avança (ver Jl 2.10). A comparação destas hostes demoníacas aos gafanhotos remonta à visão de Joel, acima mencionada; onde é dito que os exércitos de gafanhotos têm a aparência de cavalos de guerra que correm à batalha, estrondeiam como carros, avançam como homens poderosos, escurecem os céus (Jl 2.4-10) e têm presas como leões (Jl 1.6). Além destas características, João declara que os gafanhotos têm poder para infligir a dor como escorpiões (3); ver também Ap 9.10. Vers. 4 indica a razão por que os gafanhotos ferroam: eles são mandados não para danificar a vegetação, mas tão somente tais homens que não têm em suas testas o sinal de Deus. Cinco meses (5) é a extensão normal da vida dum gafanhoto (primavera e verão). Escorpiões infligem agonia, porém raramente matam aos homens. A semelhança entre a cabeça de um gafanhoto e a de um cavalo (7) era muitas vezes mencionada por escritores antigos. O cabelo como o cabelo de mulheres (8) se refere à sua antena comprida, dentes leoninos, à capacidade destruidora, couraças de ferro, as suas escamas. As coroas semelhantes ao ouro, e os rostos como eram rostos de homens (7), contudo frisam o fato que eles não são gafanhotos ordinários, mas sim, demônios. Daí o seu rei é Abadom (11), um nome que no Velho Testamento denota as profundezas do Seol e significa "destruição" (cfr. Jó 28.22).

Se esta praga tem por finalidade simbolizar as dores da consciência ferida dos homens (como Swete crê), ou deverá ser tomada mais literalmente, é difícil dizer. É possível que, tanto neste ai, como no que se segue, João descreva o incômodo da humanidade por forças demoníacas reais; tal ponto de vista estaria de acordo com o ensino do Novo Testamento sobre demônios em geral.

>Ap-9.13

f) A sexta trombeta (Ap 9.13-21)

A sexta trombeta traz um exército demoníaco do Eufrates. Uma voz do altar de ouro inicia a praga (13), ligando-a, deste modo, aos clamores dos mártires no céu e às orações dos santos na terra (cfr. Ap 8.4-5). Os quatro anjos (14) são ministros da ira. O rio Eufrates formava o "limite ideal" da terra de Israel (Driver, ver Gn 15.18); além dele ficavam os grandes impérios da Babilônia e Assíria. Como exércitos vinham destes territórios incógnitos para devastar ao Israel desobediente da antigilidade, assim se levantariam cavalos mais pavorosos para punir o mundo sem Deus. Nada no programa de Deus é acidental. É fixo o momento preciso desta invasão, a saber, "numa hora definida de um dia definido, num mês definido, de um ano definido" (Charles). A inimaginável cifra de duas centenas de milhões (ver Sl 68.17) sugere que toda esta descrição nos vers. 16-19 não se deve tomar literalmente demais. Os cavaleiros parecem ser de pouca monta; são os cavalos que apavoram e destroem. Correspondendo ao mortífero fogo e fumo e enxofre (17) que procede da boca dos cavalos, os cavaleiros têm couraças de vermelho fogoso, azul fumegante e amarelo sulfúrico. Monstros desta qualidade não eram incógnitos à mitologia pagã; João, possivelmente de propósito, emprega tais termos para declarar que os artifícios desta multidão infernal excedem a descrição das mais apavorantes imaginações da superstição pagã, inclusive até os brutos do caos primevo. A praga deixa de produzir um efeito salutar no mundo que se opõe a Deus; os homens persistem ainda na idolatria, com seus males concomitantes e não acham nenhum lugar para o arrependimento (20-21).

Ap-10.1

g) Interlúdio entre a sexta e a sétima trombetas (Ap 10.1-11.14)

Assim como João inseriu um parêntese entre o sexto e o sétimo selos, assim ele faz entre a sexta e a sétima trombetas. O seu propósito neste interlúdio é acentuar a certa proximidade do fim (Ap 10.1-7), a validade do seu ministério profético (Ap 10.8-11), a segurança da Igreja (Ap 11.1-2) e o poder do seu testemunho na era do anticristo (Ap 11.3-13). Através desta seção, o vidente põe os escritos proféticos muito sob contribuição, tanto canônica como de outra forma, e reaplica-os com grande liberdade; é necessário levar isto em mente especialmente em se tratando de interpretar o cap. 11.

1. A PROXIMIDADE DO FIM (Ap 10.1-7) -O anjo forte (1) é às vezes identificado com Cristo, mas não é provável que se fizesse referência a Ele como sendo um anjo; ver #Dn 12.7. O arco-íris em redor de sua cabeça pode ser devido radiância do seu rosto, que reluz através da nuvem que o circunda. Uma vez que a palavra hebraica para pé (regel) pode significar também perna, devemos talvez ler "suas pernas como colunas de fogo". Em vista do vers. 11, o livrinho (2) parece incluir o resto das visões deste livro. Os sete trovões (3) não foram proferidos pelo anjo, porque eles seguiram o seu clamor, mas provavelmente vieram de Deus ou de Cristo (como também o comando de vers. 4). Por uma razão que não nos é conhecida, é proibido a João revelar a mensagem dos trovões. Alguns comparam 2Co 12.4, porém, não adequadamente, porque a revelação mal podia ser maior do que a dos cap. 4 e 5. Kiddle sugere que foi uma revelação dada para a própria iluminação de João, mas que, para relatar, ele não pode digressionar, em vista da importância do resto da visão, um conceito que é tão viável quanto qualquer um outro até agora exposto. Para Ap 10.5-7, cfr. Dn 12.7. O anjo fica em pé na terra e no mar porque a sua mensagem é de importância universal. O peso de sua declaração é que não haveria mais demora (6). O propósito de Deus para a humanidade, revelado aos profetas, deverá ser agora cumprido; o sétimo anjo (7) está para fazer soar a sua trombeta e então virá o fim.

>Ap-10.8

2. A COMISSÃO DE JOÃO COMO PROFETA REAFIRMADA (Ap 10.8-11) -Esta parte da visão relembra Ez 2.9-3.3. Como no caso de Ezequiel, o comer o livro causou tanto doçura como amargura, um fenômeno devido, contudo, ao misto de bênçãos e ais a serem pronunciados do que à doçura de proclamar obedientemente o que é amargo. A importância da passagem parece ser uma reafirmação da comissão profética de João.

Ap-11.1

3. A SEGURANÇA DA IGREJA (Ap 11.1-2) -Neste breve oráculo, é medido o templo em Jerusalém, junto com os seus adoradores, para proteção em um período de tribulação (cfr. Ez 40.3; Am 7.7-9). O átrio exterior dos gentios e a própria cidade são deixados ao domínio de um opressor pagão, por três anos e meio. Alguns expositores têm interpretado isto como significando que a profecia foi escrita antes de 70 A. D., enquanto o templo ainda estava de pé. Mas é difícil harmonizar este ponto de vista com o livro como um todo, que se preocupa com o bem-estar da Igreja Cristã, e não a nação judaica. A visão de João pretende revelar a segurança espiritual da Igreja durante a era do domínio do anticristo. Segue-se que não devemos esperar poder alegorizar cada pormenor do retrato, mas estar contentes por entender o seu sentido geral. O templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram (1) encerram uma idéia, a Igreja (cfr. 1Co 3.16). Semelhantemente, o átrio que está fora do templo e a cidade santa (2) representam conjuntamente o mundo fora da Igreja. É uma afoita transformação, mas o vers. 8 sugere que a antiga "santa cidade" se tornou agora idêntica com a Sodoma pecaminosa, Egito, o opressor, e o império tirânico que guerreia contra o Messias. Para os quarenta e dois meses (2) cfr. Ap 12.6 (mil duzentos e sessenta dias) e Ap 12.14 (tempo, tempos, e a metade de um tempo), todas as expressões equivalentes aos três anos e meio do reino do anticristo. O mesmo cálculo aparece em Dn 7.25-12.7, mas a sua exata significação ainda é obscura.

>Ap-11.3

4. A PROFECIA DAS DUAS TESTEMUNHAS (Ap 11.3-14) -Isto envolve princípios semelhantes aos vers. 1-2. As duas testemunhas originalmente foram Moisés e Elias. Para o aparecimento esperado deste último, antes da vinda do Messias ver. Ml 4.5. Era o pensamento de alguns que Moisés também tivesse sido trasladado ao céu e retornasse com Elias; Johanan ben Zakkai declarou que Deus dissesse a Moisés, "Se eu mandar o profeta Elias, vós ambos teríeis que vir juntos". Podia argumentar-se que João pretendia que a profecia fosse entendida literalmente; mas certas indicações no texto sugerem que a visão se refere à atividade missionária da Igreja toda. Diz-se que a besta fará guerra às duas testemunhas (7), uma frase curiosa em referência a dois indivíduos, mas aplica-se à Igreja em Ap 13.7; homens do mundo inteiro presenciam suas formas martirizadas e se regozijam na sua subjugação (9), um pensamento impossível, se estavam em mente dois indivíduos em Jerusalém; e as testemunhas são representadas por castiçais (4), uma figura aplicada à Igreja no cap. 1. A passagem, conseguintemente, ilustra o testemunho poderoso da Igreja na era sob revista, por meio de uma expectação judaica bem conhecida. O vers. 4 mostra por que há duas testemunhas, e não uma (Elias): João tem em mente a visão de Zacarias, das duas oliveiras, em pé de cada lado do castiçal de ouro (Zc 4). As duas oliveiras lá representavam talvez Josué e Zorobabel, o castiçal, Israel. João faz com que o castiçal se torne em dois para o conformar com as duas oliveiras e declara que, tanto as oliveiras como os castiçais, significam a mesma coisa, a Igreja na sua capacidade profética. O castiçal já se virou em sete para representar as sete igrejas (Ap 1.12; Ap 2.1); é uma fácil transição fazê-los tornar-se em dois para corresponder aos dois profetas, se bem que aqui a Igreja toda é tipificada pelos castiçais, não uma parte dela. Saco (3) é usado pelas testemunhas por causa do grave caráter de sua mensagem. O poder extraordinário da Igreja é exposto, nos vers. 5 e 6, em termos reminiscentes de Moisés e Elias. O fogo destruidor recorda 2Rs 1.10; a capacidade para impedir chuva, 1Rs 17.1; o transformar água em sangue e o ferir a terra com pragas, Êx 7. No vers. 7, nós temos a primeira menção da besta que sobe do abismo. Fala-se dela como se fosse bem conhecida, mas descrições mais completas dela ocorrem nos capítulos 13 e 17. Note-se a semelhança das palavras empregadas em Ap 13.7 para descrever a guerra da besta contra a Igreja.

>Ap-11.8

A grande cidade (8) significa o que Bunyan representava como "A Feira da Vaidade" (Kiddle). Através do resto do livro, a frase é usada para cidade prostituta, Roma (#Ap 16.19; #Ap 17.18; #Ap 18.10), de maneira que com um notável golpe da pena João identifica Jerusalém com Sodoma, Egito e Roma e, tudo junto, com o mundo que rejeitou e crucificou o Filho de Deus. Judeu e gentio unem-se em procurar esmagar o testemunho das fiéis testemunhas de Cristo, assim como eles procuravam destruir o próprio Senhor (9). A denegação de deixar o corpo insepulto significa a maior profundeza de ignomínia a que o homem podia ser sujeito; ver #Sl 79.3 e o livro de Tobias. A Igreja é esmagada pelos seus inimigos por três dias e meio (11), correspondendo aos anos de seu testemunho, "um breve triunfo, de fato, mas longo bastante para dar a idéia de ser completo e final" (Swete). À conclusão dos três dias e meio, o Espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre os seus pés. Esta é uma citação de Ez 37.10, que se referia ao avivamento espiritual da nação de Israel. Possivelmente, portanto, esta ressurreição deva ser tomada figuradamente, significando uma revivificação tão tremenda, a ponto de infundir terror ao mundo; mas pode descrever o arrebatamento dos santos (cfr. 1Ts 4.16-17) e assim ser equivalente à primeira ressurreição (Ap 20.4-6). Comparar o terremoto aqui (Ap 11.13) com o que se encontra em Ap 6.12. O número sete mil (13) indicaria adequadamente a décima parte da população de Jerusalém. Em fazer a cidade representar a cidade mundial da Feira da Vaidade, João não tinha necessidade de alterar o algarismo, pois sete mil podia ser interpretado para significar qualquer número considerável. Note-se que estes eventos evocaram alguma espécie de arrependimento da raça impenitente até agora.

>Ap-11.15

h) A sétima trombeta (Ap 11.15-19)

A sétima trombeta, como o sétimo selo, é seguida pelo advento do reino de Deus. Uma vez que o soar da sétima trombeta pretenda introduzir o terceiro ai (14), mas não se descreve nenhuma calamidade, evidente se torna que mais tarde devemos esperar mais elucidação quanto à matéria. Tal expansão provê-se em Ap 14.19-20 e cap. 18. Entrementes, grandes vozes proclamam, "Os reinos do mundo vieram a ser do nosso Senhor e do seu Cristo" (15), um reino conjunto que não deve conhecer fim; significa o reino milenário fundindo-se na bem-aventurança eterna da nova criação (20-22). O atributo costumeiro de Deus é abreviado de modo significante; jamais se diz que ele "há de vir", porque ele "tem vindo". Tomaste o teu grande poder e reinaste (17); o eterno reino tem começado ao se iniciar um novo exercício da soberania de Deus sobre o homem, uma soberania que em nenhum tempo da história tem sido abandonada, mas que, na sua sabedoria, tem sido voluntariamente limitada. O cântico de ação de graças (17-18) marca um ordenado progresso de pensamento que mais tarde se observa no livro: Deus tem começado o seu reino eterno, isto é, o reino milenário (Ap 20.4-6); as nações se enraiveceram, levantando-se em rebelião (Ap 20.8-9); a ira de Deus se manifestou em juízo (Ap 20.9); os mortos foram julgados (Ap 20.10-15); os santos galardoados na cidade de Deus (Ap 21) e os pecadores destruídos no lago de fogo (Ap 20.15-21.8).

>Ap-11.19

O templo no céu se abre para revelar a arca do concerto (19). A manifestação aos homens da arca neste ponto sugere que o alvo do concerto, que é a promessa do reino, está agora no ato de se cumprir. Relâmpagos, terremoto e saraiva etc., testificam que tem chegado a consumação (cfr. Ap 8.5, 16.17-21)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma morada em Deus


Texto: II Cor. 5:1-5

Ausentes do corpo e presentes com o Senhor, é como os cristãos devem viver o dia a dia de suas vidas, contudo nestes últimos tempos esta filosofia tem se mostrado “démodé” e, os que buscam a vida dentro da vontade divina vivem a margem de um cristianismo falso que busca as dádivas deste Mundo, com isto, todos que se adequam a esta forma carnal de evangelho, tornam-se miseráveis em suas vidas cristãs (1 Coríntios 15:19).

                O verdadeiro cristianismo visualiza vitória sim! Mas, contra os verdadeiros inimigos da humanidade, a saber: o pecado e a morte (1 Coríntios 15:55-57). Quando é compreendida a verdadeira guerra do cristianismo, que é contra as opressões espirituais (Efésios 6:12); é, então revelado a primazia do pensamento cristão, a vida na eternidade (Filipenses 3:20). Assim, o texto de II Cor. 5:1-5 ganha o entendimento claro, e objetivo do anseio da eternidade da igreja primitiva.

                No texto é descrito casa terrestre que é claramente ligado ao corpo físico. Um corpo perecível sujeito a corrupção (2 Coríntios 4:16) e ao sofrimento (2 Coríntios 4:16-17). A esperança da igreja é que temos uma certeza que vai além das expectativas terrenas a ponto de considerar tudo como desprezível (Filipenses 3:8) pelo o amor da obra do Senhor. Verdadeiramente teremos um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus, o cristão é chamado para semear (1 Coríntios 15:42-44), semear para eternidade, casas feitas pela mão de Deus (Hebreus 9:24).

                A caminhada dos cristãos não é fácil, e em meio à caminhada gememos, pois nos sentimos amarrados as nossa infameis paixões (Rom 8:22-23). Estas paixões colocam a humanidade sujeita a ira de Deus (Efésios 2:3), sendo assim, destinados à morte (Romanos 6:23), e detentor de toda a miséria espiritual, temporais e eternas (Ef. 4:18).


                Mas, o querer cristão é além das suas forças e de suas capacidades (II Cor. 3:4-6), por este motivo o apóstolo Paulo ansiava para que o seu corpo fosse revestido, ou seja, um corpo ressuscitado, livre de toda a fraqueza (II Cor. 5:4). A esperança da igreja não é temporal, mas eterna, de um corpo ressurreto livre de todo o pecado e dor (Rm 6.4), pela fé em Jesus Cristo. Cremos então, que em Deus fomos escolhidos para este propósito pelo penhor do Espírito Santo em habitar em Deus eternamente.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um Lar Para o Coração

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(Jo 14.2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.)
Jesus Cristo após o capítulo de número 13 aonde fala de sua morte para confortar os discípulos menciona as moradas celestiais, e as ratificas com as suas palavras; isso para aqueles discípulos tinha muito valor, haja vista, que estes discípulos testificaram diversos milagres pela sua palavra: 01- Transformação de Água em Vinho João 2.1-11; 02 - Cura do filho do Oficial João 4.46-54; 03 - Cura do paralítico de Betesda João 5.1-9; 04 - Primeira Pesca Lucas 5.1-11; 05 - Libertação do Endemoninhado Marcos 1.23-28; Lucas 4.31-36; 06 - Cura da sogra de Pedro Mateus 8.14,15; Marcos 1.29-31; Lucas 4.38,39; 07 - Purificação do leproso Mateus 8.2-4; Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-16; 08 - Cura do paralítico Mateus 9.2-8; Marcos 2.3-12; Lucas 5.18-26; 09 - Cura da mão ressequida Mateus 12.9-13; Marcos 3.1-5; Lucas 6.6-10; 10 - Cura do criado do centurião Mateus 8.5-13; Lucas 7.1-10; 11 - Ressurreição do filho da viúva de Naim Lucas 7.11-15; 12 - Cura de um endemoninhado mudo Mateus 12.22 e Lucas 11.14; 13 - Acalma a tempestade Mateus 8.18,23-27; Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25; 14 - Cura do endemoninhado geraseno Mateus 8.28-33; Marcos 5.1-14; Lucas 8.26-39; 15 - Cura da mulher enferma Mateus 9.20-22; Marcos 5.25-34; Lucas 8.43-48; 16 - Ressurreição da filha de Jairo Mateus 9.18, 23-26; Marcos 5.22-24, 35-43; Lucas 8.41,42,49-56; 17 - Cura de dois cegos Mateus 9.27-31; 18 - Cura do mudo endemoninhado Mateus 9.32,33; 19 - Primeira multiplicação de pães Mateus 14.14-21; Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-13; 20 - Anda sobre as águas Mateus 14.24-33; Marcos 6.45-52; João 6.16-21; 21 - Cura da filha da Cananéia Mateus 15.21-28; Marcos 7.24-30; 22 - Cura de um surdo e gago Marcos 7.31-37; 23 - Segunda multiplicação de pães Mateus 15.32-39; Marcos 8.1-9; 24 - Cura do cego de Betsaida Marcos 8.22-26; 25 - Cura do jovem possesso Mateus 17.14-18; Marcos 9.14-29; Lucas 9.38-42; 26 - Pagamento do Imposto Mateus 17.24-27; 27 - Cura de um cego João 9.1-7; 28 - Cura de uma mulher enferma Lucas 13.10-17; 29 - Cura de um hidrópico (Acumulação anormal de líquido seroso em tecidos ou em cavidade do corpo) Lucas 14.1-6; 30 - Ressurreição de Lázaro João 11.17-44; 31 - Cura dos leprosos Lucas 17.11-19; 32 - Cura do cego Bartimeu Mateus 20.29-34; Marcos 10.46-52; Lucas 18.35-43; e 33 - A figueira é amaldiçoada Mateus 21.18,19; Marcos 11.12-14 Então, para eles a palavra de Cristo era poderosa e verdadeira; sendo assim como Cristo falou, assim o era.
Contudo, este conforto só poderia ser possível para aqueles que creram em Cristo Jesus (João 1:12), haja vista, que o Senhor os passaria vê-los como filhos de seu Amor, e não mais como filhos da sua ira (Ef 2.3 entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais), pois como há uma morada donde há de se desfrutar a bondade de Deus, haverá outra que fará desfrutar o ódio de Deus a todos que preferiram viver na prática do pecado (Mateus 25:46 diz: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”). Então poderemos perguntar se há em Deus ódio pelo pecador?
                É muito comum ouvirmos que Deus odeia o pecado e ama o pecador. Mediante as Santas Escrituras isto é uma meia verdade, pois, Deus odeia ambos; o autor de Hebreus em 1:8,9 menciona o ódio ao pecado citando Provérbios 6:16-19, mas em outros trechos veremos Deus odiando o pecador:
 Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.
Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.
Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.
Destruirás aqueles que falam a mentira; o Senhor aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.
Salmos 5:3-6
O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens.
O Senhor prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma.
Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto será a porção do seu copo.
Porque o Senhor é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos.
Salmos 11:4-7
E esse não foi o único caso; também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque.
Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse,
não por obras, mas por aquele que chama — foi dito a ela: "O mais velho servirá ao mais novo".
Como está escrito: "Amei Jacó, mas rejeitei (no gr. Odiar) Esaú".
E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma!
Pois ele diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão".
Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus.
Pois a Escritura diz ao faraó: "Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra".
Romanos 9:10-17
                Nas Escrituras Sagradas há 33 textos que falam do ódio de Deus, e em apenas 11 textos diz que Deus odeia o pecado nos outros 22 textos Deus odeia quem comete o pecado. Nos textos acima há uma nítida diferença entre o justo e o injusto, é demonstrado sem reservas que existe uma morada para o justo (Apocalipse 21:2) e outra para o injusto (Mateus 25:46).
                A diferença entre o justo e o injusto é somente o sangue de Cristo, que declara os eleitos justos diante de Deus (Rom. 5:9), a diferença não são os atos, pois todos pecaram e estão destituídos de Deus (Romanos 3:23), mas o Senhor demonstrando a sua misericórdia escolheu alguns da massa caída para a salvação em Cristo Jesus, antes de qualquer obra existir (Efésios 1:4-5). Logo, quando Deus olha para os que Jesus morreu, não sente ódio, pois o sangue de Cristo pagou toda a dívida (Efésios 2:4-5). Assim quando Jesus menciona as moradas nos céus os seus eleitos podem descansar em Sua Palavra.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Jesus Chama Paulo

Sermão pregado na A.D. Hagnos no dia 01/11/2015

Resultado de imagem para Encontro de Paulo com Jesus

Texto: (Atos 9:1-6)

Jesus chama Paulo, quem era este ainda jovem Paulo? Saulo apareceu nas Santas Escrituras no apedrejamento de Estevão (Atos 7:8). Este nasceu em Tarso e recebeu instruções aos pés de Gamaliel (Atos 22:3). Saulo, a saber, Paulo era o que parece coparticipante de outras mortes (Atos 22:4; 26:10). Todavia, em Atos 9:3-5 Paulo tem um encontro com Jesus Cristo, o perseguidor, o assassino agora convertido aos pés de Cristo.

            Mesmo sendo Paulo uma pessoa sendo perseguidor do Cristo místico (Fil. 3:6), é denominado por este como sendo um instrumento escolhido (Atos 9:15). Isto aponta para a escolha do Senhor a um homem que contribuiu com o primeiro martírio da igreja cristã há uma vida submissa separada e consagrada ao serviço de Deus (II Tim. 2:20-21), limpo de tudo que teria cometido contra o Reino de Deus. Assim, o que era antes um homem que carregava as marcas de seu judaísmo farisaico (Fil. 3:5) agora foi chamado para ser um portador do nome (pessoa) de Cristo (I Cor. 11:1); sendo assim, se enxergando como um vaso vazio de si mesmo, mas cheio do Espírito (Gal. 2:20).

            Então Cristo chama a Paulo para experimentar os seus sofrimentos (Atos 9:16). O sofrimento de Paulo, e da igreja faz parte da identidade do Cristianismo e é essencial para o avanço da igreja (Col. 1:24; II Cor. 11:23ss). Desta feita, Paulo tem um encontro que lhe provocou um aborto (I Cor. 15:8) em tudo àquilo que ele pensava que era (Fil. 3:4), para ser uma nova criatura em Cristo Jesus (II Cor. 5:17). Ou seja, através de Cristo a redenção é a restauração e o cumprimento dos propósitos de Deus na criação, e isso acontece em Cristo, por quem foram criadas todas as coisas (João 1:3; Col. 1:16; Heb. 1:2), e em quem todas as coisas são restauradas ou criadas de novo (Rom. 8:18-23; Ef. 2:10).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Ressurreição de Jesus Cristo

Sermão pregado na A.D. Ministério Hagnos no dia 18/10/2015


Texto: Mateus 28:2-10

A morte de Jesus Cristo para os discípulos marcou a dor de ver os sonhos indo embora. A falta de esperança era tão grande que o medo tomou conta deles, e na prisão de Jesus Cristo se colocaram a distância para estarem seguros, e não serem aprisionados pelos opositores de Cristo (Marc. 14:50 Então todos o abandonaram e fugiram). Não há na Bíblia como os discípulos se comportaram mediante a crucificação de Jesus Cristo, mas São Lucas nos informa que este a assistiram a crucificação a distancia (Mas todos os que o conheciam, inclusive as mulheres que o haviam seguido desde a Galiléia, ficaram de longe, observando essas coisas. Lucas 23:49). Fica claro que a maioria dos seus discípulos não teve uma identificação com a sua crucificação, e isto fica ratificado quando o estrangeiro Simão de Cirene foi constrangido em carregar a cruz de Cristo, quando ele tombou com a cruz (Luc. 23:26). As escrituras apontam apenas para um discípulo que ficou ao lado de Cristo em sua paixão, a saber, São João (João 19:26). Nem o sepultamento de seu corpo foi preocupação de seus discípulos, e sim de um membro do Sinédrio (Marc. 15:43). Naquele momento ninguém queria ainda o destino de seu Senhor. Concernente ao túmulo vazio, nem foi os discípulos que o descobriu, e sim, as mulheres; estes estavam escondidos, com medo, em algum lugar (João 20:19). Cristo morreu e junto com ele as esperanças de seus discípulos. O Reino de Deus era para eles uma grande ilusão junto ao túmulo de Jesus Cristo (Luc. 24:21 e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel. E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu). Quando e lido esta frase podemos então entender as palavras de São Paulo que diz: nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios 1 Coríntios 1:23. Por definição o Cristo era soberano e não um criminoso crucificado.
                Em poucos dias foi demonstrada uma mudança incrível na atitude dos discípulos. Em Atos é demonstrado de forma bem clara esta mudança: a) Eles passam a pregar que Jesus é  o verdadeiro Messias (Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2:36); b) Que apesar de ser um assassinato indesculpável, humanamente falando, Deus queria a morte de Cristo (A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos Atos 2:23); c) Atribuem com intrepidez que os judeus assassinaram a Cristo, e passam a declarar que Ele era o Príncipe da vida (E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. Atos 3:15); e d) proclamaram que toda a promessa anoso testamentária foi cumprida em Cristo (E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. Atos 3:20,21).
                Podemos então nos perguntar: “Qual foi o motivo que proporcionou esta mudança?” A resposta é bem clara e objetiva. Foi a ressurreição de Jesus Cristo, São Paulo afirma que: 1Co 15.14 E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Jesus ao ressuscitará, ressuscitou a toda a esperança morta destes homens e mulheres. Jesus Cristo em sua ressureição foi o dynamo a Fé verdadeira da sua igreja, haja vista que todos então ressuscitaram com Ele e, buscam coisas novas (Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Colossenses 3:1).
                O fato é que a ressurreição é o centro da pregação do evangelho. A primeira pregação da Igreja foi sobre a importância da ressurreição (At. 2:14-36). Nesta mensagem não houve quase apontamento sobre o caráter terreno de Jesus Cristo, mas sim que foi morto e ressuscitou ao terceiro dia (At. 2:24-32). A mensagem foi pautada na vitória de Cristo sobre a morte, e baseado nisso São Pedro convida a todos a se arrependerem e serem batizados no nome de Jesus Cristo (At. 2:38).

                A ressurreição de Jesus Cristo é a nossa vitória (Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos Romanos 6:8), pois quando Ele venceu a morte proporcionou a cada um de nós a vitória (1Co 15.53-58 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor), e pelo testemunho de sua ressureição somos constantes até a sua vinda.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Arrependimento do Malfeitor da Cruz

Sermão pregado na A.D.Hagnos no dia 04/10/2015


Texto: Lucas 23:39-43

Uma história singular nas Escrituras Sagradas que mostra um arrependimento nos últimos instantes da vida, o Malfeitor da Cruz, um homem que viu a sua salvação juntamente com a sua morte. Mas, poder-se-ia o homem se salvar no ultimo instante? O homem arrependido no último instante herdaria a salvação? Quais as palavras que tocaram o coração de Jesus Cristo?

                A crucificação de Jesus é o relato mais cruento da humanidade, não pela atrocidade em si, mas, pela injustiça derramada sobre ele. Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito (1 Pedro 3:18). Cristo se deu por cada um dos pecadores eleitos na face da Terra de todas as Eras, logo em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados (1 Coríntios 15:22). Aquele homem na Cruz era a salvação de todos os tipos de pessoas (Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28; Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos. Colossenses 3:11). O nosso Senhor veio salvar o que havia perdido, ou seja, os que vivem na prática dos pecados, e “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu (Jesus) não vim para chamar justos, mas pecadores" (Marcos 2:17). Quem seria mais doente do que um homem no fim de sua vida, donde o filme de sua vida só o condenava?

                Todavia, seria de bom tom dizer que este homem alcançou verdadeiramente o arrependimento, haja vista, que ele não teve tempo de demonstrá-lo? Antes de responder tal pergunta podemos remeter o nosso pensamento no que seria o arrependimento para a vida. Primeiro que o arrependimento é uma graça evangélica (Luc. 24:47 e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém). A dor provocada pelo o arrependimento é pelo reconhecimento de sua natureza pecaminosa e sentimento de ser um pecador, e isto junto com uma consternação de ver que o seu pecado é totalmente contrário à natureza de Deus, tendo ódio da sua vida de pecado; como ocorreu com o malfeitor da Cruz (Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: "Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal". Lucas 23:40,41). Abrangendo a misericórdia divina despontada em Cristo aos reconhecidos pecadores, o pecador por meio do arrependimento, de tal caráter sente e amofina os seus pecados, que, deixando-os, se volta para Deus, planejando e buscando andar com ele em todos os caminhos dos seus mandamentos (Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte! Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:21-23). As criaturas não devem se satisfazer com um arrependimento genérico, mas é dever de todos procurar arrepender-se particularmente de cada um dos seus pecados (a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade; contudo, a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, juntamente com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus. Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. 1 Timóteo 1:13-15). Segundo a Confissão de Westminster Capítulo XV sessão IV diz:

Como todo o homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular das suas faltas, pedindo-lhe o perdão delas, fazendo o que, achará misericórdia, se deixar os seus pecados, assim também aquele que escandaliza a seu irmão ou a Igreja de Cristo, deve estar pronto, por uma confissão particular ou pública do seu pecado e do pesar que por ele sente, a declarar o seu arrependimento aos que estão ofendidos; isto feito, estes devem reconciliar-se com ele e recebê-lo em amor.

                Aquele homem na Cruz tocou o coração de Jesus Cristo, não porque seu compadeceu dEle, mas, sim porque reconheceu que Ele era o Cristo Filho de Deus (Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. Mateus 16:16,17), e confessou que este estava em carne para o salvar de seu destino merecido (pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus Romanos 3:23), e isto só poderia ser declarado pelo o Espirito Santo Deus (Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus. 1 João 4:2), destarte tal declaração apontaria para uma nova criação (Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! 2 Coríntios 5:17), que só seria possível pelo novo nascimento (Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". João 3:3) que é direcionado aos que si tornaram filhos de Deus (Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. João 1:12,13). Como os trabalhadores da vinha (Mateus 20:1-16), este homem não teve tempo de trabalhar como os outros, mas a salvação é um ato de Deus para o homem e não do homem para Deus (Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Efésios 1:5,6). Assim o Irmão da Cruz alcançou a graça proveniente aos que Deus os Elegeu a serem conforme a imagem de seu Filho (Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29).

Glória a Deus que Salvou da Perdição eterna!!!