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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Jesus Cura a Filha da Mulher Cananeia



Texto: Mat. 15:21-28

Jesus caminha cerca de 50 quilômetros para região de Tiro e Sidom. Estas cidades ficavam ao Norte de Israel, e eram cidades portuárias no Mar Mediterrâneo. Jesus se retira ao território dos gentios para afastar das oposições dos fariseus, estas cidades eram bem prósperas financeiramente. Hoje Tiro localizasse no Líbano.
15: 21-22        Uma história que demonstra o amor de Deus para com todos os seus eleitos no Mundo inteiro, esta mulher gentia, mais precisamente Cananeia, ou seja, descendente dos Cananeus que Josué expulsou da terra prometida cuja civilização foi concentrada e perpetuada em Tiro. O evangelista Marcos a chama de siro-fenícia (Marc. 7:26).  Destarte, ela era helenista, contudo, conhecia o poder de Deus, e reconhecia que Jesus era o Cristo descendente de David, pois o chama de Senhor, Filho de David, uma prova que ela reconhecia a soberania de Jesus Cristo. Esta história é bem semelhante a do sevo do centurião (Mat. 8:5-13), não só porque a fé foi manifesta por uma palavra de Jesus, e a cura veio à distância, mas também pelas tensões raciais que envolviam os casos, demonstrando que em Cristo só a um povo como fala o apóstolo Paulo (Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Rom. 10:12), em Cristo não acepção de pessoas.
15: 23             Esta mulher anonima torna um exemplo de perseverança ao gritar do fundo de sua alma ao único que poderia retirar a dor de ver a sua filha possessa por um demônio. Todavia, houve um silêncio aterrorizador de Jesus Cristo que continua a andar até que seus discípulos lhe rogam que a despeça.
15:24              Jesus sempre compassivo iria curá-la, mas surpreendentemente o Nosso Senhor a responde de maneira desanimadora, claro que tudo isto fazia parte do plano pedagógico dEle. Aquela mulher siro-fenícia ouviria a primeira resposta, que parecia contrária a sua esperança: "Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel". Jesus está usando aquela circunstância para ensinar aos demais a sua verdadeira missão descrita nos salmos e nos profetas (Salmos 22:27. Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dEle; Isaías 56:7... esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. Seus holocaustos e seus sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”). Isto fica claro, pois o Senhor estava em território gentio, e já havia realizado vários milagres em outras ocasiões aos gentios (Mat. 4:24-25, Jesus prega por toda Galileia e cura muitos enfermos; e em Mat. 8:5: 13, A cura do criado do centurião). Jesus, apenas expressa a vontade divina de fazer do povo judeu os primeiros que iriam pronunciar a Palavra da Salvação a todos (Gên. 12:3 b... e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados). Jesus em seu tempo terreno restringiu a sua Missão a preparar apenas judeus para a pregação do evangelho. A Missão restrita de Jesus e seus discípulos reflete bem isto (Mat. 10: 5-6).
15:25-26         Depois desta resposta desanimadora esta mulher não desiste, e se põe a adorar e de joelhos suplica com mais intensidade: Mateus 15:25 b. Senhor socorre-me! A resposta de Jesus vem em forma de parábola expressando o seguinte ensinamento: que os filhos a mesa devem ser alimentados antes dos cachorrinhos; não seria correto pegar os alimentos das crianças e deitá-los aos cachorrinhos. Com estas palavras frias Jesus poderia estar dizendo que desejaria alimentar primeiro aos seus filhos (Seus discípulos) e não tirar os alimentos deles e jogar aos cachorrinhos (qualquer gentio). Jesus não insultou a mulher, mas, antes disse a ela que a mesma não deveria desejar o que pertencia aos judeus. Ela deveria aguardar o momento indicado por Deus.
15:27               Todavia esta mulher estava determinada, e compreendeu a mensagem de Jesus e replicou a resposta estendendo a sua compreensão (Mateus 15:27 b. Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos.). Nem todos os Judeus aceitaram a Jesus, e muitos gentios queriam segui-lo, então por que ela não poderia ter algumas daquelas migalhas que os judeus não queriam? Com os olhos da fé ela alcançou a compreensão de que os cachorrinhos comem junto com as criancinhas, das migalhas que caem da mesa. Ela não pede a promessa destinada aos judeus, mas pede ser incluída na misericórdia de Deus que é a todos os povos, pois Deus encerrou a todos na desobediência, para usar com todos de misericórdia (Rom. 11:32), haja vista, que... Todos pecaram e necessitam da glória de Deus (Rom. 3:23). Em especial, ela só queria a cura de sua filha.
15:28              O Senhor reconhece a fé desta mulher, e realiza o milagre. Ela se aproximou de Cristo crendo que Ele seria capaz de fazer o seu milagre; ela entendia a soberania de Cristo e as prioridades de sua missão. Por isto Jesus exclamou “grande é a sua fé”. Tomando a atitude dela Jesus curou a sua filha.
            A grande fé desta mulher fez a mulher Cananeia: 1 - Ir a Jesus (Mas a todos os que o receberam, aos que crêem em seu nome, deu ele o direito de se tornarem filhos de Deus: os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. João 1:12, 13); 2 – ir a pedir a Jesus (E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. João 14:13); 3 – ir à chegasse a Jesus (Mateus 11:28 Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso); 4 – ir a perseverar em meio à prova da dúvida (Hebreus 10:36 Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu); e 5 – ir a vitória, sendo atendida em sua petição e conhecendo realmente o Mestre (Hebreus 11:6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam).
Quando buscáreis a Deus não se fruste pelo silêncio; não se fruste pela resposta contrária ao que você esperava; não se fruste se os que estiverem em volta te desprezarem; não se fruste se além da prova que estiver passando Deus te exija uma prova de fé. Tome o exemplo desta mulher, Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me! (Mateus 15:25), em meio as dores e as aflições louve, adore e clame em nome de Jesus, que Ele lhe responderá.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Jesus Perdoa a Mulher Surpreendida em Adultério


Texto: João 7:53; 8:1-11.
Este texto de grande calor emocional não faz parte dos rolos mais antigos, contudo é certo que este fato aconteceu, e demonstra de forma bem clara o ministério do Messias concernente a Salvação de um pecador destituído da Glória de Deus com o seu perdão inefável. John Piper fala algo sobre isto ao comenta o trecho de João 7:53; 8:1-11 integrando com Romanos 3:23:
Neste trecho Jesus é o coerente com todo o restante do Evangelho, pois ilustra a compaixão de Jesus pelas pessoas pecadoras, onde todos estão inseridos (Romanos 3:23), ou seja, todos nós nos tornamos aquela mulher, destituídos da Glória de Deus, carentes de Deus. O que significa ”destituídos da glória de Deus”? Significa que nenhum de nós confiou e estimou a Deus da maneira que deveríamos. Nós não ficamos satisfeitos com a sua grandeza e não andamos em seus caminhos. Temos buscado nossa satisfação em outras coisas, e as tratamos como mais valiosas do que Deus, e isso é a essência da idolatria (Romanos 1:21-23). Desde que o pecado entrou no mundo todos nós temos sido profundamente resistentes a ter Deus como nosso tesouro todo-satisfatório (Efésios 2:3). Isto é uma ofensa terrível contra a grandeza de Deus (Jeremias 2:12-13).
            Assim, Jesus Cristo surpreende aos acusadores desta mulher que lhe flagraram em um ato de adultério. Destarte, estes mesmos já haviam desconsiderado a Lei de Moisés (8:4-6); em Levítico 20:10; e Deuteronômio 22:22 é claro em afirmar que ambos deveriam ser julgados. Para estes religiosos pouco valia a justiça da Lei, tais desejariam apreender Jesus numa cilada. Se Jesus dissesse para apedrejar a mulher, estes diriam que Jesus não conhecia a Lei e que estava violando a lei Romana da execução, todavia se Jesus dissesse para não apedrejar, tais diriam que Jesus não cumprira a Lei. Tais homens cheios de ira no coração tentaram contra Jesus, mas este conhecendo o coração deles começa a escrever no chão (8:6b). Existem várias deduções concernentes ao que Jesus escrevinhava na areia: poderia ser os dez mandamentos; o nome daqueles que tiveram relações com aquela mulher; ou até mesmo o pecado de cada um. Isto fica em harmonia com o que o Apostolo São Paulo ensinou em Romanos 8:27 “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”.
            Os algozes desta mulher não se deterão, e continuou a perguntar ao Mestre qual seria a pena? Mas, Jesus Cristo os questiona para retirar de seus corações a pouca humanidade que os restavam (Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela" João 8:7); assim o Senhor emana a Lei e lança o desafio para quem poderia ser a testemunha do sague daquela mulher perante a Deus (Deuteronômio 17:7).
            Aqueles culpados de seus próprios delitos, com as pedras nas mãos; a pecadora humilhada ao lado de Jesus Cristo; e Jesus o inculpável, o única que poderia a tirar a pedra, permanece do lado da réu. Jesus continua a escrever a alma destes na areia (João 8:8), então o inesperável aconteceu! Os acusadores daquela mulher se retiraram cada um constrangidos pelos seus próprios pecados (João 8:9).
            A mulher passa a ter a segunda chance de sua vida, foi julgado inocente por falta de prova, pois não havia ali acusadores inculpáveis. Cristo o único sem pecado (8:46) a perdoou porque tomava os pecados dela sobre Si mesmo (Romanos 8:1-3). Todavia, Jesus a liberta com o seu perdão, mas lhe imputa a responsabilidade de uma vida sem pecado (Romanos 6. 1-14). Deus quer fazer o mesmo com você. Jesus quando morreu; nós morremos com ele também, e quando ele ressuscitou; nós também ressuscitamos com ele (Romanos 6:2-3). Hoje cristo quer que você venha ser um novo homem, e que o velho homem fique crucificado na cruz (Romanos 6:6).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Jesus a profecia sancionada


Mateus 11: 1-19, 27-30

1.       O ministério de Jesus era frenético, o capítulo 11 demonstra uma continuação do capítulo anterior, onde Jesus partiu para ensinar e pregar em outras cidades.
2.3  João preso por Herodes Antipas tinha trancafiado João Batista (4:12). Este preso fica sabendo dos milagres, das mensagens e dos cumprimentos proféticos do ministério do nosso Senhor. Isto apontava que Jesus Cristo era verdadeiramente o Messias prometido pelos profetas (cap. 8 e 9). Todavia, o libertador tinha uma imagem mais épica na mente dos judeus, pois, o seu opressor era verdadeiramente uma máquina de guerra, o Império Romano, mas o Messias utilizou a espada do conhecimento em vez da espada de aço (Jo. 8: 31-32). Devido a esta esperança João Batista enviam os se discípulos com uma pergunta: ...És aquele que havia de vir ou esperamos outro? João havia contemplado os céus aberto, o Espirito Santo vindo sobre Jesus e ouviu a voz de Deus (3: 13-17), contudo passava por momentos de dúvidas.
4,6  Jesus Cristo manada uma resposta que vai além de palavras, ele diz: Ide e anuncia a João as coisas que ouvis e vedes a atenção de Jesus é para a obra em que ele realizava que era a confirmação das profecias dos antigos profetas (Isa. 35:5-6) sobre o Reino Final. O Reino de Deus é chegado a todos os humilhados por serem pobres; a todos angustiados e oprimidos (Isa. 61:1). Donde a Bem Aventurança é dada a estes que não se escandalizaram dEle.
7,6  Os discípulos de João vão, e Jesus Cristo fala aos outros, e faz três perguntas com três respostas aos que iam ver João Batista pregando no deserto (3:1,5). As perguntas tentam emanar o entendimento sobre o ministério de João Batista e o cumprimento das profecias concernente ao Cristo. A primeira é se as pessoas teriam ido ao deserto para ver uma cana agitada ao vento. Esta expressão apontava para uma pessoa que não tinha opinião alguma, que alterava as certezas a todo o momento. Mas, este não é o João Batista que pregava contra os principais de Israel.
        A segunda pergunta iria apontar para a futilidade da aparência humana que procura riquezas e suntuosidade, Jesus questiona a multidão se estes foram ver um homem ricamente vestido. Que também não era a postura de João Batista, um homem que se vestia com uma roupa tosca (3.4), sem luxo algum. A roupa de João era a roupa da Santidade do Senhor.
        Na terceira pergunta Jesus expressa a certeza que era latente no coração daqueles que foram ouvir a João Batista que este era um vero profeta. Todos que aguardaram ansiosos pela vinda do Messias, a promessa de Deus para humanidade, sabiam que a vinda de João Batista apontava para algo de novo na história da salvação. Jesus descreve-o como muito mais que profeta. Tal declaração trazia o sentido de que João tinha inaugurado o princípio do Reino de Deus (3.3). João era também o cumprimento de uma profecia (Mal. 3:3).
11   Esta função de João Batista o colocará em uma função de muita importância entre todos aqueles que nasceram de uma mulher (11:9), contudo, aquele que era o menor dentre todos teria uma herança maior que a de João Batista (Filp. 2:5-11), aquele que mesmo subsistindo em forma de Deus não se apegou a isto e a si mesmo esvaziou, assumindo a forma humana; a forma de servo, tornando-se obediente até a morte de cruz. Destarte, o servo fiel, o que era menor que todos; seria a promessa de redenção para toda a humanidade, pois este é o que foi exaltado sobremaneira.
13-15 Todos que profetizaram concernente a vinda de Cristo; profetizou até João Batista, este o Elias que havia de vir (Mal. 4:5). Somente aqueles que tiveram ouvidos para ouvir seriam capaz de ouvir a mensagem com entendimento os ensinamentos do Cristo descido dos céus (Dan. 7:13-14).
16-19 Jesus então volta a aquela geração incrédula e acusa o ceticismo e as críticas que estes dispensavam a ele. Jesus desafiava a estes a saírem de sua zona de conforto. Estes eram para Jesus como meninos que se assentavam nas praças. A ideia de Jesus era compará-los a meninos que estão preocupados como os seus próprios jogos (pessoas egocêntricas, que se preocupam apenas consigo), e não se interessavam pelos convites de João Batista e de Jesus Cristo.
27   Jesus então declara o seu relacionamento com o Pai em três afirmativas:
a) Todas as coisas me foram entregues por meu Pai: a soberana disposição de Deus sobre todas as coisas foi dada a Cristo como disse o profeta Daniel (Dan 7).
b) Ninguém conhece o Filho, senão o Pai: Jesus declara que somente ele poderia revelar o Pai, pois só ele teria o conhecimento do Pai (Col 1:15-16).
c) Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar: A soberania de Jesus lhe dar o poder de decidir quem conhecerá ao Pai, pois Ele é o Verdadeiro Caminho à Salvação (Jo 14:6).
28   Jesus não veio para os que eram sábios aos seus próprios olhos, mas os que estavam cansados e oprimidos. Estes receberiam de Cristo alivio para as suas almas cansadas. Cristo libertou a estes do Império das Trevas e transporto-os para o seu Reino (Col 1:13).

29-30 O jugo é um arreio de madeira pesadíssimo que é colocado de maneira encaixada nos ombros de animais. O jugo aqui era a Lei, impossível de ser cumprida em sua inteireza, todavia o julgo de Cristo era leve, pois Cristo cumpriu toda a Lei para nos salvar. O Messias prometido veio cumprir toda Lei (5:17) para se dar em sacrifício pelos eleitos à Salvação Eterna (Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. Romanos 10:4). Deste modo, Cristo se fez pecado para salvar a todos os pecadores convertidos (Gal. 3:13).

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Sarça Ardente



Êxodo 3

A Sarça ("Seneh" em hebraico, origem do topônimo "Sinai") é uma planta espinhosa da família das fabáceas, gênero Acácia, o mesmo das árvores conhecidas genericamente no Brasil pelo vernáculo "Jurema". Esta árvore, também conhecida pelo nome de "Shittim", é citada na Bíblia várias vezes. Mais especificamente chama-se de "ardente" a Sarça quando parasitada pela planta Loranthus acaciae, cujos frutos e inflorescências avermelhados dão, de longe, a impressão de chamas sobre a Sarça.
Segundo o Talmude e os Midrashim tiram muitos ensinamentos da aparição de Deus a Moisés na sarça ardente: “O Santíssimo, bendito seja, escolheu uma simples sarça para fazer brilhar a Shechiná (a luz de Deus) em lugar de outras árvores lindas e majestosas, para dar aos homens exemplos de humildade. (Satá 5) O povo de Israel deve ser simples entre as demais nações como é a sarça entre as outras árvores.” “A madeira da sarça não serve para talhar ídolos.” “As aves que pousam sobre a sarça, soltam as suas plumagens; assim ocorre com os povos que oprimem Israel, que por isso causam danos a si mesmos.” “A sarça tem espinhos e o espinho é a planta da dor, tal como Israel é o povo do sofrimento.” A sarça ardia no fogo mas não se consumia: assim a dor pode arder no povo de Israel, mas sem destruí-lo jamais.”

Todos estes sentidos teológicos também são aplicados à igreja no novo testamento, em vários versículos.

O Santíssimo, bendito seja, escolheu uma simples sarça para fazer brilhar a Shechiná (a luz de Deus) em lugar de outras árvores lindas e majestosas, para dar aos homens exemplos de humildade. (E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Coríntios 1:28-29), Deus escolheu os tolos os fracos, coisas vis... desprezíveis, para que aqueles que forem escolhidos jamais se gloriem. Deus escolhe aqueles que são contados como nada no Mundo em que vive, e os transformam em seus mensageiros, capazes de destruírem no nome de Jesus Cristo toda autoridade maligna (Marcos 16:15-18), para a glória de Deus.

A madeira da sarça não serve para talhar ídolos. (Portanto, meus amados, fugi da idolatria.1 Coríntios 10:14) Quando uma pessoa se converte a Cristo a sua adoração é dada unicamente ao Senhor. Todo o tipo de idolatria é pecado grave aos olhos do Senhor Deus. Aquele que ceia com o Senhor, não poderá cear junto à mesa dos ídolos (1 Coríntios 10:21).

As aves que pousam sobre a sarça, soltam as suas plumagens; assim ocorre com os povos que oprimem Israel, que por isso causam danos a si mesmos. (Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. 2 Coríntios 4:8-11). O Apostolo Paulo estava expressando suas fraquezas, que também eram as fraquezas da igreja, todavia tais angústias traziam para ele uma vontade incontrolável de alcançar o céu de Cristo. Mesmo em meio às lutas desta vida, o crente em Cristo Jesus, tem a esperança de ter o seu corpo glorificado (Rom. 8:23).

A sarça tem espinhos e o espinho é a planta da dor, tal como Israel é o povo do sofrimento (Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33). O povo de Deus é marcado pelo sofrimento, a dor e a perseguição, neste mundo de dor o lamento. Todavia, o sofrimento desta vida não poderão nos vencer, pois estas não venceram o nosso Senhor (2 Coríntios 6:4-10).

A sarça ardia no fogo, mas não se consumia: assim a dor pode arder no povo de Israel, mas sem destruí-lo jamais.” (Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 8:37-39) O Cristão mesmo que seja envolto nas chamas do sofrimento, da angustia ou das dores deste mundo, não será consumido, pois Deus estará sempre com este povo (1 Pedro 4:12-13).


Deus ao chamar o seu povo determinou sobre este o cumprimento de sua palavra, e de seu poder. Contudo, não o isentou do sofrimento deste Mundo, destarte, o Senhor prometeu estar com este povo até a consumação dos séculos (Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:20).

segunda-feira, 30 de março de 2015

Não está morta, mas dorme. Creia somente



Marcos 5: 22-24, 35-43

O evangelista Marcos fez uma associação dos acontecimentos dos milagres da vida de Jesus Cristo.
                Neste capítulo Marcos mostra uma sequencia de milagres, que apontam para a autoridade: 1º  Sobre os espíritos opressores (5:1-14); 2º sobre as enfermidades (5:25-34); 3º e sobre a morte (5: 22-24, 35-43).
comprar Johann Friedrich Overbeck             
  No último milagre iremos ver alguns ensinamentos que irá bradar em nossos corações.
                5:22-24 A SINAGOGA era o centro cultural e religiosos de Israel e JAIRO era o principal daquela Sinagoga, apesar de leigo, tinha uma posição de grande importância. Todavia, demonstra a sua Fé e humildade ao prostrar-se aos pés de Jesus, este ato demonstra adoração e um respeito inigualável.
                A Bíblia não diz a natureza da doença da filha de Jairo, contudo, foi uma enfermidade que a deixou sem esperança e entregue a morte; entretanto Jairo já sabia a onde estava a sua esperança, pois já tinha visto o poder de Jesus (1:33-34), e quando soube que Jesus havia retornado em Cafarnaum logo se colocou dentre a multidão (5:21) para buscar o seu milagre. Este foi atrás do toque de Jesus em sua filha. Assim, Jesus foi com ele acompanhado pela numerosa multidão.
                5:35 No meio desta história Cristo se detêm para procurar a mulher que foi curada por tocar nele, e esta demora foi o suficiente para aumentar o desespero de Jairo. Pois, a sua filhinha morreu.
                5:36 Em, muito momento parece que Jesus está demorado em nos socorre, e nesta espera parece que Deus nos largou a nossa própria sorte, apesar disso, temos de ouvir a voz de Cristo a dizer: Não temas, crê somente. Jairo ao ouvir isto, deve ter imaginado: “Senhor, que pretendes”. Deus sempre surpreende o homem em seus anseios.
                5:37 Dentre, o sofrimento de Jairo e a curiosidade da multidão, depois de ter presenciado o milagre da cura da Mulher do Fluxo de Sangue, Jesus sensível ao sofrimento de Jairo não permitiu que alguém o seguisse. Ele pretendia ressuscitar a menina, todavia este milagre seria um milagre particular, em secreto apenas para os mais próximos e Jairo.
                5:38 Havia naquele lugar um grande alvoroço e choravam muito e pranteavam dominavam toda a esfera do lugar. Em, varias circunstâncias todos se desesperam e não conseguem ver uma saída milagrosa. Destarte, Deus escolhe sempre os que nele esperam com confiança para confundir a todos.
                5:39 Jesus contraria a sabedoria humana quando declara que a menina não esta morta, mas dorme. Creio que todos estranharam tal declaração, pois sabia todos diferenciar a morte de um sono. A menina estava totalmente morta, não havia esperança; acabou tudo em que Jairo esperava, já não esperava mais. Jesus, porém iria fazer além do que foi lhe solicitado.
                5:40 O milagre é para quem crer. Os lamentadores ridicularizaram a palavra de Jesus, pois eles apenas viam a menina morte, e não o poder de Jesus, então Jesus toma apenas aqueles que queriam o milagre.
                5:41 O milagre ocorre de forma simples, Jesus estende a mão e toca a menina, um procedimento proibido aos judeus. Jesus, antes tinha sido tocado por uma mulher com o fluxo de sangue e agora toca a menina morta, demonstrando que a Misericórdia de Deus é maior que a Lei de Moisés. Jesus libera então suas palavras de vida: Menina, a ti te digo: levanta-te.
                5:42 Este milagre deixou os pais assombrados e com grande espanto. Deus é que nos surpreende. 5:43 E a jovem menina pode voltar a sua vida normal.

                Aprendemos com este relato histórico da vida de Jesus Cristo, que em situações difíceis devemos procurar a ele, que é detentor de todo O Poder, e indiferente de quem nós venhamos a ser, deveremos nos despir de todo o nosso garbo, e nos jogar aos pés de Cristo. Ele atenderá as nossas súplicas, todavia em seu tempo, desta feita, temos de ter fé para aguardá-lo mesmo que a situação fique pior, haja vista, que isto só indica que Deus quer realizar um milagre maior. Todavia, haverá pessoas que não acreditaram que Deus irá realizar algo, mas nós deveremos ficar sempre firmes na promessa de Jesus Cristo, que ressuscitará a nossa pequena menina

terça-feira, 24 de março de 2015

A missão integral de Jesus

René Padilla
 
Basta um estudo superficial de como Jesus desenvolveu seu ministério terreno para comprovar que para ele todas as necessidades humanas eram uma oportunidade de serviço. Nos Evangelhos não há a menor evidência de que ele pusesse as necessidades espirituais acima das corporais nem estas acima daquelas. Segundo o testemunho de Mateus, “percorria Jesus todas as cidades e aldeias da província da Galileia, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (9.35). 
 
Seu ensinamento, de um alto conteúdo ético, se resume no Sermão do Monte (Mt 5–7) e deixa claro que o que Deus requer de seus filhos não se limita a deveres religiosos na área da relação com ele, mas se estende a todos os aspectos da vida humana, sem exceção. Além da relação com Deus, abarca a relação com o próximo e com a criação de Deus. Como sugere o Pai-Nosso, se orienta para “o cumprimento da vontade de Deus na terra” da mesma maneira como essa boa e soberana vontade se cumpre no céu. O ministério de Jesus inclui, portanto, o ensino da lei de Deus e dos valores do reino: paz, justiça, reconciliação, atitude em relação aos bens terrenos. 
 
Vinculada estreitamente com o ensino, “a proclamação do reino de Deus” é um aspecto essencial do ministério de Jesus. Com efeito, o estudo deste conceito nos Evangelhos nos permite afirmar, sem medo de errar, que este foi o tema fundamental da pregação de Jesus. Não é à toa que a expressão reino de Deus (ou seu equivalente “reino dos céus”, no Evangelho de Mateus) se repete com tanta frequência nos Evangelhos. O de Marcos capta a importância desta proclamação quando resume as boas novas anunciadas por Jesus nestes termos: “O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (1.15b). Em um ambiente de expectativas messiânicas, como o que reinava entre os judeus naquele tempo, Jesus anuncia o cumprimento das profecias do Antigo Testamento. Não em termos do advento de um messias conquistador que vem libertar a nação de Israel de seus opressores, mas sim em sua própria pessoa e obra. Ele é o rei-servo que veio para estabelecer um reinado de paz e justiça! Como ele mesmo afirma no sermão inaugural (baseado em Isaías 61.1-2), na sinagoga de Nazaré da Galileia, no começo de seu ministério, referindo-se ao Messias enviado por Deus para anunciar boas novas aos pobres, proclamar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos e pregar o ano aceitável do Senhor: “nele se cumpre esta Escritura” na presença de seus ouvintes. E estes experimentam a presença do reino em suas vidas, na medida em que respondem a ele em arrependimento e fé.
 
O ensino e a proclamação do reino de Deus são acompanhados pela ação de Jesus em termos de “cura de toda enfermidade e de toda dor”. Os quatro Evangelhos demonstram essa maravilhosa liberação de poder milagroso em resposta às necessidades corporais de multidões submetidas à pobreza, sobretudo na província da Galileia. É óbvio que para Jesus o corpo humano não é menos digno de atenção e cuidado que o espírito. 
 
Se algo está claro a partir da descrição do ministério de Jesus é que para ele a unidade do ser humano é uma premissa fundamental e, consequentemente, a missão de Deus aponta para a restauração da totalidade da pessoa em comunidade, segundo o propósito que estabeleceu originalmente na criação. Assim, hoje tomamos parte nisso como continuadores da missão integral de Jesus, na medida em que orientamos nosso ministério para a satisfação de necessidades humanas de pessoas indivisíveis.
 
Traduzido por Wagner Guimarães 
 
C. René Padilla • é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de O Que É Missão Integral?.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O Corpo e Seus Membros

O plano de Deus é que deveria existir uma dependência mútua entre os crentes; contudo a Bíblia ensina isso primariamente em relação ao ministério público, e não à fé do indivíduo. Diz-se frequentemente, de uma forma ou de outra, que um cristão que está desvinculado de uma comunidade está fadado ao fracasso, mas esse ensino é mais autobiográfico do que bíblico, e é manipulador ao invés de encorajador. Ele é difundido por pessoas fracas ou por líderes que preferem ameaçar pessoas em vez de aprimorar seus próprios ministérios. Ao enfatizarem fé e adoração coletivas, ainda que sua intenção seja supostamente de fortalecer a igreja e seus membros, na verdade seu erro tem sido um fator importante para se perpetuar nos crentes a falta de vigor e compromisso.
O problema é que a sua doutrina equivale a uma negação da plenitude e suficiência de Cristo. Jesus Cristo é suficiente para sustentar e nutrir cada crente em particular totalmente à parte de qualquer outro crente. Há somente um Pai e um mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo. A igreja não é nossa mãe e nosso sacerdote. Antes, cada cristão é um sacerdote divinamente ordenado para a sua posição com plenos direitos de aproximar-se do trono dos céus e receber e administrar tudo o que Deus tem a oferecer por meio de Jesus Cristo. O cristão pode receber tudo de Cristo por meio da fé e pelo contato direto com Deus, sem a assistência da igreja e muito menos a sua permissão. Qualquer doutrina diferente disso é um ataque à suficiência e mediação de Cristo e deve ser considerada heresia.
O foco aqui é o princípio, e não que uma fé isolada é sempre preferível ou que a pessoa deveria deliberadamente buscar esse tipo de fé. E quando a preocupação tem a ver com o princípio, devemos insistir que a doutrina popular que faz da comunidade uma questão de necessidade é uma doutrina que não vem da revelação de Deus, mas da incredulidade e de suposições pessimistas sobre o potencial de um indivíduo perante Cristo. Quando se assume que comunidade é algo necessário para o florescimento ou mesmo para a sobrevivência da fé do indivíduo, encorajar a fé coletiva se torna a mesma coisa que encorajar a fraqueza pessoal. Isso é também um desserviço à comunidade, porque em vez de se reunir por amor, um bando de covardes se reúne agora por necessidade de se deixar arrastar pelos outros.
Jeremias era extremamente solitário, e Paulo teve às vezes de encarar as maiores provações sozinho, mas Jesus Cristo estava com eles e era suficiente para eles. Você diz: “Mas eu não sou Jeremias ou Paulo”. Certo, e enquanto continuar pensando dessa forma você nunca será qualquer coisa parecida com eles. Você não é Jeremias ou Paulo, mas confia no mesmo Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, e assim não existe nenhuma diferença. Logo, jamais devemos sacrificar a suficiência de Cristo para preservar a importância da comunhão na igreja. E se você não pode passar o dia sem depender de outro homem para sustentá-lo, ao menos não infecte os outros com a sua incredulidade e fraqueza. Assim também, pregadores que negam a suficiência de Cristo para o indivíduo a fim de preservar a importância da comunidade deveriam ser repelidos. A igreja é de fato plano de Deus, mas não para o propósito de sobrevivência espiritual do indivíduo. Jesus Cristo é suficiente ― mais que suficiente ― para cada pessoa à parte da comunidade. Isso é inegociável.
Quando se trata do contexto público, como em uma reunião de igreja ou tarefas cotidianas da comunidade, o plano de Deus é de fato a dependência mútua, e nenhuma pessoa pode representar todo o corpo ou realizar todas as suas funções. Antes, cada pessoa é posta em seu próprio lugar de acordo com a vontade de Deus. Como escreve Paulo, “De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade”. Não se espera que façamos todos as mesmas coisas ou foquemos igualmente as mesmas coisas. Eventualmente um evangelista poderia enfatizar tanto a primazia do evangelismo que leva todas as outras pessoas se sentirem culpadas por não fazerem tanto quanto ele. Mas ele não está alimentando nenhum órfão. Então aquele que não faz nada mais que alimentar órfãos aparece e faz o evangelista parecer um hipócrita de coração frio. Deus nos colocou em nossas próprias posições, e não devemos definir o corpo como um todo por nenhuma função pela qual estamos obcecados: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo”.
É aqui que a distinção entre a fé do indivíduo e o ministério público se torna essencial. Como indivíduo, posso realizar em uma pequena escala quase qualquer função no corpo de Cristo, ainda que esse não seja o meu ministério principal. Isto é, posso não ter sido chamado a liderar um projeto nacional para alimentar os famintos, mas eu seria negligente se um pedinte morresse de fome na soleira de minha porta. No entanto, só porque devo alimentar o pedinte na soleira de minha porta, isso não significa que eu deveria liderar um esforço nacional de combate à fome. Em vez disso, talvez Deus tenha me chamado para combater essa confusão ridícula sobre fé pessoal e fé coletiva. Em outras palavras, cada pessoa deveria ser uma crente completa, mas nenhuma pessoa precisa ser uma igreja inteira.
Você pode não pensar em seu dedo mindinho a todo o momento, mas se alguma vez você já o torceu, subitamente percebeu que depende dele o tempo todo. Agora ele dói quando você se levanta, quando se vira, quando caminha. O que acontece se um papel fino corta o seu dedo? Ele dói quando você faz quase qualquer coisa ― dói quando você escreve, quando você dirige, quando você cozinha, quando você lança uma bola ― de modo que “quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele” (v. 26). Da mesma forma, a pessoa que lida com processos burocráticos na igreja, ou talvez faz a contabilidade, recebe pouca atenção; mas imagine o caos se ela for subitamente removida, ou se ela é incompetente ou desonesta.
Para enfatizar uma vez mais o ponto anterior, se você prega na igreja e alguém outro limpa o chão, isso não significa que essa pessoa também limpa o seu chão quando você vai para casa. E se você limpa o seu próprio chão em casa, isso não significa que você deve limpá-lo na igreja, a menos que esse seja o seu emprego. Novamente, Cristo é suficiente para todo crente, para que todo crente pudesse ser completo, mas cada crente não desempenha todas as funções na igreja, de forma que há uma dependência mútua na igreja. Uma teologia da igreja que em qualquer grau compromete a suficiência total de Cristo ou o potencial e a responsabilidade do indivíduo é uma doutrina falsa.
Ora, uma pessoa pode crescer em proficiência, e um dom pode crescer em poder através da oração, do estudo e do uso regular, mas a capacidade parecerá nativa para ela, e não artificial ou forçada. Uma pessoa que não pode desempenhar, digamos, deveres administrativos pode muito bem receber a capacidade após a conversão, mas isso se tornará natural para ela dali em diante. Um olho é um olho porque Deus o fez um olho. Assim também, para um olho ser um olho, basta apenas ele ser ele mesmo. Ele não tem de ser algo que ele não é nem deveria ser invejoso ou fingir ser outro membro no corpo. É assim que ele funcionará de acordo com o seu verdadeiro propósito e potencial.
Autor Vicent Cheng