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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vós que conheceis o tempo; é a hora de despertar!

Romanos 13:11-14

Introdução
Um alerta Paulino mui rotineiro em suas epístolas que é o de se preparar para o dia do encontro com o Senhor, destarte a vida Cristã é colocada sempre num aspecto soteriológico, ou seja, o salvo vive como salvo Rom. 13:11ª ... Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos... A consciência proporcionada pelo discernimento espiritual esta arraigada na revelação divina, este processo é resultado pela redenção final (Rom. 8: 23 E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo).
            De modo, que Paulo fala da era atual como noite e há vindoura como dia (Rom. 13:12), o cristão deve romper o controle do pecado e viver virtuosamente (Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Efésios 6:11-12), Paulo utiliza a metáfora “armas da luz” ressalta o desenvolvimento das virtudes espirituais.
                O caminho traçado por Paulo é o da dignidade (Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Romanos 13:13), isto é, contra toda forma carnal de vida; este entendimento é que o cristão deverá se abster de tudo que poderá afastá-lo de Deus. Assim, urge o conselho de Paulo de se revestir de Cristo (Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne. Romanos 13:14), isto é, aquele que está em Cristo deverá viver de maneira coerente a sua fé.
I)                    Da Vida Cristã
Sobre vida cristã é baldrame paulino, e este pensamento é construído sobre dois pontos helenistas a “eleutheria”, que quer dizer liberdade, e “autarkeia”, ou seja, contentamento. Todavia, para São Paulo só poderá lograr sucesso neste objetivo aquele que tiver a sua mente transformada em Cristo (Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2). Esta mudança de mente transformará o mundo de quem mergulhou em Jesus Cristo.
Quem tiver esta mente provocará admiração pelo seu preceder (aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. Romanos 14:18). O cristão deve afastar-se de qualquer coisa que seja vergonhosa (Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Efésios 5:11), e isto é possível pelo o entendimento deste está iluminado por Cristo (Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Efésios 5:8-10), não apenas viver de maneira digna aos homens, mas sobretudo à Deus.
A grande motivação dos fiéis não é o reconhecimento dos homens, mas sim, o de Deus. Não obstante, como ter um viver a onde Deus venha se agradar? Só há uma forma; ser um imitador de Jesus Cristo (De fato, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor; apesar de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo. 1 Tessalonicenses 1:6), o ponto salientador é que estes receberam a Palavra com muito sofrimento, mostrando que a alegria da vida cristã está na obediência à Cristo. Aos Coríntios o Apóstolo Paulo continua com imitatio Christi (Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo. 1 Coríntios 11:1), sendo que nesta epístola a ênfase é o serviço sacrificial. Agradar a Deus para São Paulo é descobrir o valor do altruísmo na vida cristã, aquele que está em Cristo não faz nada para aditamento próprio, porém para o bem comum (Também eu procuro agradar a todos de todas as formas. Porque não estou procurando o meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos. 1 Coríntios 10:33) . O padrão deste conceito é mui elevado, nenhum ser humano poderá por si mesmo chegar a este objetivo, pois a nova vida do cristão é ser como Cristo. Como ter a “Nova Vida” que Deus nos exige?
II)                  Uma Nova Criação
Este adágio esta resumido na declaração clássica de Paulo (Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! 2 Coríntios 5:17). Neste texto não é apenas um mudança subjetiva, ou seja, apenas de pensamento, mas sim de uma novidade escatológica.
                No Antigo Testamento a ideia de novidade é distintamente escatológica. Os profetas tinha um grande anseio pelo dia em que Deus faria algo novo (Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. Isaías 43:19; Jr. 31:21-22). O fim desta obra redentora é sem sombra de dúvida uma nova aliança (Farei uma aliança de paz com elas e deixarei a terra livre de animais selvagens para que possam, com segurança, viver no deserto e dormir nas florestas. Ezequiel 34:25).
                Esta novidade está presente no Novo Testamento numa escatologia em Jesus Cristo, Deus criará novo céu e nova terra (Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Apocalipse 21:1), a nova Jerusalém será plantada entre os homens direto dos céus (Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Apocalipse 21:2), Deus derramará vinho novo para o banquete escatológico, providenciado pelo próprio Deus (Eu lhes afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus". Marcos 14:25), dará ao seu povo um novo nome (Farei do vencedor uma coluna no santuário do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu da parte de Deus; e também escreverei nele o meu novo nome. Apocalipse 3:12), e um no cântico novo (Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da terra. Apocalipse 14:3); e fará novas todas as coisas (Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas! " E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança". Apocalipse 21:5).
Conclusão:
A era atual foi substituída para os eleitos por uma nova era, a onde em Cristo o que é velho já passou e tudo se fez. Isto diz respeito que em Cristo todos os eleitos são livres do presente século mau (que se entregou a si mesmo por nossos pecados a fim de nos resgatar desta presente era perversa, segundo a vontade de nosso Deus e Pai Gálatas 1:4), os eleitos não precisam mais conformar com este século (Rom 12:2). Há uma nova aliança com Deus, já estabelecida pelo Sangue de Jesus Cristo (Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim". 1 Coríntios 11:25), assim vós que conheceis o tempo; é a hora de despertar! Você é uma nova criação em Cristo, então viva como eleito de Deus praticando as boas obras (Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. Efésios 2:10), isto é possível pois os que estão em Cristo são revestidos de um novo homem (Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. Colossenses 3:9-10). Revestir do novo homem é mais além de uma renovação moral, é sem dúvida uma renovação humanística, com a nova criação já existente, ou seja, Cristo. Assim é uma transformação para ser uma humanidade à semelhança de Deus (Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade. Efésios 4:22-24).


sábado, 11 de outubro de 2014

Futilidade de procurar o significado da vida

 

 


            Texto central: Eclesiastes 12:13 ¶ De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.





     O livro de Eclesiastes é um livro que emana várias polemicas a respeito de sua interpretação e conteúdo, é um livro que tem algumas palavras chaves que proporcionam o sentido do contexto do livro. Iremos primeiro determos ao título que é em hebraico tlhq  (Qohélet) (Eclesiastes 1: 1 ¶ Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém:), é o que fala em assembleia, a raiz desta palavra é lhq (qehal) que nos dá um entendimento de convocação, assembléia que é encontrado em Gn 49:6 e Dt 9:10; que foram traduzidos como assembléia (RA21), este título é dado ao que com palavras congrega pessoas para instruí-las. Nesta linha de raciocínio a Septuaginta deu o nome de Εκκλησιαστής (Eclesiastes) que tem o significado também de assembléia.

            Este livro é o que o חכם (hakam), o sábio, reflete a vida em seu significado, não as palavras de um rei é as palavras de um sábio questionando a futilidade de procurar o significado da vida (Eclesiastes 1: 2  Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. RA), um questionamento não da vida, mas sim, do questionar o questionar do viver, a outra palavra para melhor entendermos as proposições desta obra é הבל  (habel) que é traduzida como: vaidade; futilidade; inutilidade. Assim passamos a nos situarmos no tema do livro הבל מחפשים את משמעות החיים (futilidade de procurar o significado da vida).

            Podemos dividir este livro em duas grandes partes que nos ajudaram no decorrer desta mensagem a ter uma compreensão melhor das mensagens deste livro inspirado por Deus para a nossa vida. A primeira parte é à base das contraposições do sábio a forma de viver fútil que é descrita nos seus seis primeiros capítulos. É demonstrada a futilidade da mera sabedoria natural (Eclesiastes 1:4 ¶ Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.), a sabedoria natural é limitada e não responderá o homem as suas indagações (Eclesiastes 1: 18  Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.), e assim sobrevirá a tristeza de rever a sua vida em futilidade de existência. Também é demonstrada dentro deste contexto a futilidade de buscar o prazer e o lucro material em tudo (Eclesiastes 2: 1 ¶ Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade.), não há neste mundo prazer no lucro que possam ser de satisfação plena a alma do ser humano (Eclesiastes 2: 11  Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.), o ‘ser humano’ vazio de Deus busca suprir este vazio com coisas matérias e fúteis. No capítulo 3 é demonstrada ao homem a futilidade de desprezar a eternidade (Eclesiastes 3:11 ¶ Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.), o homem que despreza a eternidade vive de forma fútil neste tempo de vida. Em contraste com os dias atuais e com a vaidade humana de buscar ser o que não lhe é necessário o capitulo (4) apresenta a futilidade de buscar o sucesso e do trabalho de forma extremada (Eclesiastes 4: 13-14 ¶ Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que já não se deixa admoestar, ainda que aquele saia do cárcere para reinar ou nasça pobre no reino deste.). É futilidade da vida em que vivemos? É fútil viver a vida que viva sem Deus, dentro de uma religião vazia, e de uma vida pautada apenas nas riquezas deste mundo (Eclesiastes 5: 1; 13¶ Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.  Grave mal vi debaixo do sol: as riquezas que seus donos guardam para o próprio dano.), a religião não deve ser frívola e nem as riquezas opressivas. Será que haverá futilidade nas realizações humanas? É incrível como a Bíblia contrasta com o mundo e a sua sabedoria, meras realizações terrenas é o retrato da grande futilidade humana, principalmente quando estas não indicam para outrem e sim apenas para o conquistador das mesmas (Eclesiastes 6: 9  Melhor é a vista dos olhos do que o andar ocioso da cobiça; também isto é vaidade e correr atrás do vento.).

            A segunda parte deste livro nos fala da felicidade de achar o significado da vida com Deus, que se estende do capítulo 7 ao 12. Quando a pessoa acha o significado de viver com Deus ela forja neste achado um bom caráter (Eclesiastes 7: 1 ¶ Melhor é a boa fama do que o ungüento precioso, e o dia da morte, melhor do que o dia do nascimento.), para que venha assemelhar-se mais e mais com Deus. Ao buscar um bom caráter, e se aproximando seu padrão moral com o padrão moral de Deus, este ser humano buscará a responsabilidade de ser um bom cidadão (Eclesiastes 8:2 Eu te digo: observa o mandamento do rei, e isso por causa do teu juramento feito a Deus.), e isso acontecerá pelo temor a Deus. Muitos vivem sem perspectivas do presente, isto porque não levam em conta a necessidade considerar a vida em função da morte (Eclesiastes 9: 3 Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos. 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. 12  Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles.), a vida do homem é limitada sem esperança de longevidade plena, sem limitações do tempo, nesta vida finita o homem tem de ser conciso em seus atos e correto em seu proceder pois os seu dias são curtos e no fim é o fim de sua chance de ter uma vida em plenitude. Quando o ser humano chega perto do fim de sua vida ele o analisa os seus dias com mais sabedoria e percebe que as suas falhas foram causadas pela falta de sabedoria, isto o leva a pensar que a necessidade de ter riquezas não se compara à necessidade de ter a sabedoria (Eclesiastes 10: 1 ¶ Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia. 8  Quem abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra. 9  Quem arranca pedras será maltratado por elas, e o que racha lenha expõe-se ao perigo. 12 ¶ Nas palavras do sábio há favor, mas ao tolo os seus lábios devoram. 13  As primeiras palavras da boca do tolo são estultícia, e as últimas, loucura perversa .14  O estulto multiplica as palavras, ainda que o homem não sabe o que sucederá; e quem lhe manifestará o que será depois dele?), a ausência de sabedoria faz perder todas as conquistas do ser humano em toda a sua vida, quem aprende com a sabedoria vive melhor. Quando é analisado o proceder de uma vida inteira é demonstrada a necessidade de semear sabiamente para uma colheita vindoura (Eclesiastes 11: 1 ¶ Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. 4  Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. 8  Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade. 9  Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. 10  Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.), ao semear corretamente na vida trará um preparo para os dias de alegria e de grande tristeza. A sabedoria nos aponta ainda para uma outra grande necessidade, que é a de se lembrar de Deus em momento de juventude (Eclesiastes 12: 1 ¶ Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; 2  antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; 3  no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; 4  e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; 5  como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; 6  antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, 7  e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. 13 ¶ De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.) a verdadeira sabedoria é a sabedoria de Deus, o jovem só terá uma velhice sem incômodos quando o mesmo temer a Deus para que lhe vá bem em seu caminho.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A Natureza da Salvação no Evangelho de Cristo por São João


A Natureza da Salvação no Evangelho de São João é pela necessidade do homem ser salvo. A termologia mais usada para São João é a vida eterna, ou vida; isto aponta para o ser humano morto em seu pecado contrário a Deus, o homem sem Deus caminha para o inferno, ou seja, para a morte. Assim o entendimento de São João é ter vida é tê-la unicamente em Jesus Cristo, ou seja, compartilhar da Vida de Deus (Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. João 1:4). O princípio dos atributos eterno e imutável de Deus está presentes na vida que Ele concede aos que outrora se encontravam mortos, esta vida em Cristo é eterna, haja vista, que nunca irá ser perdida (Jo. 3:16; 6:27; 10:28). Desta feita, há uma compreensão da expressão “nascer de Deus” ou “nascer de novo” (Jo. 1:13; Jo. 3:3,5), o entendimento de São João é que ser humana não tem vida até receber de Deus. Esta vida é um relacionamento de conhecer intimamente o Pai e o Filho (Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3). Trata-se então de vida de relacionamento com Deus, sendo assim este relacionamento proporcionará uma vida mais abundante (O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. João 10:10).
Esta nova existência é uma nova existência em Deus, na sua totalidade: no Pai (Jo. 14:23; 17:21), no Filho (Jo 14:20,23; 17:21,23,26), e no Espírito Santo (Jo 7:39; 14:17). Em Deus a nossa vida carnal é saciada na vida espiritual, a isto se deve a expressão “beber da água” ou “comer do pão”. A vida é eterna e não se rompe com a morte física (Jo. 5:21-29; 6:40, 51,54, 58). No cristianismo a uma antecipação da vida eterna, ela é uma posse atual (Jo 3:36; 5:24; 6:47; 11:25-26), esta vida é sustentada por Cristo, que oferece água da vida (Jo 4: 10-14; Jo 7:38), sendo Ele o próprio Pão da vida (Jo. 6:27-36).
Como a salvação é recebida? Apesar de esta provir unicamente de Deus, a uma resposta do homem pela graça a este comunicada por Deus, esta graça é irresistível, e é ela que produz a resposta nos eleitos de Deus.
A salvação provém do Senhor, unicamente do Senhor e é iniciativa do Senhor salvar a humanidade, não apenas concernente ao envio do Salvador Jesus Cristo, mas também em atrair o pecador até Ele mesmo, para que estes venham ser salvos por Ele. Ninguém pode, ou poderá vir a Cristo se este não for atraído pelo Pai, ou seja, Deus atraiu os eleitos a si mesmo para salvá-los de si mesmo (Jo. 6:37,44,65; 8:47; 10:29; 15:16, 19; 17:2, 6). O entendimento dos textos citados é de que o processo da salvação começa e termina em Deus. As pessoas são salvas mediante a ação do Espirito Santo e, demonstra que não há um sinergismo na salvação, pois este novo nascimento é fruto da ação do Espírito Santo (Jo 3:1-8), assim a fé é gerada no eleito. São João declara que o Amor de Deus é para todo o Mundo, todavia o Amor de Filho é dado unicamente ao que crer (Jo. 3:16-17), num episódio rotineiro aonde os Fariseus atacam a Cristo por não compreenderem as suas Palavras de vida, Jesus diz para eles pararem de criticá-lo, e depois de explicar que eles não entendem porque não foram enviados por Deus a ele, o Filho do Deus Vivo pronuncia (Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão ensinados por Deus’. Todos os que ouvem o Pai e dele aprendem vêm a mim. João 6:45), mas uma vez é demonstrado a ação única de Deus atraindo os seres humanos a Cristo.
Mesmo assim, a parte humana concernente a Salvação não é passiva. Há uma resposta no eleito quando esta fé e despertada; o comprometimento com o Seu Salvador é o ponto inicial para ser salvo. Fé não é crença, é fidelidade com Cristo (Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. João 15:10), este comprometer é amar a Cristo, e amar a Cristo é obedecê-lo através do cumprimento de sua palavra (Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele". João 14:21), então o “modus operante” da fé para São João é a prática da palavra de Deus. Deus prover para o eleito tudo o que ele necessita para ser salvo (Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. João 14:15-18).
A salvação de Cristo do pecado proporciona a vitória eterna, ou seja, a vitória contra a morte, esta é a promessa de Jesus Cristo escrita no evangelho de São João (E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". João 6:39-40), a salvação se experimenta nesta vida mas, se estende para sempre (Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:54), Cristo lhe dá a sua vida e compartilha a comunhão dele com o Pai, consigo até a sua vinda em Glória no último dia.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Profecias Messiânicas

 

Há a registrar ainda um aspecto importante da obra dos profetas, que não deve ser esquecido, se porventura queremos analisar até que ponto os profetas contribuíram na preparação de Israel para poder participar na redenção da humanidade. Além de lembrarem o passado e o presente, não deixaram de dirigir a atenção do povo para o futuro. A ideia de um "dia do Senhor" em que Ele havia de manifestar-Se em todo o Seu poder não era nova no séc. VIII. Na crença popular, todavia, significava um tempo quando Israel triunfaria de seus inimigos. Os profetas, por outro lado, acentuavam que para um povo desobediente seria um dia de trevas e não de luz. Deus seria vingado pelo castigo de todos os transgressores, fossem pagãos ou israelitas, embora os privilégios e as bênçãos prometidos aos cumpridores da Lei não sejam distribuídos senão com um critério justíssimo.

Os profetas, no entanto, consideravam ainda outro aspecto, ao terem em vista o futuro que apontavam. É que não o faziam com o fim de aterrorizar os pecadores, lembrando-lhes a justiça retributiva de Jeová, mas por outro lado, revelava-lhes o plano de Deus em relação ao povo escolhido. Como as outras nações, também Israel tinha um ideal em vista, pelo qual lutava com todas as suas energias. Era necessário que a sua vida moral fosse estimulada, não só pela esperança, mas também pela lembrança. Houve períodos na sua história em que se tornou notável a influência exercida pelos países circunvizinhos. Era de ver como se aplicava em preparar o exército e desenvolver o comércio e a indústria. Mas uma série de desastres e de revezes veio desfazer o sonho dourado desta supremacia mundana, embora a chama de esperança se mantivesse viva ainda por muito tempo. A pregação dos profetas chamou a atenção para a verdadeira vocação do país e procurou exaltar os ânimos com a visão dum futuro glorioso, que de longe ultrapassaria a história do passado. Embora, por causa do pecado, o país tivesse de sofrer a perda do território nacional, do templo e da própria independência, não tardaria a oportunidade em que o povo seria purificado e enriquecido, após uma restauração vitoriosa, e iria instruir os outros povos no conhecimento do Senhor, orientando-os no caminho da justiça e da paz. Ora, o cumprimento de tais promessas vem quase sempre associado a uma Pessoa, apresentada sob diferentes formas, e ultimamente designada por Messias (#Dn 9.25-26). Já tinha havido uma série de profecias relativas a essa Pessoa a começar pelas do Protoevangelho (#Gn 3.15), mas as que haviam de aludir mais diretamente ao Messias eram, sem dúvida, as dos profetas do séc. VIII em diante, que não se cansam de apelidá-lo Profeta, Sacerdote e Rei. É sobretudo nos últimos capítulos de Isaías que mais se desenvolvem os dons proféticos do Messias: É chamado desde o ventre (#Is 49.1); a Sua boca é uma espada aguda, uma frecha limpa na aljava do Senhor (#Is 49.2); Jeová dá-lhe uma língua erudita, para saber dizer a seu tempo uma palavra e todas as manhãs Lhe desperta o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem (#Is 50.4); a Sua mensagem é dirigida aos mansos (#Is 61.1), porque foi enviado a restaurar os contritos de coração e a proclamar a liberdade aos cativos, não só de Israel mas também dos gentios, pois levará a salvação até à extremidade da terra (#Is 49.6); finalmente, confiado no braço do Senhor, o Messias prosseguirá tranquilamente a missão de que é incumbido, apesar do desprezo e das perseguições (#Is 49.7; #Is 50.5-7).

Ser profeta entre as nações era, sem dúvida, a vocação de Israel, e o profeta por excelência só poderia sair de Israel. Mas há ainda outro aspecto a considerar. É que o Servo sairá vitorioso através do sofrimento e da dor. Ninguém Lhe dará crédito; será desprezado e incompreendido; levado à morte, mas sem um protesto; considerado um malfeitor, mas sem se opor nem defender; será atormentado pelos pecados do povo de Deus, e por eles oferecerá a alma ao Deus que o ressuscitará dos mortos para a justificação de muitos; pela morte será, pois, glorificado (#Is 52.13-53.12). O Novo Testamento atribui estas palavras a um único indivíduo-Nosso Senhor Jesus Cristo não a uma nação inteira (cfr. #At 8.35).

Depois do exílio, Zacarias fala dum sacerdote, que será ao mesmo tempo rei. É muito natural que se trate da mesma pessoa, embora os outros profetas não desenvolvam tão largamente esta ideia. Ela aparece, todavia, no #Sl 110 e é o tema geral da Epístola aos Hebreus.

O rei Davi simboliza dum modo especial o Messias-Rei. Como? O Messias nasce dum dos ramos da árvore de Davi, embora em circunstâncias humildes (#Is 11.1); é cumulado dos sete dons do Espírito, por isso só julga em conformidade com a conduta moral; como Juiz, é justo, reto e fiel; como Rei, subordinará as forças do mal, que irão sendo eliminadas à medida que o conhecimento de Deus se for espalhando pela terra; finalmente será o Salvador das nações e a Esperança de Judeus e de Gentios (#Is 11). Ao contrário dos reis da terra, não usará da força para obter e defender o seu império. Não cavalgará sobre ginetes de luxo, nem utilizará carros imponentes. Montará um simples jumentinho e o Seu império estender-se-á de um mar a outro mar, e desde o rio até às extremidades da terra (#Zc 9.9-10).

Muitos outros passos das obras dos profetas aludem às excelsas virtudes desse grande Legislador. Isaías chama-Lhe o Deus Forte (#Is 9.6); Jeremias "O Senhor, Justiça Nossa" (#Jr 23.6); Miquéias declara que as Suas saídas são desde os tempos antigos (#Mq 5.2); Daniel vaticina-Lhe um domínio eterno, que não passará (#Dn 7.14). Outros textos falam-nos da missão divina do Messias, sem que por isso impliquem uma realeza no sentido humano. Zacarias descreve-O como o companheiro do Senhor dos Exércitos (#Zc 13.7) e Malaquias chama-Lhe o Anjo da Aliança que de repente virá ao Seu templo (#Ml 3.1).


Acabamos de examinar algumas das muitas alusões ao Salvador nas obras dos profetas, mais que suficientes para provarem os traços gerais das profecias messiânicas, que a partir do séc. VIII começaram a trazer à luz, embora veladamente, a glória e esplendor celestial do Messias. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O Caminho da Caridade


Foto: Domingo as 18 horas, estaremos pregando: "O Caminho da Caridade".
Endereço: Rua Aida Curi, nº 40, Taquara - Rio de Janeiro.
Você é o nosso convidado.

Texto: I Cor. 16:14

Não há dúvida quando se fala de vida cristã, se falará de uma vida de amor. Este pensamento é válido, porque no Calvário é demonstrado o verdadeiro amor para uma humanidade sem amor. E quando somos cristãos; somos membros da Igreja de Cristo, uma comunidade mui amada. Por ser parte do corpo de Cristo, estes são chamados a viverem em amor para com Deus, e uns pelos outros. A vida em amor é cumprimento mais perfeito da Lei de Deus (Rom. 13:8-10; Gla. 5:14; I Tim. 1:5).

Deus não só tem amor por nós, mas, também gera este amor por nós. Nenhum crente gera amor por si mesmo, todavia este amor é gerado por Deus na vida destes, tal amor vem quando o cristão encontra o caminho dEle. Não é que um pessoa se tornou muito boa quando aceitou a Cristo, foi o amor de Deus que foi derramado em sua vida (Rom. 5:5); Deus nos dá um Espírito de amor (II Tim. 1:7), é o primeiro fruto apontado por São Paulo (Gal. 5:22).

O amor comunitário só poderá ser ensinado e doado pelo próprio Deus (I Tes. 4:9). É o Senhor que faz os cristãos transbordarem de amor uns pelos outros (I Tes. 3:12). Só existirá amor verdadeiro quando este amor estiver em Cristo (I Tim. 1:14) e "no Espírito Santo" (Col. 1:8); bem da verdade é o amor produzido pelo Espírito. Não há dúvida que o amor é resultado da atuação do Espírito Santo.

Quando analisamos a igreja, notamos que a Igreja deve viver em amor (Ef. 5:2), quando isto não acontece devemos sofrer as mais duras críticas (Rom. 14:15). O amor por natureza é algo habitual, devemos praticar todos os atos de amor (I Cor. 16:14). Não existe nada dentro da Igreja invisível mais notório que o Amor (I Cor. 13: 1-3). Quem imbui a si características do Amor, se aproxima da vida que Deus idealiza para os seus filhos: estes são perseverantes e gentil, e não orgulhosos (I Cor. 13:4). Quem ama não é egoísta, não é irascível e também não guarda rancor (I Cor. 13:5). Fica feliz quando a verdade prevalece, não quando a maldade se fortalece (I Cor. 13:6). O amor dura para sempre (I Cor. 13: 7,13).

O amor deve ser a busca obsessiva do cristão, este deve perseguir tal objetivo com avidez (I Cor. 14:1; II Tim. 2:22); não deveremos achar que o Amor surgirá sem nos esmerarmos a procurá-lo. O baldrame da vida cristã é o amor (Ef. 3:17); é algo maravilhoso "poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:18-19). Em mundo a onde os seres humanos são estigmatizados pelo egoísmo, pelas guerras, pelos ódios, pelos preconceito, Deus projeta para a igreja uma identificação diferente; uma identificação dada pelo o Amor e o amar. O vínculo da Igreja de Cristo é do amor (Col. 2:2), que é o vínculo da perfeição (Col.3:14). Pois, a edificação do Corpo de Cristo, é feito em Amor  (Ef. 4:16) e pelo Amor (I Cor. 8:1). São Paulo tinha uma esperança, de que a Igreja de Cristo demonstrassem este amor (II Cor. 2:8; 8:8; Gal. 5:13), e o mesmo ora a Deus para que seja super abundante (Filp. 1:9).

Muitos hoje vivem uma vida de fé mistica, sobrenatural, buscando mover montes, e abrir mares, ressuscitar mortos e curar enfermos pelo poder desta fé, entretanto se esquecem que a verdadeira Fé é vivenciada pelo o AMOR verdadeiro (Gal. 5:6). Não há rituais, mandingas que te levará a cumprir a vontade de Deus, somente o cuidada com o próximo é o que Deus quer de nós (Is 58:1-12), e não uma religião de aparência. Neste tempo temos de viver uma vida direcionada no verdadeiro AMOR para que possamos vivenciar uma verdadeira religião (A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. Tiago 1:27).

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Doutrina da Salvação (Vivendo diferente de Lo-debar em Jerusalém)

Foto: Amanhã no culto das 18 Horas "Doutrina da Salvação (Vivendo diferente de Lo-debar em Jerusalém)". Venha aprender e apreender    conosco esta Palavra.
Hebreus 10:5-7
O Velho Testamento fala tanto da salvação por Jesus Cristo quanto fala o Novo Testamento. O que o Velho Testamento revela por símbolos, tipos, enigmas e mistérios, o Novo Testamento revela abertamente. Entendemos melhor os ensinos do Novo Testamento se consideramos as profecias e mistérios do Velho Testamento. Entendemos melhor os mistérios do Velho Testamento se consideramos os ensinos do Novo Testamento. O que sobreveio como figuras no Velho Testamento foi escrito para nosso aviso (I Cor. 10:11) e para nosso ensino (Romanos 15:4). Fazemos bem quando tomamos as Escrituras do Velho Testamento e do Novo Testamento como todos proveitosos para fazer-nos perfeitos e perfeitamente instruídos para toda a boa obra (II Tim 3:15-17).
Por Deus ser imutável (Mal 3:6; Tiago 1:17), e por Ele ter somente um eterno propósito em Cristo Jesus (Efés. 3:11), convém examinar todas as Escrituras para sermos instruídos bem nesta doutrina gloriosa da salvação. Pelo Espírito de Cristo estar nos profetas (I Pedro 1:10-12; Apoc 19:10), o que foi escrito, mesmo desde o princípio, no Velho Testamento, fala da obra expiatória de Cristo (Hebreus 10:5-7).
Para resumir muitos aspectos da salvação vistos claramente no Novo Testamento, o Velho Testamento pode ser bem útil. O caso do arco de Noé, com a sua pregação a todos por mais de que cem anos, a exclusividade da graça de Deus sobre a família de Noé, a preservação e perseverança destes até a obtenção da terra nova, pode ser mencionado para resumir essa doutrina de salvação. Pode ser considerado também o tabernáculo com as suas ofertas, sacerdócio, tipos como claras apresentações de todos os aspectos de salvação. O tempo esgotará se mencionamos também as vidas de Abraão, José, filho de Jacó, Josué, Rute e Ester, pois essas vidas manifestam claramente a graça e misericórdia de Deus no assunto de soteriologia. Não correremos para todos esses casos mas queremos estudar um único caso do Velho Testamento e assim fazendo, com as bênçãos de Deus, entenderemos melhor esse assunto importante. Queremos observar o tratamento do rei Davi para com o Mefibosete (II Sam 9:1-13).
O designo da restauração de Mefibosete foi a glória do rei. O caso Bíblico da restauração de Mefibosete trouxe um incapaz e desprezível à mesa do rei, uma ação que redundou para a glória da graça do rei. Assim entendemos o designo da salvação é trazer um morto em pecados e ofensas à gloriosa luz da presença de Deus para a Sua glória (Romanos 11:36, "Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente."; Efés. 1:6, "Para louvor e glória da Sua graça").
A causa da restauração de Mefibosete foi o desejo, o poder e a graça do rei. A procura da descendência da casa de Saul, foi iniciada pelo rei (v. 1). O rei quis buscar o Mefibosete. Nisso entendemos que a salvação é operada pelo seu beneplácito, ou seja, o bom prazer da Sua vontade (Efés. 1:11). O rei podia deixar de procurar este aleijado tão facilmente que podia o procurar. Ninguém e nada o forçou a fazer isso como também ninguém o impediu. Isso mostra a soberania de Deus na salvação (Sal. 135:6; Daniel 4:35; Romanos 9:15,16,21). Graças à boa vontade e soberania do rei, o Mefibosete foi restaurado. Graças à boa vontade e soberania de Deus, pecadores hoje são salvos (Efés. 1:11).
O necessitado da restauração foi Mefibosete. O nome Mefibosete significa coisa vergonhosa (Leaves, Worms, Butterflies & T.U.L.I.P.S., p. 150). O nome do lugar que ele morava era Lo-Debar, um nome que significa sem pastagem (Leaves ..., p.152). Mefibosete é descrito como aleijado de "ambos os pés" (v. 3,13) e um "cão morto" (v. 8). Este homem buscado pelo rei não tinha nada glorioso para merecer a atenção do rei. Ele era descendência do inimigo do rei, aleijado e desprezível. Externamente, ele era incapaz de viver uma vida real (aleijado de "ambos os pés"), e, internamente, ele reconhecia que não merecia nenhuma bondade do rei ("cão morto"). Tudo isso retrata a posição do pecador que Deus busca. O pecador é descendência do primeiro Adão, e inimigo (Romanos 5:12; 8:6-8) como também é terrivelmente aleijado espiritualmente (Romanos 5:6,8; Efés. 2:1). Além disso, o pecador habita contentemente nas trevas (João 3:19) onde a morte reina (Romanos 6:23) não merecendo nada senão a justa condenação de Deus. Se o rei Davi não buscasse em graça e misericórdia, Mefibosete não teria sido restaurado. Assim é a condição do pecador hoje (Romanos 3:10-18; 5:12). Sem Deus buscar em graça e amor, nenhum pecador será salvo (Romanos 5:8; Efés. 2:8,9).
Como o Mefibosete era um aleijado (incapaz), morador de Lo-Debar (lugar sem pastagem) e reconhecia seu estado de baixeza ao ser trazido na presença do Rei (II Sam 9:6, "Eis aqui teu servo"), assim o pecador é incapaz (Romanos 8:6-8), morto em pecado (longe da santidade de Deus, Romanos 3:23), e reconhece o seu estado de baixeza quando é trazido na presença do Deus (Atos 9:6, "Senhor, que queres que faça?"; 16:29-31; 17:30).
Notamos que a incapacidade de Mefibosete, mesmo sendo total, pois era aleijado de ambos os pés, não impediu-o do poder de escolha. Ele era livre a escolher segundo a sua capacidade. Todavia notamos também o fato que a sua livre escolha não capacitou-o a andar. Assim entendemos que o pecador, mesmo sendo um agente livre e com poder de livre escolha, não tem por isso, a capacidade de fazer nada agradável a Deus (Romanos 8:6-8). O poder de livre escolha não sobrepuja a natureza pecaminosa do homem.
Notamos também que a incapacidade de Mefibosete não o fez menos responsável de vir ao rei quando o rei o buscou. Mefibosete era inteiramente responsável de usar todos os meios possíveis para obedecer o desejo do rei Davi. De maneira nenhuma devia o Mefibosete usar a sua incapacidade como uma desculpa de continuar longe do rei. Contrariamente, a sua incapacidade devia fazer ele clamar pela misericórdia do rei para o ter a misericórdia em o capacitar à obedecer (Mar 9:20). Nisso entendemos a responsabilidade de todo o pecador a se arrepender e crer em Cristo Jesus (Atos 17:30) apesar da sua triste incapacidade.
Entendemos, diante da incapacidade de Mefibosete e da soberania de Deus, que o rei Davi fez uma escolha sem depender das condições do escolhido nem considerar o que este pensava do assunto. Essa escolha do rei Davi foi pessoal e individual (v. 5, "mandou o rei Davi, e o tomou da casa de Maquir, filho de Amei, de Lo-Debar.") e particular e preferencial. A escolha do rei foi dirigida somente para com Mefibosete (v. 5) e não para qualquer outro aleijado na cidade. Essa escolha do rei para com Mefibosete foi primeira e antes de mencionar qualquer desejo ou ação de Mefibosete (v. 1-3). Assim também é a eleição. É pessoal e individual (Jer. 31:3; Romanos 9:11-13; Gal. 1:15), particular e preferencial e antes de qualquer desejo do homem para com Deus (João 1:13; Romanos 9:15,16, "Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois isso não depende do que quer, nem de que corre, mas de Deus, que se compadece.").
O preço pago para a restauração de Mefibosete foi totalmente pago pelo rei Davi (v. 3-5). Assim também, a salvação é pago por Deus. A salvação das nossas almas requer a obediência de um justo no nosso lugar e este Justo foi dado pelo Pai (Isaías 9:6; 53:4-6). Cristo é este Justo no lugar dos injustos (I Pedro 3:18; Romanos 5:8). O que foi pago pelo rei Davi para trazer Mefibosete foi expendido não para trazer todos os aleijados à casa real, mas somente aquele que foi incluso na sua aliança. São estes também pelos quais Cristo morreu (Mat. 1:21; João 10:11,14-16; Isaías 53:4-6,8), estes que são chamados, justificados e glorificados (Romanos 8:28-30, "segundo o seu propósito").
A base desta escolha foi o amor e fidelidade de Davi à aliança que ele fizera com Jônatas (v. 1,7, "por amor de Jônatas"). Essa aliança foi feita entre Davi e Jônatas antes mesmo que Mefibosete foi nascido (I Sam 20:14-17,23,42). Esse acontecimento representa a fidelidade de Deus à Sua aliança feita em amor com Cristo antes da fundação do mundo (Hebreus 10:5-7; Efés. 1:3-6) para com todos o que o Pai tem dado ao Filho (Jer. 31:3,31-33; João 6:37; 17:9).
O efeito do preço pago é entendido pois o preço pago pela restauração de Mefibosete eficazmente cumpriu o desejo do rei Davi. É observado que ele verdadeiramente "veio a Davi" (v. 6). Depois disto, foi posto em lugares abençoados (v. 9-11). Todos pelos quais Cristo morreu, virão a Ele (João 6:37, "Todo o que o Pai me dá virá a Mim"; João 10:27, "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;"; II Pedro 3:9, "não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.").
É edificante notar o fato quando Mefibosete veio à presença do rei ele disse: "Eis aqui teu servo" (v. 6). Assim, ele mostrou seu reconhecimento do senhorio do rei sobre a sua vida. Assim entendemos que todos dos Seus que venham a se arrepender, reconhecem a Sua senhoria sobre as suas vidas (Romanos 8:15, "recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai."; I Cor. 1:1, "santificados em Cristo Jesus").
Os meios da chamada de Mefibosete para a restauração exemplifica os meios que Deus emprega para chamar os Seus hoje. O Ziba, como servo do rei, representa todos esses meios. O Ziba representa o Espírito Santo e os pregadores da Palavra de Deus. O Ziba foi enviado a dar a mensagem do rei Davi ao Mefibosete. Nisso entendemos que é o Espírito Santo que ilumina, desperta, convence e regenera o pecador (João 16:7-13). O Espírito Santo faz essa obra magnificente pela Palavra de Deus sendo ministrada por seus servos (Romanos 1:16; 10:14,15). Essas duas representações dadas ao Ziba mostram a realidade que existem tanto a chamada interna quanto a chamada externa para trazer os pecadores à obediência e santificação (Gal. 1:15, II Tess 2:14).
Na hora certa, a vontade do rei Davi, a obra do servo Ziba e a responsabilidade de Mefibosete, fizeram que a restauração desejada veio a ser efetuada. A escolha do rei Davi não era a restauração, mas ‘para ela’. Assim também a eleição não é a própria salvação, mas "para a salvação" (II Tess 2:13). O envio de Ziba não era a restauração, mas um meio eficaz à ela. A restauração foi manifesta quando Mefibosete veio ao rei Davi em obediência. Isso mostra que a eleição ou a predestinação não é a salvação nem unicamente a obra do Espírito Santo pela Palavra de Deus pregada mas tudo juntos operando pela fé, o dom de Deus para o pecador, efetuam um fim glorioso: a salvação do pecador (João 14:6; II Tess 2:13,14).
Notamos que a restauração de Mefibosete na casa do rei Davi não eliminou a sua invalidez física (v. 13). Na mesma maneira a salvação também não elimina a natureza pecaminosa da nossa carne antes que morramos (Romanos 7:21-24). Todavia, a restauração de Mefibosete deu a ele uma vida completamente nova que ele humildemente viveu na presença do rei Davi. Isso representa a salvação nos dando uma nova natureza que faz tudo "novo" (II Cor. 5:17; Col. 3:10,11), uma vida vivida em constante arrependimento e fé (Col. 2:6; Hebreus 11:6), uma natureza nova que nos traz mais e mais na imagem de Cristo que a criou (Col. 3:10).
Consideramos outra vez como a restauração de trouxe Mefibosete representa tanto a realização da salvação quanto os efeitos práticos da salvação:
1 - Mefibosete foi dada uma disposição nova que causou ele a não mais querer fugir (II Sam 4:4) e motivou ele a desejar ser submisso a palavra do rei. Essa disposição nova é uma representação de regeneração. Essa obra divina dá um novo coração aos que são buscados por Deus, e faz que entendam as coisas espirituais (I Cor. 2:14,15). Ela capacita os escolhidos a crer na Palavra do Senhor e vir em obediência a Jesus Cristo (Tito 3:5, "Não pelas obras ... mas segundo a Sua misericórdia ... nos salvou pela lavagem e renovação do Espírito Santo"; II Tess 2:13; João 15:3,5, "Sem Mim nada podeis fazer"; Efés. 2:8,9, "Porque pela graça sois salvos ...").
2 - A operação do rei para com Mefibosete trouxe uma conversão nítida na vida de Mefibosete (v. 8,11). Essa mudança é uma representação da conversão na vida do salvo. Essas mudanças radicais manifestam-se inicialmente na hora da salvação no arrependimento do pecado e a fé no Senhor Jesus Cristo (II Cor. 5:17). Depois da salvação são manifestas por uma vida que continua não desejando voltar a vida velha (Col. 2:6; Romanos 7:24; Gal. 2:20).
3 - A restauração trouxe Mefibosete a ser posto na casa do rei Davi (v. 11). Essa verdade representa a justificação. Na justificação o pecador é feito justo e é posto diante de Deus com plena aceitação (Romanos 5:1; 8:1).
4 - A restauração trouxe Mefibosete a ser posto como filho amado do rei (v. 11, "comerá à minha mesa como um dos filhos do rei"). Isso representa a verdade de adoção. A salvação traz os justificados à relação amorosa e posição privilegiada de filhos de Deus (Gal. 4:6. I João 3:1,2; Romanos 8:16,17).
5 - A restauração trouxe Mefibosete a viver bem diferente daquela vida que ele antes vivia no Lo-Debar (no lugar sem pastagem), para viver na cidade de Jerusalém (cidade de paz). Isso representa a santificação. A salvação santifica os em Cristo tanto diante de Deus quanto diante dos homens (Prov. 4:18; I Cor. 1:1; II Cor. 6:14).
6 - A restauração trouxe Mefibosete à uma eterna posição diante do rei (v. 13, "sempre"). Isso representa a glorificação. Todos os adotados viverão para sempre na presença do seu Deus e Salvador (I Tess 4:17, "e assim estaremos sempre com o Senhor").
7 - A restauração fez que Mefibosete "sempre comia à mesa do rei" (v. 12). Nisso entendemos não somente a provisão do rei em sustentar o Mefibosete (preservar ele) mas também a responsabilidade de Mefibosete a estar à mesa do rei e a comer (sua perseverança). Isso representa a preservação divina para com os Seus salvos pois Deus sustenta e guarda os seus (Judas 24, "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar ..."). Também representa a perseverança dos salvos para com o Salvador pois os salvos procuram ser apresentados ao Salvador irrepreensíveis (I João 3:3, "E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.").
Assim temos um resumo da obra da salvação. Espero que somos abençoados a entendermos como no "princípio do livro está escrito" de Cristo (Hebreus 10:5-7). Pelo Velho Testamento, essa passagem aparentemente obscura e somente histórica, exemplifica aberta e gloriosamente as grandezas da salvação quando vista pela lupa das doutrinas claramente ensinadas no Novo Testamento. São as doutrinas explicadas no Novo Testamento que nos revela como Cristo e a Sua obra da salvação é presente no Velho Testamento. Que Deus abra os nossos olhos a regozijarmos na presença de Cristo em cada página da Palavra de Deus.
Conclusão
Espero e oro que as verdades deste maravilhoso assunto, com as bênçãos de Deus, tragam os pecadores ao Salvador, confirmem os ânimos dos salvos e glorifiquem o Senhor Deus Pai das luzes de Quem vem toda e boa dadiva e dom perfeito (Tiago 1:17).
Se você se considera um "cão morto" e está ouvindo a voz do Salvador, venha hoje mesmo a Ele para a salvação da sua alma. Venha se arrependendo do pecado crendo pela fé nas revelações divinas do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Se você já foi posto na mesa do rei, vive humildemente ao serviço dele crescentemente para a Sua glória.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Indo para o Norte real



Texto: E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3:9-14)

Qual o rumo que o cristão deve tomar em sua vida, no mundo atual cada pessoa trilha o seu caminho; é vivido o ponto culminante do hedonismo. O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

Todavia, esta busca do prazer leva o ser humano a um norte fictício, é certo que a felicidade é a busca do ser, contudo a onde buscá-la? Será que a tem quando a pessoa está feliz? Quando tem o seu prazer realizado? Será que Cristo traria esta felicidade ao homem? Perguntas que são feitas por todos que sonham viver.

Crer que Cristo é a bússola para o norte verdadeiro, não quer dizer que esta pessoa terá sucesso em sua caminhada. Pois, a bússola aponta para o norte real, todavia não amostra os perigos que existe no caminho.
A Salvação de Cristo não é pelas obras que realizamos, como o Apóstolo São Paulo explica no versículo (Filp. 3:9 a e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei...), mas sim da verdadeira união com Cristo, ou seja, da justiça que procede de Deus (Rom. 1:16-17 Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé"), tal graça é mediante a fé para que o homem não se confunda em sua soberba (Filp. 3:9b, mas a que vem pela fé em Cristo...). O objetivo da fé não é conquista terrenas, mas, sim estar em Cristo, e tê-lo com Senhor e Salvador (Gal. 2:16 sabemos que ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da lei, porque pela prática da lei ninguém será justificado.) A fé é o meio para a salvação, e não base; o Apóstolo descobre que nada poderia provir dele que resultaria em gozo eterno, então este, renuncia todo o seu eu (Filp. 3:9 c ... a saber, a justiça que vem de Deus pela fé). A fé recebe o dom de Deus para a justiça (Rom. 3:22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção), assim o exercício da fé precede o veredicto de Deus para a justificação (Rom. 5:1 sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo), a fé precede a justificação.

Ir à direção de Cristo é conhecê-lo não de maneira intelectual, mas sim no profundo do ser (Filp. 3:10 a Para conhecê-lo). Conhecer a Cristo é ter identificação com sua ressurreição, então nada poderá nos tirar da rota norte (II Cor. 4:7-11), é pela manifestação do sofrimento de Cristo em nossa vida que o poder de Deus é revelado a nós, não em nossas virtudes, mas em nossas fraquezas.

Paulo via que este caminho lhe aperfeiçoava a cada passo (Filip. 3:12 Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus.). Todos que são salvos devem prosseguir aperfeiçoando sua salvação (I Tim 6:11-19 Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.
Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo: Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.
Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação.
Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir.
Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida.), para que não venham perder a alegria de ser Salvo em Cristo Jesus, só será salvo aquele que tem a Cristo com Senhor e Salvador da sua vida.


Assim o apostolo termina dizendo (Filip. 3:14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.), buscar a salvação em sua totalidade (Rom. 13: 11 Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos.), ir a direção ao alvo é buscar a vontade de Deus, descobri-la e cumpri-la. Assim chegaremos ao verdadeiro Norte “o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”.