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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Doutrina da Salvação (Vivendo diferente de Lo-debar em Jerusalém)

Foto: Amanhã no culto das 18 Horas "Doutrina da Salvação (Vivendo diferente de Lo-debar em Jerusalém)". Venha aprender e apreender    conosco esta Palavra.
Hebreus 10:5-7
O Velho Testamento fala tanto da salvação por Jesus Cristo quanto fala o Novo Testamento. O que o Velho Testamento revela por símbolos, tipos, enigmas e mistérios, o Novo Testamento revela abertamente. Entendemos melhor os ensinos do Novo Testamento se consideramos as profecias e mistérios do Velho Testamento. Entendemos melhor os mistérios do Velho Testamento se consideramos os ensinos do Novo Testamento. O que sobreveio como figuras no Velho Testamento foi escrito para nosso aviso (I Cor. 10:11) e para nosso ensino (Romanos 15:4). Fazemos bem quando tomamos as Escrituras do Velho Testamento e do Novo Testamento como todos proveitosos para fazer-nos perfeitos e perfeitamente instruídos para toda a boa obra (II Tim 3:15-17).
Por Deus ser imutável (Mal 3:6; Tiago 1:17), e por Ele ter somente um eterno propósito em Cristo Jesus (Efés. 3:11), convém examinar todas as Escrituras para sermos instruídos bem nesta doutrina gloriosa da salvação. Pelo Espírito de Cristo estar nos profetas (I Pedro 1:10-12; Apoc 19:10), o que foi escrito, mesmo desde o princípio, no Velho Testamento, fala da obra expiatória de Cristo (Hebreus 10:5-7).
Para resumir muitos aspectos da salvação vistos claramente no Novo Testamento, o Velho Testamento pode ser bem útil. O caso do arco de Noé, com a sua pregação a todos por mais de que cem anos, a exclusividade da graça de Deus sobre a família de Noé, a preservação e perseverança destes até a obtenção da terra nova, pode ser mencionado para resumir essa doutrina de salvação. Pode ser considerado também o tabernáculo com as suas ofertas, sacerdócio, tipos como claras apresentações de todos os aspectos de salvação. O tempo esgotará se mencionamos também as vidas de Abraão, José, filho de Jacó, Josué, Rute e Ester, pois essas vidas manifestam claramente a graça e misericórdia de Deus no assunto de soteriologia. Não correremos para todos esses casos mas queremos estudar um único caso do Velho Testamento e assim fazendo, com as bênçãos de Deus, entenderemos melhor esse assunto importante. Queremos observar o tratamento do rei Davi para com o Mefibosete (II Sam 9:1-13).
O designo da restauração de Mefibosete foi a glória do rei. O caso Bíblico da restauração de Mefibosete trouxe um incapaz e desprezível à mesa do rei, uma ação que redundou para a glória da graça do rei. Assim entendemos o designo da salvação é trazer um morto em pecados e ofensas à gloriosa luz da presença de Deus para a Sua glória (Romanos 11:36, "Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente."; Efés. 1:6, "Para louvor e glória da Sua graça").
A causa da restauração de Mefibosete foi o desejo, o poder e a graça do rei. A procura da descendência da casa de Saul, foi iniciada pelo rei (v. 1). O rei quis buscar o Mefibosete. Nisso entendemos que a salvação é operada pelo seu beneplácito, ou seja, o bom prazer da Sua vontade (Efés. 1:11). O rei podia deixar de procurar este aleijado tão facilmente que podia o procurar. Ninguém e nada o forçou a fazer isso como também ninguém o impediu. Isso mostra a soberania de Deus na salvação (Sal. 135:6; Daniel 4:35; Romanos 9:15,16,21). Graças à boa vontade e soberania do rei, o Mefibosete foi restaurado. Graças à boa vontade e soberania de Deus, pecadores hoje são salvos (Efés. 1:11).
O necessitado da restauração foi Mefibosete. O nome Mefibosete significa coisa vergonhosa (Leaves, Worms, Butterflies & T.U.L.I.P.S., p. 150). O nome do lugar que ele morava era Lo-Debar, um nome que significa sem pastagem (Leaves ..., p.152). Mefibosete é descrito como aleijado de "ambos os pés" (v. 3,13) e um "cão morto" (v. 8). Este homem buscado pelo rei não tinha nada glorioso para merecer a atenção do rei. Ele era descendência do inimigo do rei, aleijado e desprezível. Externamente, ele era incapaz de viver uma vida real (aleijado de "ambos os pés"), e, internamente, ele reconhecia que não merecia nenhuma bondade do rei ("cão morto"). Tudo isso retrata a posição do pecador que Deus busca. O pecador é descendência do primeiro Adão, e inimigo (Romanos 5:12; 8:6-8) como também é terrivelmente aleijado espiritualmente (Romanos 5:6,8; Efés. 2:1). Além disso, o pecador habita contentemente nas trevas (João 3:19) onde a morte reina (Romanos 6:23) não merecendo nada senão a justa condenação de Deus. Se o rei Davi não buscasse em graça e misericórdia, Mefibosete não teria sido restaurado. Assim é a condição do pecador hoje (Romanos 3:10-18; 5:12). Sem Deus buscar em graça e amor, nenhum pecador será salvo (Romanos 5:8; Efés. 2:8,9).
Como o Mefibosete era um aleijado (incapaz), morador de Lo-Debar (lugar sem pastagem) e reconhecia seu estado de baixeza ao ser trazido na presença do Rei (II Sam 9:6, "Eis aqui teu servo"), assim o pecador é incapaz (Romanos 8:6-8), morto em pecado (longe da santidade de Deus, Romanos 3:23), e reconhece o seu estado de baixeza quando é trazido na presença do Deus (Atos 9:6, "Senhor, que queres que faça?"; 16:29-31; 17:30).
Notamos que a incapacidade de Mefibosete, mesmo sendo total, pois era aleijado de ambos os pés, não impediu-o do poder de escolha. Ele era livre a escolher segundo a sua capacidade. Todavia notamos também o fato que a sua livre escolha não capacitou-o a andar. Assim entendemos que o pecador, mesmo sendo um agente livre e com poder de livre escolha, não tem por isso, a capacidade de fazer nada agradável a Deus (Romanos 8:6-8). O poder de livre escolha não sobrepuja a natureza pecaminosa do homem.
Notamos também que a incapacidade de Mefibosete não o fez menos responsável de vir ao rei quando o rei o buscou. Mefibosete era inteiramente responsável de usar todos os meios possíveis para obedecer o desejo do rei Davi. De maneira nenhuma devia o Mefibosete usar a sua incapacidade como uma desculpa de continuar longe do rei. Contrariamente, a sua incapacidade devia fazer ele clamar pela misericórdia do rei para o ter a misericórdia em o capacitar à obedecer (Mar 9:20). Nisso entendemos a responsabilidade de todo o pecador a se arrepender e crer em Cristo Jesus (Atos 17:30) apesar da sua triste incapacidade.
Entendemos, diante da incapacidade de Mefibosete e da soberania de Deus, que o rei Davi fez uma escolha sem depender das condições do escolhido nem considerar o que este pensava do assunto. Essa escolha do rei Davi foi pessoal e individual (v. 5, "mandou o rei Davi, e o tomou da casa de Maquir, filho de Amei, de Lo-Debar.") e particular e preferencial. A escolha do rei foi dirigida somente para com Mefibosete (v. 5) e não para qualquer outro aleijado na cidade. Essa escolha do rei para com Mefibosete foi primeira e antes de mencionar qualquer desejo ou ação de Mefibosete (v. 1-3). Assim também é a eleição. É pessoal e individual (Jer. 31:3; Romanos 9:11-13; Gal. 1:15), particular e preferencial e antes de qualquer desejo do homem para com Deus (João 1:13; Romanos 9:15,16, "Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois isso não depende do que quer, nem de que corre, mas de Deus, que se compadece.").
O preço pago para a restauração de Mefibosete foi totalmente pago pelo rei Davi (v. 3-5). Assim também, a salvação é pago por Deus. A salvação das nossas almas requer a obediência de um justo no nosso lugar e este Justo foi dado pelo Pai (Isaías 9:6; 53:4-6). Cristo é este Justo no lugar dos injustos (I Pedro 3:18; Romanos 5:8). O que foi pago pelo rei Davi para trazer Mefibosete foi expendido não para trazer todos os aleijados à casa real, mas somente aquele que foi incluso na sua aliança. São estes também pelos quais Cristo morreu (Mat. 1:21; João 10:11,14-16; Isaías 53:4-6,8), estes que são chamados, justificados e glorificados (Romanos 8:28-30, "segundo o seu propósito").
A base desta escolha foi o amor e fidelidade de Davi à aliança que ele fizera com Jônatas (v. 1,7, "por amor de Jônatas"). Essa aliança foi feita entre Davi e Jônatas antes mesmo que Mefibosete foi nascido (I Sam 20:14-17,23,42). Esse acontecimento representa a fidelidade de Deus à Sua aliança feita em amor com Cristo antes da fundação do mundo (Hebreus 10:5-7; Efés. 1:3-6) para com todos o que o Pai tem dado ao Filho (Jer. 31:3,31-33; João 6:37; 17:9).
O efeito do preço pago é entendido pois o preço pago pela restauração de Mefibosete eficazmente cumpriu o desejo do rei Davi. É observado que ele verdadeiramente "veio a Davi" (v. 6). Depois disto, foi posto em lugares abençoados (v. 9-11). Todos pelos quais Cristo morreu, virão a Ele (João 6:37, "Todo o que o Pai me dá virá a Mim"; João 10:27, "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;"; II Pedro 3:9, "não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.").
É edificante notar o fato quando Mefibosete veio à presença do rei ele disse: "Eis aqui teu servo" (v. 6). Assim, ele mostrou seu reconhecimento do senhorio do rei sobre a sua vida. Assim entendemos que todos dos Seus que venham a se arrepender, reconhecem a Sua senhoria sobre as suas vidas (Romanos 8:15, "recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai."; I Cor. 1:1, "santificados em Cristo Jesus").
Os meios da chamada de Mefibosete para a restauração exemplifica os meios que Deus emprega para chamar os Seus hoje. O Ziba, como servo do rei, representa todos esses meios. O Ziba representa o Espírito Santo e os pregadores da Palavra de Deus. O Ziba foi enviado a dar a mensagem do rei Davi ao Mefibosete. Nisso entendemos que é o Espírito Santo que ilumina, desperta, convence e regenera o pecador (João 16:7-13). O Espírito Santo faz essa obra magnificente pela Palavra de Deus sendo ministrada por seus servos (Romanos 1:16; 10:14,15). Essas duas representações dadas ao Ziba mostram a realidade que existem tanto a chamada interna quanto a chamada externa para trazer os pecadores à obediência e santificação (Gal. 1:15, II Tess 2:14).
Na hora certa, a vontade do rei Davi, a obra do servo Ziba e a responsabilidade de Mefibosete, fizeram que a restauração desejada veio a ser efetuada. A escolha do rei Davi não era a restauração, mas ‘para ela’. Assim também a eleição não é a própria salvação, mas "para a salvação" (II Tess 2:13). O envio de Ziba não era a restauração, mas um meio eficaz à ela. A restauração foi manifesta quando Mefibosete veio ao rei Davi em obediência. Isso mostra que a eleição ou a predestinação não é a salvação nem unicamente a obra do Espírito Santo pela Palavra de Deus pregada mas tudo juntos operando pela fé, o dom de Deus para o pecador, efetuam um fim glorioso: a salvação do pecador (João 14:6; II Tess 2:13,14).
Notamos que a restauração de Mefibosete na casa do rei Davi não eliminou a sua invalidez física (v. 13). Na mesma maneira a salvação também não elimina a natureza pecaminosa da nossa carne antes que morramos (Romanos 7:21-24). Todavia, a restauração de Mefibosete deu a ele uma vida completamente nova que ele humildemente viveu na presença do rei Davi. Isso representa a salvação nos dando uma nova natureza que faz tudo "novo" (II Cor. 5:17; Col. 3:10,11), uma vida vivida em constante arrependimento e fé (Col. 2:6; Hebreus 11:6), uma natureza nova que nos traz mais e mais na imagem de Cristo que a criou (Col. 3:10).
Consideramos outra vez como a restauração de trouxe Mefibosete representa tanto a realização da salvação quanto os efeitos práticos da salvação:
1 - Mefibosete foi dada uma disposição nova que causou ele a não mais querer fugir (II Sam 4:4) e motivou ele a desejar ser submisso a palavra do rei. Essa disposição nova é uma representação de regeneração. Essa obra divina dá um novo coração aos que são buscados por Deus, e faz que entendam as coisas espirituais (I Cor. 2:14,15). Ela capacita os escolhidos a crer na Palavra do Senhor e vir em obediência a Jesus Cristo (Tito 3:5, "Não pelas obras ... mas segundo a Sua misericórdia ... nos salvou pela lavagem e renovação do Espírito Santo"; II Tess 2:13; João 15:3,5, "Sem Mim nada podeis fazer"; Efés. 2:8,9, "Porque pela graça sois salvos ...").
2 - A operação do rei para com Mefibosete trouxe uma conversão nítida na vida de Mefibosete (v. 8,11). Essa mudança é uma representação da conversão na vida do salvo. Essas mudanças radicais manifestam-se inicialmente na hora da salvação no arrependimento do pecado e a fé no Senhor Jesus Cristo (II Cor. 5:17). Depois da salvação são manifestas por uma vida que continua não desejando voltar a vida velha (Col. 2:6; Romanos 7:24; Gal. 2:20).
3 - A restauração trouxe Mefibosete a ser posto na casa do rei Davi (v. 11). Essa verdade representa a justificação. Na justificação o pecador é feito justo e é posto diante de Deus com plena aceitação (Romanos 5:1; 8:1).
4 - A restauração trouxe Mefibosete a ser posto como filho amado do rei (v. 11, "comerá à minha mesa como um dos filhos do rei"). Isso representa a verdade de adoção. A salvação traz os justificados à relação amorosa e posição privilegiada de filhos de Deus (Gal. 4:6. I João 3:1,2; Romanos 8:16,17).
5 - A restauração trouxe Mefibosete a viver bem diferente daquela vida que ele antes vivia no Lo-Debar (no lugar sem pastagem), para viver na cidade de Jerusalém (cidade de paz). Isso representa a santificação. A salvação santifica os em Cristo tanto diante de Deus quanto diante dos homens (Prov. 4:18; I Cor. 1:1; II Cor. 6:14).
6 - A restauração trouxe Mefibosete à uma eterna posição diante do rei (v. 13, "sempre"). Isso representa a glorificação. Todos os adotados viverão para sempre na presença do seu Deus e Salvador (I Tess 4:17, "e assim estaremos sempre com o Senhor").
7 - A restauração fez que Mefibosete "sempre comia à mesa do rei" (v. 12). Nisso entendemos não somente a provisão do rei em sustentar o Mefibosete (preservar ele) mas também a responsabilidade de Mefibosete a estar à mesa do rei e a comer (sua perseverança). Isso representa a preservação divina para com os Seus salvos pois Deus sustenta e guarda os seus (Judas 24, "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar ..."). Também representa a perseverança dos salvos para com o Salvador pois os salvos procuram ser apresentados ao Salvador irrepreensíveis (I João 3:3, "E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.").
Assim temos um resumo da obra da salvação. Espero que somos abençoados a entendermos como no "princípio do livro está escrito" de Cristo (Hebreus 10:5-7). Pelo Velho Testamento, essa passagem aparentemente obscura e somente histórica, exemplifica aberta e gloriosamente as grandezas da salvação quando vista pela lupa das doutrinas claramente ensinadas no Novo Testamento. São as doutrinas explicadas no Novo Testamento que nos revela como Cristo e a Sua obra da salvação é presente no Velho Testamento. Que Deus abra os nossos olhos a regozijarmos na presença de Cristo em cada página da Palavra de Deus.
Conclusão
Espero e oro que as verdades deste maravilhoso assunto, com as bênçãos de Deus, tragam os pecadores ao Salvador, confirmem os ânimos dos salvos e glorifiquem o Senhor Deus Pai das luzes de Quem vem toda e boa dadiva e dom perfeito (Tiago 1:17).
Se você se considera um "cão morto" e está ouvindo a voz do Salvador, venha hoje mesmo a Ele para a salvação da sua alma. Venha se arrependendo do pecado crendo pela fé nas revelações divinas do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Se você já foi posto na mesa do rei, vive humildemente ao serviço dele crescentemente para a Sua glória.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Indo para o Norte real



Texto: E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3:9-14)

Qual o rumo que o cristão deve tomar em sua vida, no mundo atual cada pessoa trilha o seu caminho; é vivido o ponto culminante do hedonismo. O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

Todavia, esta busca do prazer leva o ser humano a um norte fictício, é certo que a felicidade é a busca do ser, contudo a onde buscá-la? Será que a tem quando a pessoa está feliz? Quando tem o seu prazer realizado? Será que Cristo traria esta felicidade ao homem? Perguntas que são feitas por todos que sonham viver.

Crer que Cristo é a bússola para o norte verdadeiro, não quer dizer que esta pessoa terá sucesso em sua caminhada. Pois, a bússola aponta para o norte real, todavia não amostra os perigos que existe no caminho.
A Salvação de Cristo não é pelas obras que realizamos, como o Apóstolo São Paulo explica no versículo (Filp. 3:9 a e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei...), mas sim da verdadeira união com Cristo, ou seja, da justiça que procede de Deus (Rom. 1:16-17 Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé"), tal graça é mediante a fé para que o homem não se confunda em sua soberba (Filp. 3:9b, mas a que vem pela fé em Cristo...). O objetivo da fé não é conquista terrenas, mas, sim estar em Cristo, e tê-lo com Senhor e Salvador (Gal. 2:16 sabemos que ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da lei, porque pela prática da lei ninguém será justificado.) A fé é o meio para a salvação, e não base; o Apóstolo descobre que nada poderia provir dele que resultaria em gozo eterno, então este, renuncia todo o seu eu (Filp. 3:9 c ... a saber, a justiça que vem de Deus pela fé). A fé recebe o dom de Deus para a justiça (Rom. 3:22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção), assim o exercício da fé precede o veredicto de Deus para a justificação (Rom. 5:1 sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo), a fé precede a justificação.

Ir à direção de Cristo é conhecê-lo não de maneira intelectual, mas sim no profundo do ser (Filp. 3:10 a Para conhecê-lo). Conhecer a Cristo é ter identificação com sua ressurreição, então nada poderá nos tirar da rota norte (II Cor. 4:7-11), é pela manifestação do sofrimento de Cristo em nossa vida que o poder de Deus é revelado a nós, não em nossas virtudes, mas em nossas fraquezas.

Paulo via que este caminho lhe aperfeiçoava a cada passo (Filip. 3:12 Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus.). Todos que são salvos devem prosseguir aperfeiçoando sua salvação (I Tim 6:11-19 Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.
Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo: Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.
Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação.
Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir.
Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida.), para que não venham perder a alegria de ser Salvo em Cristo Jesus, só será salvo aquele que tem a Cristo com Senhor e Salvador da sua vida.


Assim o apostolo termina dizendo (Filip. 3:14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.), buscar a salvação em sua totalidade (Rom. 13: 11 Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos.), ir a direção ao alvo é buscar a vontade de Deus, descobri-la e cumpri-la. Assim chegaremos ao verdadeiro Norte “o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Restaurando os pontos de crise em meu lar


Texto: Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. (Cânticos 2:15-16).

A vida familiar é como um jardim, no sentido mais amplo da palavra. Um jardim bonito enche os olhos e lhe dar vontade de estar nele a todo tempo, contudo, para que este ficasse pronto foi demandado tempo, projeto, trabalho, suor, lágrimas, em algum momento sangue, escolhe de material de trabalho, escolha de material decorativos, plantas, vasos, pedriscos etc...

Quando formados todos veneram a obra final, todavia, ignoram o processo desta obra prima. Destarte, após o projeto estar em harmonia ainda há o trabalho de manutenção para evitar a destruição deste projeto.

A família é da mesma forma, exige de todos um esforço para fazê-la florescer, e depois que está pronta haverá necessidade de tomar todos os cuidados para manter este jardim vivo, longe do alcance das raposinas.

Como foi demonstrado no livro de Cânticos é um amor lindo, mas é apontado para uma chance de problemas destruírem todo aquele cultivo amoroso. Na vida familiar também é desta forma, a Palavra do Senhor (O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele. Provérbios 26:27-28), temos de ter uma vida repleta de cuidados para não cometer erros que nos leve a dores infindáveis em nossas vidas.

A falta de compreensão é um dos males que mais assombram as famílias nos tempos atuais, haja vista, que o egoísmo é o que mais é estimulado nos dias atuais. Para viver em harmonia temos de suportar uns aos outros (¶ Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. Efésios 5:21-22 ), sujeitar é demonstrar o amor verdadeiro (Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12:10). Nos tempos atuais a uma grande falta de amor em todos os relacionamentos, principalmente o relacionamento familiar.

O amor é essencial ao lar, este amor não é apenas em palavras que o vento leva, mas em atos que demonstram a grandeza deste amor, nisto podemos remeter ao exemplo de Cristo, que não nos amou apenas de palavras (Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8), cada integrante de um lar têm a obrigação de demonstrar este amor por atos em sua família: filho demonstrando obediência (¶ Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Efésios 6:1-2); Pais (E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. Efésios 6:4); Mulheres (Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor Efésios 5:22); Maridos (Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Efésios 5:28). Não basta dizer que amamos, temos de amar com atitudes.


Nisto há esforço, perseverança, devoção e fé. Se há problemas em seu lar, você terá de ter em teu coração uma vontade incansável de buscar a Deus (Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança".
Lucas 8:15-16 ), e de você se transformar em uma nova criatura (Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!
2 Coríntios 5:17 ) para que possa plantar e colher coisas novas, a bênçãos de Deus em sua casa ("Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos", declara o Senhor. "Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Isaías 55:8-9 ). Não deixem as raposinas destruirem seu lar.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cristo o Exemplo de Apóstolo.


 O Senhor Jesus Cristo é divisor de águas de nossas vidas e da História Universal. Ele é o único cuja história afeta a vida humana. Não tem com ignorar a vida e obra de Cristo. É um exemplo em todas as áreas de suas vidas; a perfeição de Cristo é de extrema inteireza; a nossa inspiração só vem dEle. Cristo é o exemplo de APÓSTOLO por sua abnegação, missão e obra. 

Quando estudamos a etimologia da palavra Senhor utilizado na Santa escritura ela indica a divindade de Cristo. A Septuaginta traduziu a palavra semita YHWH para o grego Kyrios que é “Senhor”, que indica um nome divino.

Quando se dizia César é o Senhor, estava reconhecendo que César era um deus. Era por isso que os cristãos primitivos recusavam-se a chamar a César de Senhor. O apóstolo Paulo disse: “e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (1 Co 12.3). Esta revelação é pelo próprio Espírito de Deus, pois Cristo não é qualquer senhor Ele é o Senhor (At 2.36). 

O nome Jesus vem do hebraico Yehoshua ou Yeshua — “Josué”, que significa “Jeová” ou “Iavé é salvação”. Josué era chamado de Oshea ben Num “Oséias filho de Num” (Nm 13.8; Dt 32.44). Moisés mudou seu nome para Yehoshua ben Num “Josué filho de Num” (Nm 13.16). A Septuaginta transliterou o nome hebraico por Iesous — “Jesus”, em todas as passagens do Antigo Testamento, exceto 1 Cr 7.27, que aparece Iousue — “Josué”. 
Cristo e a forma grega do nome hebraico mashiach — Messias, que significa “ungido” (Dn 9.25, 26). O Novo Testamento diz que Messias é o mesmo que Cristo (Jo 1.41; 4.25). Isso por si só reduz a cinzas todos os argumentos das seitas que propagam tais coisas. O nome Jesus Cristo quer dizer: Salvador Ungido. E a Palavra Senhor diz respeito à sua deidade absoluta. 

A palavra que reflete o sentido bíblico de missão é apostolo. Numa visão neo testamentário esta linguajem é ligada em maioria aos doze: “e escolheu doze deles, a quem deu o nome de apóstolos” (Lc 6.13). É dado aqueles que são enviados pela Igreja (2 Co 8.23; Fp 2.25). A Igreja Ortodoxa Grega desde o princípio usava o vocábulo apóstolos para designar seus missionários. Na lingüística “missão” e “missionário” vem do latim “mitto”, que quer dizer enviar, mandar.

Jesus é chamado de apóstolo no Novo Testamento grego: “Considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (Hb 3.1). Deus comissionou, enviou o seu filho ao mundo (v.17), o Filho enviou seus discípulos ao mundo (Jo 20.21), o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo para dar poder à Igreja em sua missão de buscar os perdidos da terra (Lc 24.49; At 1.8). A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (1Tm 1.15). Essa, portanto, foi à missão na terra do missionário por excelência. 

É incrível ao que ler as Santas escrituras a história da obra missionária de Cristo. A perfeição e a singularidade que encontramos na vida e ministério de Jesus são algo nunca visto na história. Não procurava status e associava-se com os pecadores: publicanos e prostitutas (Mt 11.19; 21.31,32); embora santo, perfeito e impecável, foi submetido aos nossos sofrimentos e provações. Rompeu barreiras geográficas, culturais, étnicas e religiosas (Mc 7.24-27; Jo 4.9). Eis o modelo de missionário: Jesus é de todos e para todos; é o único Salvador do mundo; é dever nosso levar o seu nome para as nações (Lc 24.47; At 1.8). 

Se apenas o prólogo do Evangelho de João (1.1-14) fosse a única passagem da Bíblia que fizesse menção da deidade absoluta de Jesus, teríamos mais que o suficiente para fundamentar a doutrina de sua divindade. No entanto, temos na Bíblia inúmeras passagens que falam de maneira explícita que Jesus é Deus (Rm 9.5; Fp 2.5;Tt 2.14; Hb 1.8; 2 Pe 1.1) e ao mesmo tempo homem (1 Tm 2.5; 1 Jo 4.3). Deus assumiu a forma humana para entrar no mundo; é o que a Bíblia chama de “mistério da piedade” (1 Tm 3.16); pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). 
Jesus revelou seu poder sobre o reino das trevas, sobre Satanás e o inferno (Mc 5.7-13); sobre as enfermidades e a morte (Mt 10.8), sobre o pecado e sobre a natureza (Jo 8.46; Mt 8.26, 27). Provou ser o verdadeiro Homem e o verdadeiro Deus. Nunca pronunciou palavras tais: “talvez, eu acho que..., não sei mas, vou pesquisar, isso é muito difícil; e vou orar e perguntar ao Pai; suponho que”, não! Mas sempre dizia: “Na verdade, na verdade te digo” (Jo 3.3); “Em verdade te digo” (Lc 23.43); “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35). Não havia a palavra “impossível” no seu dicionário. 

Você nunca ouviu um muçulmano dizer: “Maomé vive em mim”, ou: “ele habita em meu coração”, ou ainda: “tenho comunhão com Maomé”. Da mesma forma os judeus com relação a Moisés, os budistas com Buda, os confucionistas com Confúcio. Mas com Jesus é diferente. Nenhum dos chefes religiosos acima afirmou alguma vez ser o Deus verdadeiro, o Criador do céu e da terra, porém Jesus declarou sê-lo e realmente o é! (Jo 8.58; 10.30-33). Ele garantiu habitar nos corações de seus seguidores: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). Podemos como salvos dizer “Cristo vive mim” (Gl 2.20).


 Não existe argumento convincente para não se crer em Jesus. Ele continua vivo em glória e majestade e tem todo o poder no céu e na terra. A grandeza do nome de Jesus pode ser vista na Bíblia, na história, nas artes, no nosso dia-a-dia e, principalmente, no testemunho pessoal de seus seguidores. Mesmo sob perseguições, o seu nome atravessou os séculos e, com a arma do amor, fundou o maior Reino da história – o único que não será destruído: o Reino de Deus, prometido pelo Senhor a Davi, e cumprido plenamente em Cristo Jesus Nosso Senhor.

Cristo é o seu Senhor?


Não estamos perguntando se Cristo é o seu “Salvador”, mas se Ele é real e verdadeiramente o seu Senhor. Se Ele não é o seu Senhor, então, mui certamente Ele não é o seu “Salvador”. Aqueles que não receberam a Cristo Jesus como o seu “Senhor”, e, apesar disso, supõem que Ele seja o seu “Salvador” estão iludidos, e sua esperança se baseia em um alicerce de areia. Multidões estão enganadas no que diz respeito a esta questão vital; por conseguinte, se o leitor dá valor à sua alma, imploramos-lhe que leia com a mais acurada atenção este pequeno artigo.
Quando perguntamos se Cristo é o seu Senhor, não estamos interrogando se você acredita na divindade de Jesus de Nazaré. Os demônios acreditam nisso (Mt 8.28-29), mas, estão eternamente condenados! Você pode estar firmemente convencido da divindade de Cristo e, apesar disso, continuar em seus pecados. Pode falar nEle com a mais profunda reverência, atribuir-Lhe seus títulos divinos em suas orações e continuar perdido. Pode abominar aqueles que difamam sua pessoa e negam sua divindade, e, não obstante, estar destituído de qualquer amor espiritual por Ele.
Quando perguntamos: Cristo é o seu Senhor? Queremos dizer: Ele ocupa, em tudo, o trono de seu coração; Ele realmente governa a sua vida? “Todos nós andávamos desgarrados… cada um se desviava pelo caminho…” (Is 53.6) descreve o curso de vida que todos seguem por natureza. Antes da conversão, cada alma vive para agradar a si mesma. Há muitos séculos foi escrito que “cada um fazia o que achava mais reto”. E por quê? “Naqueles dias, não havia rei em Israel” (Jz 21.25). Ah! Esta é a verdade que queremos tornar clara para nosso leitor. Enquanto Cristo não se tornar o seu Rei (1 Tm 1.17; Ap 15.3), enquanto você não se inclinar perante o cetro dEle, enquanto a vontade dEle não se tornar a regra de sua vida, o EU o dominará, e, deste modo, Cristo estará sendo negado.
Quando o Espírito Santo começa sua obra graciosa em uma alma, Ele primeiramente a convence de pecado. Ele mostra a autêntica e horrenda natureza do pecado. Ele leva a perceber que o pecado é uma espécie de rebelião e desafio contra a autoridade de Deus; é antepor a própria vontade contra a vontade de Deus. Ele mostra que, ao desviar-me pelo caminho (Is 53.6), ao agradar a mim mesmo, estou apenas lutando contra Deus. E quando meus olhos são abertos, para que eu veja como tenho sido um rebelde durante a vida inteira, como tenho sido indiferente para com a honra de Deus, como tenho sido despreocupado acerca de sua vontade, fico cheio de angústia e horror, sendo levado a maravilhar-me com o fato de que Aquele que é três vezes Santo ainda não me lançou há muito tempo no inferno. Meu caro leitor, você já passou por essa experiência? Em caso negativo, há grave motivo para temer-se que você continue espiritualmente morto!
A conversão, a conversão autêntica, a conversão salvadora, consiste em voltar-se do pecado para Deus, em Cristo. É lançar por terra as armas da minha luta contra Ele; é a cessação do desprezo e da ignorância sobre sua autoridade. A conversão no Novo Testamento é descrita assim: “Deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes [estardes em sujeição, obedecerdes] o Deus vivo e verdadeiro” (1 Ts 1.9). “Ídolo” é qualquer objeto ao qual damos aquilo que é devido exclusivamente a Deus – o lugar supremo em nossas afeições, a influência transformadora de nosso coração, o poder dominante em nossa vida. A conversão é uma volta de 180 graus, quando o coração e a vontade repudiam o pecado, o “eu” e o mundo. A conversão genuína é sempre evidenciada por aquela atitude que diz: “Que farei, Senhor?” (At 22.10). É a rendição sem reservas de nós mesmos à sua santa vontade. Você já se rendeu a Ele? (Veja Romanos 6.13.)
Existem muitas pessoas que gostariam de ser salvas do inferno, mas que não querem ser salvas de sua vontade própria, que não querem ser salvas de seus próprios caminhos, de uma vida (ou de alguma forma) de mundanismo. Deus, porém, não as salvará de conformidade com as condições que elas mesmas estabelecem. Para sermos salvos, precisamos submeter-nos às condições de Deus. Escute agora estas condições: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor [pois se revoltou contra Ele em Adão], que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.7). E Jesus Cristo disse: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem [que seja contrário a Mim] não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33). É preciso que os homens sejam convertidos “das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus”, antes que possam receber “remissão de pecados e herança entre os que são santificados” (At 26.18).
Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele” (Cl 2.6). Esta é uma exortação dirigida a crentes, como se Paulo tivesse dito: “Continuai como começastes”. Porém, como haviam eles “começado”? Recebendo a “Cristo Jesus, o Senhor”, rendendo-se a Ele, deixando de agradar a si mesmos. A autoridade de Cristo tornou-se reconhecida, os mandamentos dEle se transformaram na regra de suas vidas. O amor de Cristo os constrangia a uma obediência exultante e sem reservas. “Deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor” (2 Co 8.5). Caro leitor, você já fez isso? Já mesmo? Os detalhes de sua vida evidenciam isso? Aqueles com quem você mantém contato podem ver, agora, que você não está vivendo para si mesmo? (2 Co 5.15)
Ó, meu caro leitor, não se engane: a conversão produzida pelo Espírito Santo é algo completamente radical. É um milagre da graça. É a entronização de Cristo na vida do indivíduo. E tais conversões são raras. Multidões de pessoas têm “religião” suficiente apenas para fazê-las sentirem-se infelizes. É claro que estão se esforçando por servir a dois senhores. Recusam-se a abandonar todo pecado conhecido – e não há verdadeira paz para uma alma enquanto ela faz isso. Tais pessoas jamais receberam a “Cristo Jesus, o Senhor” (Cl 2.6). Tivessem feito isso, e a “alegria do Senhor” seria a força delas (Ne 8.10). Porém, a linguagem existente no coração e na vida dessas pessoas (embora não em seus “lábios”) é: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19.14). Será este o seu caso?
O grande milagre da graça consiste na transformação de um rebelde iníquo em um súdito leal e amoroso. Trata-se de uma “renovação” do coração, de tal maneira que seu dono veio a enojar-se daquilo que amava, e as coisas que julgava desagradáveis, agora lhe parecem atraentes (2 Co 5.17). Ele se deleita, segundo o “homem interior”, na “lei de Deus” (Rm 7.22). Descobre que os “mandamentos” de Cristo “não são penosos” (1 Jo 5.3) e, que, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.11). Esta é a sua experiência? Seria, se recebesse a Cristo Jesus, o SENHOR!
Entretanto, receber a Cristo, o Senhor, é algo completamente impossível para o poder humano sozinho. Esta é a última coisa que o coração não-renovado deseja fazer. Deve haver necessariamente uma transformação sobrenatural do coração, antes que apareça até mesmo o desejo de que Cristo ocupe o trono. E essa transformação só pode ser realizada pelo próprio Deus (1 Co 12.3). Por conseguinte, “buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Is 55.6), “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Caro leitor, talvez você seja alguém que professa ser crente há muitos anos, sendo bastante sincero em sua profissão de fé. Porém, se Deus tiver condescendido em usar este artigo para mostrar-lhe que você nunca recebeu verdadeiramente a “Cristo Jesus, o Senhor”; se agora, em sua própria alma e consciência, você percebe que o EU tem governado sua vida até este momento, não deseja prostrar-se de joelhos e confessar a Deus sua vontade própria, sua rebelião contra Ele e pedir-Lhe que opere de tal modo em você, que, sem demora, você seja capacitado a render-se completamente à vontade dEle, tornando-se um súdito, um servo, um amoroso escravo dEle, em ações e em verdade?



terça-feira, 13 de maio de 2014

Preocupação de Jesus com o perdido


Muito tem se falado hoje em dia de Cristo, contudo pouco disto que é falado reflete o que Cristo é para a vida de milhares de pessoas. Quando o pensamento é remetido a Cristo os axiomas são sempre de preocupações materiais; mas qual era de fato a preocupação de Cristo, ou ainda, qual é a preocupação de Cristo hoje para o ser humano? Tanto no passado como nos dias atuais, a preocupação de Cristo é com o perdido (Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Lucas 19:10)

O Senhor Jesus sabe da condição desesperada da humanidade (Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus... Romanos 3:23). Esta humanidade é o retrato da desilusão e da dor provocado pela sua escravidão (Jesus respondeu: "Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. João 8:34). Escravos voluntários por suas paixões infameis, e pela sua arrogância desprovida de limites (Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias. Eclesiastes 7:29), faz com que estes busquem as suas próprias destruições, haja vista, que a morte é o fim deste caminho (Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23).

Este ser tornou-se réu de juízo de Deus (Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: 2 Timóteo 4:1). Este julgamento é terrível pois ninguém poderia livrar-se, pois o Juiz é o Perfeito, aquele que julga o segredo dos homens (Isso acontecerá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o meu evangelho. Romanos 2:16), só uma pessoa justa poderia ser absorvido pelo o Senhor (Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito. 1 Pedro 3:18), este era Jesus o Cristo o Filho do Deus Vivo.

Jesus veio dar salvação a humanidade (Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. João 10:9), O Salvador aclamado por homens como Zacarias (Lucas 1:71,77), e por Santos Anjos (Lucas 2:11). Este foi o ensinamento de Cristo em seu ministério (Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará. Lucas 9:24), que só há uma única esperança para os que desejam se salvarem: morrer para os desejos mundanos (Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Gálatas 2:20).


Como que Jesus lhe proporcionou esta Salvação? Na Ultima Ceia Ele explica como sucederia este processo de salvação (E disse-lhes: "Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer. Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus". Lucas 22:15-16). Trazer salvação quer dizer que Cristo sofreria por todos os eleitos (Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no   meu sangue, derramado em favor de vocês. Lucas 22:19-20). A seguir ele cita o Profeta Isaías (Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:12). Jesus observa: O que está escrito de mim terá cumprimento (Lucas 22:37). A seguir Jesus entrega o se corpo em sacrifício pelos pecados de muitos e intercede pelos transgressores. Esta é a preocupação de Cristo que todos os que foram entregue a Ele se salvem. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Amor nos escritos de São João


 

A verdade absoluta nos escritos de São João é que Deus amou ao Mundo de tal maneira que Deus o seu filho unigênito para trazer Salvação (Jo 3:16). É declarado de forma implícita que Deus faz este ato aos pecadores. Tremendo entendimento este, haja vista, que coloca o Amor sublime de Deus oferecido aos que não merecem. Tal Amor é avaliado mui caro; o seu valor foi a Cruz. Jesus nestes escritos declara que o Pai amava a todos que a amavam o Filho (Jo 17:23), e este amor era igual ao amor do Pai para o Filho. É um amor não meritório, pois nunca o homem poderia fazer algo que pudesse atrair o amor do Pai a si, contudo, a todos quantos receberam o Filho de Deus e obedeceram a sua Palavra, tornaram-se amados do Pai (Jo 14: 21, 23).

 

            O Amor idealizado por Deus é demonstrado em diversas passagens, quando refere ao amar o Filho (Jo 3:35; 5:20; 10:17 etc...), este amor é respondido pelo Filho pela obediência e devoção exclusiva ao Pai (Jo. 14:31). Deus anseia que este Amor venha ser real na humanidade.

 

            Jesus é a expressão do Amor de Deus ao homem pecador. Ele veio neste Mundo dar a sua vida a todos seu amigos (Jo. 15:13), este sacrifício fica mais claro a sua grandeza quando é visto por quem Cristo morreu (I Jo. 2:2). Este Amor é intenso, sem reservas; a Cruz prova este amor à humanidade. Assim expressa o entendimento de que Cristo ama como o Pai ama aos que Ele buscou a salvá-los (Jo. 15:9). Um amor singular que se promulga sem limites aos que não merecem (Jo. 13: 1); a expressão “até ao fim” aponta para o clímax deste amor que é a Cruz (I Jo 3:16). São João demonstra que este amor é antes que todos possam aprender a amá-lo (I Jo 4: 10). Jesus exorta a todos a permanecer neste Amor (Jo 15:9-10). É bem entendido que nada pode fazer com que Ele abandone este Amor, contudo, é possível que a humanidade viva fora deste amor, desobedecendo a seus mandamentos.

 

            O Amor de Deus pelos pecadores para São João exige que seja correspondido por estes (Jo. 14:15, 23, 28). Os eleitos demonstram que amam a Deus quando lhe obedecem, se isto não ocorre é porque não lhes amam (Jo. 14:24).

 

            Em João 21:15-17 é demonstrado, que mesmo quando este Amor é negligenciado Deus não negligencia esta pessoa e vai até ela, e lhe estende a chance de viver novamente este amor. Venha você também ser amado por Cristo.